MATO GROSSO

Seduc reforça compromisso com educação indígena durante 3ª Convenção Gestão Escolar Conectada

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A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) encerrou, neste domingo, a 3ª Convenção Gestão Escolar Conectada, promovida em parceria com o Sebrae-MT, de 21 a 24 de maio, em Chapada dos Guimarães. A formação reforçou o compromisso com a melhoria da aprendizagem e com uma educação pública conectada às diferentes realidades culturais e educacionais da Rede Estadual.

Um dos temas da formação, voltado às escolas indígenas, destacou a importância de uma gestão pedagógica construída a partir das realidades culturais, sociais e linguísticas de cada povo.

Durante a programação, gestores e profissionais da educação discutiram estratégias de planejamento pedagógico, acompanhamento escolar e definição de metas voltadas ao fortalecimento do ensino nas comunidades indígenas.

A secretária de Estado de Educação, Flávia Soares, ressaltou que os processos de gestão e avaliação das escolas indígenas precisam considerar as especificidades de cada comunidade, respeitando as realidades culturais e educacionais dos povos indígenas.

Segundo ela, aplicar avaliações de maneira igual para contextos diferentes pode gerar desigualdades. Para isso, a secretaria trabalha com estratégias específicas voltadas à educação indígena e ao fortalecimento da gestão pedagógica nas unidades escolares.

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“Respeitar as especificidades dos povos indígenas é necessário. Mas temos compromisso com a educação como um todo e, principalmente, com as nossas crianças e jovens”, destacou a secretária.

O diretor da Escola Estadual Indígena Malamalali, de Tangará da Serra, Willian Mars Cristiano Nazokemae, afirmou que o principal foco da formação é garantir uma aprendizagem de qualidade para os estudantes.

“Criar estratégias através da ferramenta do Modelo de Excelência em Gestão Escolar, o MEG Educação, é traçar metas para que o aluno possa ter uma aprendizagem de qualidade. O foco principal disso tudo são os nossos estudantes, eles são o nosso futuro”, afirmou.

Durante a formação, também foi anunciada a criação na Seduc de um comitê voltado à educação indígena, com o objetivo de ampliar o diálogo sobre gestão escolar, avaliação e acompanhamento pedagógico nas escolas da modalidade.

Das 331 escolas da Rede Estadual, 70 são escolas de educação indígena. Elas atendem mais de 11 mil estudantes de 340 aldeias, em todas as fases do Ensino Fundamental, do Ensino Médio e da Educação de Jovens e Adultos (EJA). Essas unidades também contam com material pedagógico e projetos de recomposição da aprendizagem específicos para a modalidade.

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3ª Convenção de Gestão Escolar Conectada

A programação da 3ª Convenção de Gestão Escolar Conectada abordou temas ligados ao funcionamento das unidades, como gestão escolar e pedagógica, limpeza e organização dos ambientes, alimentação e nutrição escolar, manutenção e conservação da infraestrutura, patrimônio mobiliário e imobiliário, além da sensibilização e contextualização sobre escolas indígenas.

Além disso, os participantes puderam trabalhar fundamentos do MEG Educação, e a metodologia PDCA, utilizada para orientar etapas de planejamento, execução, verificação de resultados e correção de rotas. Essas ferramentas também apoiam a análise de dados e a elaboração de planos de melhoria para as 630 escolas estaduais.

A dinâmica da convenção priorizou o trabalho colaborativo entre equipes escolares e regionais, com apoio técnico das Diretorias Regionais de Educação, promovendo a pactuação de prioridades e estratégias de intervenção conforme as necessidades de cada território.

Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

Réu é condenado a 40 anos de reclusão por feminicídio

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O Tribunal do Júri de Ribeirão Cascalheira (a 900 km de Cuiabá) condenou, na sexta-feira (2), A.A.F.G. a 40 anos e 10 meses de reclusão, em regime inicial fechado, pelo feminicídio de L.S.S. A acusação foi sustentada em plenário pelo promotor de Justiça Bruno Barros Pereira. O julgamento ocorreu com aplicação da Lei nº 14.994/2024, que elevou as penas para o crime de feminicídio.O Conselho de Sentença reconheceu a autoria e a materialidade do crime, bem como a qualificadora do recurso que dificultou a defesa da vítima. Também foram aplicadas as causas de aumento relacionadas ao emprego de arma de fogo de uso restrito e ao meio cruel utilizado na execução. Na sentença, o juízo negou ao réu o direito de recorrer em liberdade, manteve a prisão e determinou o início imediato do cumprimento da pena.Para o promotor de Justiça Bruno Barros Pereira, a condenação representa uma resposta firme do Sistema de Justiça a um crime marcado pela violência e pela discriminação de gênero. “Foi um caso emblemático para a região e uma resposta importante para a sociedade diante da gravidade dos fatos”, destacou.Conforme a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o feminicídio foi motivado pelo inconformismo do acusado com o fim do relacionamento extraconjugal mantido com a vítima. Durante o julgamento, o Ministério Público sustentou que o crime ocorreu em um contexto de menosprezo à condição de mulher, permeado por humilhação e sentimento de posse.As investigações apontaram que o réu decidiu matar a vítima horas antes do crime e se dirigiu armado até o local onde ela estava. Antes dos disparos, submeteu a mulher a uma situação degradante. Segundo a acusação, a vítima foi puxada pelos cabelos, obrigada a se ajoelhar e, em seguida, atingida por dois tiros no rosto.Bruno Barros Pereira ressaltou que as provas apresentadas em plenário demonstraram a violência extrema empregada na execução do crime e o desprezo do condenado pela condição feminina. “Os elementos levados ao julgamento evidenciaram a motivação de gênero e a crueldade da conduta, circunstâncias que foram reconhecidas pelos jurados e refletidas na pena aplicada”, afirmou.Processo 1000481-46.2025.8.11.0079.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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