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A edição de dezembro da Revista Pensar Agro já está disponível, trazendo uma retrospectiva dos principais acontecimentos de 2025 — um ano épico: geopolítica agitada, tarifas desafiadoras, inflação pressionando e tensões sanitárias testando limites.

Mas o agro brasileiro, resiliente como nunca, provou mais uma vez que somos potência imbatível, com musculatura política e técnica para negociar, diversificar mercados e liderar a sustentabilidade global.

Entre sustos e vitórias estrondosas, o campo brasileiro demonstrou força operacional inigualável e astúcia política para virar o jogo. Reverteu ameaças, abriu portas para debates transformadores em regras ambientais e fiscais, e pavimentou o futuro com inovação e garra. É o Brasil que o mundo inveja: líder em produção, exportações e visão estratégica!

E nessa esteira, o sucesso editorial da Revista Pensar Agro reflete essa grandeza – chegamos ao fim de 2025 com números que honram a força do agronegócio brasileiro: presença em 51 países e quase 12 mil acessos, consolidando-nos como referência global no jornalismo agro.

Outro destaque da edição é o lançamento da coluna Conexão França-Brasil, comandada por Cristiane de Paula, presidente da Comissão Imobiliária da Câmara de Comércio França-Brasil (CCFB) e sócia da Estate Brazil. A agência franco-brasileira une expertise jurídica e imobiliária para conectar investidores e empreendedores a oportunidades nos mercados nacional e internacional.

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Os colunistas da revista complementam o conteúdo com análises críticas sobre desafios e oportunidades na cadeia agro, ajudando a decifrar os rumos de um setor em transformação constante.

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Fonte: Pensar Agro

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Setor produtivo e bancos vão travar batalha de R$ 130 bilhões semana que vem no Senado

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A votação do projeto de lei que autoriza a renegociação de dívidas rurais, prevista para a próxima quarta-feira (10.06), tornou-se o ponto central das articulações do setor produtivo em Brasília. Enquanto entidades que representam o campo — como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e associações de produtores como a Aprosoja — intensificam o trabalho junto ao parlamento para assegurar a aprovação do texto com condições viáveis de pagamento, o sistema bancário iniciou uma ofensiva para limitar o alcance da medida.

O setor produtivo argumenta que a renegociação é uma necessidade estratégica para a manutenção da atividade agropecuária no País, diante de um cenário de custos elevados e margens apertadas. A proposta defendida pelos produtores busca um fôlego financeiro essencial para o setor, com prazos de pagamento mais longos e taxas de juros controladas, garantindo que o ciclo produtivo não seja interrompido por desequilíbrios financeiros conjunturais. A mobilização, organizada pelas redes sociais, reflete o peso do setor na economia nacional e o temor de que o crédito rural sofra uma contração ainda maior sem a reestruturação dos passivos.

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Do outro lado, as instituições financeiras, representadas pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e pela Confederação Nacional das Instituições Financeiras (Fin), buscam apresentar um substitutivo. O sistema bancário argumenta que a amplitude do projeto original, aprovado em comissão na semana passada, poderia gerar riscos à segurança jurídica e à previsibilidade do crédito. A proposta dos bancos para “calibrar” o projeto inclui travar o benefício a um teto de R$ 10 milhões por CPF, restringir o escopo a dívidas de 2024 em diante e reduzir drasticamente o período de suspensão de vencimentos.

A disputa técnica centra-se no impacto financeiro e na governança dos contratos. Enquanto os bancos alegam complexidade operacional e riscos de “estímulos indevidos à inadimplência” com os prazos de até 13 anos e juros de 7,5%, os representantes do campo defendem que as regras de enquadramento devem ser amplas o suficiente para atender quem realmente precisa, excluindo apenas situações sem relação direta com a atividade econômica financiada.

A articulação política no Senado segue intensa. O setor produtivo aguarda a definição da pauta para esta semana, ciente de que o texto final poderá sofrer ajustes para acomodar as pressões do sistema bancário, mas mantendo a defesa de que a funcionalidade do sistema de crédito rural não deve ser usada como pretexto para impedir o socorro necessário ao produtor que movimenta a economia brasileira.

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Fonte: Pensar Agro

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