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Cemulher capacita integrantes da rede de enfrentamento à violência doméstica de Tapurah

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Foto horizontal colorida, em plano aberto, que mostra mais de 30 pessoas posando para a foto, no plenário do júri do Fórum de Tapurah. Tratam-se de membros da rede de enfrentamento à violência contra a mulher.A Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (Cemulher-MT) promoveu uma capacitação aos mais de 30 integrantes da rede de enfrentamento à violência contra a mulher da Comarca de Tapurah (que inclui também o município de Itanhangá), realizada no último sábado (23), a convite da juíza diretora do foro, Patrícia Bedin.
Foto horizontal colorida que mostra a juíza Patrícia Bedin, do busto pra cima, posando sorrindo pra foto, em pé, usando toga, no Plenário do Tribunal de Jsutiça. Ela é uma mulher branca, magra, alta, de cabelos lisos e pretos, presos em rabo-de-cavalo, e maquiada.“A gente vê nas pesquisas que Mato Grosso é um dos maiores no número de violência doméstica. Então, a gente tem que tomar alguma atitude para combater essa violência contra a mulher. E a criação das redes e a capacitação dessas pessoas que recebem essas mulheres vítimas é muito importante, uma vez que o pessoal do CREAS, do CRAS, dos postos de saúde, dos hospitais, não sabe como orientar essa mulher vítima. Por isso vem a capacitação, justamente para indicar o caminho, como fazer esse encaminhamento”, afirma a magistrada.
Foto quadrada colorida que mostra a vereadora de Tapurah, Daise Martins, sorrindo. Ela é uma mulher negra, de cabelos escuros, cacheados e soltos, olhos castanhos, usando blusa branca, blazer preto e colar de pérolas. Presidente da Câmara Municipal e chefe da Procuradoria Municipal da Mulher de Tapurah, a vereadora Daise Martins de Souza destaca que os poderes do Município já estão unidos no enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher e que a capacitação promovida pelo Poder Judiciário representa um avanço.
“O Tribunal de Justiça trazer esse conhecimento para nós, nos apoiar e nos direcionar pra lidar com esses casos é um avanço para o nosso município. Já estamos há algum tempo plantando essa semente e poder unir com essa força, que é o Judiciário, é muito valioso para cada uma de nós. A gente sai daqui com uma direção, entendendo o sentido do nosso trabalho pra fortalecer ainda mais aquele público que está na ponta, atendendo essas pessoas e indo diretamente na vítima pra poder direcioná-la e chegar no objetivo final, que é salvar essa vida”, comenta.
Foto horizontal colorida que mostra a vereadora de Tapurah, Daniele Zottis, em pé. Ela é uma mulher branca, magra, de cabelos loiros, longos, lisos e soltos, usando camiseta branca com a estampa de um X vermelho e a frase: Diga não à violência contra as mulheresA vereadora Daniele Zottis pontua que o Município conta com uma rede de enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher atuante, porém, até então carente de qualificação dos membros. “Essa capacitação que o TJ trouxe pra nós está proporcionando um norte, porque nós tínhamos a boa vontade de enfrentar essa violência, mas a gente ainda não sabia quais ferramentas utilizar e quem faz o quê. Essa capacitação trouxe esse conhecimento, trouxe uma luz pro nosso trabalho. E a gente vai conseguir desenvolver ações que sejam efetivas nesse combate à violência”, avalia.
O pastor Riomar, da Igreja Emanuel de Tapurah, aponta que as palestras proferidas pelos assessores técnico-multidisciplinares da Cemulher, Adriany Carvalho e Cristian Oliveira, auxiliarão os membros da Rede a terem sucesso no trabalho desenvolvido. “Vivemos momentos em que nós, como pastores, também precisamos nos engajar nessa causa contra a violência doméstica. Por isso, é muito importante fazermos parte dessa rede que foi formada aqui em Tapurah”.
Foto horizontal colorida que mostra a soldado PM Maria Eduarda, da cintura pra cima, em pé, de braços cruzados. Ela é uma jovem, negra, de olhos escuros, usando farda e boina preta. A soldado PM Maria Eduarda, componente da Patrulha Maria da Penha de Tapurah, disse estar feliz com a capacitação. “É muito importante que o policial militar e também outras redes de apoio se qualifiquem cada vez mais nessa causa tão importante, porque assim podemos levar essas informações para muitas mulheres que, muitas das vezes, desconhecem a Lei 11.340/2006 e demais legislações que entraram em vigor. Então, a mulher conhecendo, tendo informação por meio dessa rede de apoio, eu tenho certeza de que os números de violência podem diminuir cada vez mais”, pontua.
Saiba onde buscar ajuda em caso de violência doméstica:

Canais de denúncia:
180 – Todo território nacional
181 – Estado de Mato Grosso
197 – Polícia Civil
190 – Polícia Militar

Delegacia Especializada de Defesa da Mulher:
(65) 3901-4277
WhatsApp para denúncias- 8408-7983
Plantão 24h de Violência Doméstica e Sexual: (65) 3901-4254
Defensoria Pública de MT:
Núcleo de Defesa da Mulher (Nudem) – (65) 99805-1031 – Cuiabá.
Defensoria Pública da 1° Vara de Violência Doméstica – 99804-2636
Defensoria Pública da 2° Vara de Violência Doméstica – 99630-2157
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Autor: Celly Silva

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Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Leitura transforma vidas e reduz conflitos no Centro de Detenção de Cáceres

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Um projeto que começou atendendo 20 pessoas privadas de liberdade hoje alcança mais de 220 reeducandos no Centro de Detenção Provisório Masculino de Cáceres. Os resultados vão além da remição de pena: melhora na escrita, desenvolvimento do senso crítico, ampliação do vocabulário e até redução de conflitos dentro da unidade prisional.

A experiência foi apresentada durante a capacitação Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição da Pena, promovida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) e a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus-MT).

A pedagoga Janaína Cardoso Luiz, que coordena o projeto na unidade junto com a coordenadora Aline Aparecida Rocha, compartilhou os resultados durante capacitação realizada de forma virtual, pela plataforma Teams. Ela relatou que, no início, enfrentou barreiras significativas para levar livros até os reeducandos, inclusive dentro de raios dominados por facções. “A princípio, eu nunca tinha trabalhado nesse projeto de remição pela leitura do sistema prisional. É bem desafiador no primeiro momento, mas o trabalho foi feito com base na leitura, com o intuito de levar conhecimento e promover a reinserção pessoal e social”, disse Janaína.

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Com o tempo, o projeto foi ganhando força. Hoje, a pedagoga entra na unidade uma vez por mês para conduzir rodas de conversa, acompanhar as produções escritas dos reeducandos e entender quais novas obras podem atender ao grupo, que já demonstra preferências literárias e tem acesso a dicionários para compreender palavras desconhecidas.

Os resultados foram analisados por meio das resenhas produzidas pelos próprios reeducandos. Segundo Janaína, ao longo do projeto os participantes demonstraram maior capacidade de reflexão sobre suas trajetórias de vida e passaram a reconhecer a leitura como um caminho de transformação. “Houve uma percepção do fortalecimento da redução de conflitos e melhora na convivência dentro do ambiente prisional”, afirmou.

Entre os relatos apresentados na palestra, estava o de um jovem de 23 anos, detento na unidade de Cáceres, que descreveu como os livros trouxeram conhecimento sobre culturas, línguas e histórias de grandes personalidades que marcaram o mundo, e como isso passou a ocupar sua mente de forma produtiva durante o tempo de reclusão. “Quem sabe, como eu falo, vão sair dali pensando em uma faculdade, em traçar novos caminhos”, disse Janaína ao encerrar sua apresentação.

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Ação conjunta do Judiciário

A capacitação é uma realização do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF/TJMT), da Coordenadoria de Educação de Jovens e Adultos (Coeja/Seduc-MT) e do Núcleo de Educação no Sistema Penitenciário (NESP/Sejus-MT). A coordenação está a cargo do juiz auxiliar do GMF/TJMT, Pierro de Faria Mendes, responsável pelo Eixo Práticas Educativas.

O evento tem como objetivos capacitar professores e pedagogos para a implementação de práticas de leitura no sistema prisional e alinhar as ações desenvolvidas no estado às diretrizes do Plano Nacional de Fomento à Leitura no Sistema Prisional e à Resolução CNJ nº 391/2021.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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