MATO GROSSO

Polícia Militar promove curso de prevenção orientado à violência em Mato Grosso

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A Polícia Militar de Mato Grosso realizou, na manhã desta terça-feira (26.5), o primeiro curso de prevenção orientado à violência doméstica e familiar, no auditório do Quartel do Comando-Geral, em Cuiabá. A capacitação reúne policiais militares de diferentes unidades com o objetivo de fortalecer o atendimento às vítimas, ampliar ações preventivas e aprimorar o enfrentamento à violência contra a mulher em Mato Grosso.

No último ano, a Patrulha Maria da Penha registrou mais de 7 mil mulheres vítimas de violência doméstica no Estado. O programa está presente em 111 cidades, por meio de 45 núcleos, dos 15 Comandos Regionais da Polícia Militar.

Conforme a coordenadora de Polícia Comunitária e Direitos Humanos da Polícia Militar do Estado (CPCDH), tenente-coronel Ludmila Eickoff, durante a formação, os participantes, de forma híbrida e presencial, recebem instruções sobre atendimento humanizado, medidas protetivas, identificação de sinais de violência, atuação em ocorrências e estratégias de prevenção dentro das comunidades.

“A iniciativa busca preparar os policiais para atuarem de forma mais próxima da população, reforçando o acolhimento às vítimas e o combate aos crimes de violência doméstica em todas as regiões do Estado”, comentou a tenente-coronel Ludmila.

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O comandante-geral da Polícia Militar de Mato Grosso, coronel Cláudio Fernando Carneiro Tinoco, destacou que a capacitação representa um avanço importante no fortalecimento das políticas públicas de proteção às mulheres no Estado.

“Este curso é um marco para a segurança pública de Mato Grosso. Estamos qualificando nossos policiais para atuarem de maneira ainda mais eficiente, preventiva e humanizada no enfrentamento à violência doméstica. A Polícia Militar está cada vez mais preparada para proteger as vítimas e combater esse tipo de crime em todo o Estado”, ressaltou o coronel Fernando.

A secretária de Estado de Segurança Pública, coronel Susane Tamanho reforçou a importância da integração entre as Forças de Segurança e das ações de prevenção para reduzir os índices de violência doméstica. Somente em 2025, o Governo de Mato Grosso investiu R$ 88 milhões para o enfrentamento à violência doméstica.

“O fortalecimento das ações preventivas e da capacitação dos profissionais é fundamental para garantir um atendimento mais ágil, sensível e eficaz às vítimas. O Governo do Estado segue investindo em políticas públicas voltadas à proteção das mulheres como a criação do SER Família Mulher, o Programa Mato Grosso em Defesa das Mulheres, o Gabinete de Enfrentamento à Violência Contra as Mulheres, entre outras ações”, finalizou coronel Susane.

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Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

TAC garante encerramento de lixão e recuperação ambiental

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Querência, firmou Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), no dia 31 de agosto, com o Município para garantir uma solução definitiva para a gestão dos resíduos sólidos urbanos, o encerramento do antigo lixão municipal e a recuperação ambiental da área degradada.A atuação ministerial teve início em 2013, quando foi instaurado inquérito civil para apurar irregularidades no gerenciamento e na destinação final dos resíduos sólidos no município. Naquele mesmo ano, vistoria realizada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) constatou a disposição inadequada de resíduos em lixão a céu aberto, sem impermeabilização do solo, com infiltração de chorume, ocorrência de queimadas e presença de catadores no local.Mesmo após diversas tentativas de resolução extrajudicial, a situação persistiu. Diante disso, o Ministério Público ingressou, em 2020, com uma ação civil pública visando interromper a disposição irregular dos resíduos, assegurar a destinação ambientalmente adequada e promover a recuperação da área degradada.Nos últimos anos, o município passou a encaminhar os resíduos sólidos urbanos para um aterro sanitário licenciado localizado em Água Boa, medida que representou um importante avanço na política de gestão de resíduos. Contudo, segundo o MPMT, a mudança da destinação final não elimina os passivos ambientais acumulados ao longo de décadas de utilização do lixão, tornando necessárias ações para o encerramento técnico da área e sua recuperação ambiental.Foi nesse contexto que o Ministério Público e o Município construíram uma solução consensual voltada à reorganização da política municipal de resíduos sólidos. O TAC estabelece obrigações específicas, responsáveis, cronograma de execução, mecanismos de fiscalização e prazos para a implementação das medidas.Entre as ações previstas estão o encerramento definitivo do lixão, a elaboração de diagnóstico ambiental e do Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD), a regularização e o licenciamento da estrutura de transbordo dos resíduos, a manutenção da destinação final em aterro sanitário licenciado, o fortalecimento da coleta seletiva, a inclusão socioprodutiva dos catadores, o desenvolvimento de ações de logística reversa e a avaliação da sustentabilidade econômico-financeira dos serviços de limpeza urbana.O acordo também prevê a criação de um grupo de trabalho multidisciplinar para coordenar e acompanhar a execução das medidas, além do cumprimento de etapas condicionadas aos processos de licenciamento e aprovação ambiental.Para garantir a efetividade do TAC, a 1ª Promotoria de Justiça instaurou procedimento administrativo específico para monitorar o cumprimento das obrigações assumidas. Também foi elaborado um controle detalhado dos prazos, que será compartilhado com o Município e com o Conselho Municipal de Meio Ambiente para acompanhamento e fiscalização das ações.Segundo a promotora de Justiça Daniela Moreira Augusto, o objetivo é solucionar de forma definitiva um problema ambiental que se arrasta há mais de uma década.“O TAC foi construído para ser efetivamente cumprido. Não se trata apenas de encerrar um processo ou de impedir o descarte de resíduos em determinado local. O encerramento de um lixão exige uma série de medidas, como a recuperação da área degradada, a mitigação dos passivos ambientais e a estruturação adequada do sistema de transbordo. Por isso, optamos por um acordo estrutural, com obrigações concretas, responsáveis definidos, prazos estabelecidos e acompanhamento permanente”, destacou.O cumprimento das obrigações será fiscalizado pelo Ministério Público, com participação do Conselho Municipal de Meio Ambiente. O TAC prevê ainda a apresentação de relatórios bimestrais de acompanhamento e estabelece multa diária em caso de descumprimento injustificado, sem prejuízo da adoção das medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis.Com a formalização do acordo, o MPMT busca assegurar a execução de ações concretas para o encerramento definitivo do lixão, a recuperação ambiental da área degradada e a consolidação de um sistema municipal de manejo de resíduos sólidos ambientalmente adequado, sustentável e alinhado à legislação vigente.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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