AGRONEGÓCIO

Agro Summit vai reunir tecnologia e gestão para transformação digital

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No próximo dia 3 de junho de 2025, o Expo D. Pedro, em Campinas (cerca de 100 km da capital, São Paulo), será palco do Agro Summit 2025, evento dedicado à tecnologia e gestão no agronegócio. Voltado para produtores rurais, cooperativas e empresas do setor, o encontro tem como objetivo apresentar soluções inovadoras que promovam eficiência, sustentabilidade e conectividade nas atividades agropecuárias.

O Agro Summit 2025 é organizado pelo Grupo Portal ERP, reconhecido por sua atuação em eventos de tecnologia empresarial. A programação inclui palestras, debates e uma área de exposição com empresas especializadas em soluções digitais para o agronegócio, abrangendo sistemas de gestão, automação, conectividade e inteligência artificial.

A abertura oficial contará com uma palestra da presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, referência nacional em pesquisa e inovação no meio rural. Além disso, o evento reunirá especialistas e líderes do setor para discutir temas como agricultura de precisão, uso de dados e inteligência artificial na produção agropecuária.

A programação conta com convidados, como Alan Carlos Castro, gerente técnico de agricultura digital da BASF para a América Latina, com a palestra “Agricultura de precisão e digital: altas produtividades e redução de custos” e Daniel Padrão, diretor de operações Latam para soluções de agricultura digital da Bayer, que vai apresentar cases sobre ganhos de produtividade com o uso de dados e inteligência artificial.

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A área de exposição do Agro Summit 2025 reunirá empresas que oferecem soluções tecnológicas voltadas ao agronegócio. Embora o evento não seja uma feira de comercialização de produtos agropecuários, os participantes terão a oportunidade de conhecer e adquirir tecnologias que podem ser aplicadas em suas propriedades para melhorar a gestão e a produtividade.

As inscrições para o Agro Summit 2025 podem ser realizadas no site oficial do evento. O encontro é uma oportunidade para produtores rurais se atualizarem sobre as tendências tecnológicas que estão moldando o futuro do agronegócio brasileiro.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Setor produtivo e bancos vão travar batalha de R$ 130 bilhões semana que vem no Senado

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A votação do projeto de lei que autoriza a renegociação de dívidas rurais, prevista para a próxima quarta-feira (10.06), tornou-se o ponto central das articulações do setor produtivo em Brasília. Enquanto entidades que representam o campo — como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e associações de produtores como a Aprosoja — intensificam o trabalho junto ao parlamento para assegurar a aprovação do texto com condições viáveis de pagamento, o sistema bancário iniciou uma ofensiva para limitar o alcance da medida.

O setor produtivo argumenta que a renegociação é uma necessidade estratégica para a manutenção da atividade agropecuária no País, diante de um cenário de custos elevados e margens apertadas. A proposta defendida pelos produtores busca um fôlego financeiro essencial para o setor, com prazos de pagamento mais longos e taxas de juros controladas, garantindo que o ciclo produtivo não seja interrompido por desequilíbrios financeiros conjunturais. A mobilização, organizada pelas redes sociais, reflete o peso do setor na economia nacional e o temor de que o crédito rural sofra uma contração ainda maior sem a reestruturação dos passivos.

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Do outro lado, as instituições financeiras, representadas pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e pela Confederação Nacional das Instituições Financeiras (Fin), buscam apresentar um substitutivo. O sistema bancário argumenta que a amplitude do projeto original, aprovado em comissão na semana passada, poderia gerar riscos à segurança jurídica e à previsibilidade do crédito. A proposta dos bancos para “calibrar” o projeto inclui travar o benefício a um teto de R$ 10 milhões por CPF, restringir o escopo a dívidas de 2024 em diante e reduzir drasticamente o período de suspensão de vencimentos.

A disputa técnica centra-se no impacto financeiro e na governança dos contratos. Enquanto os bancos alegam complexidade operacional e riscos de “estímulos indevidos à inadimplência” com os prazos de até 13 anos e juros de 7,5%, os representantes do campo defendem que as regras de enquadramento devem ser amplas o suficiente para atender quem realmente precisa, excluindo apenas situações sem relação direta com a atividade econômica financiada.

A articulação política no Senado segue intensa. O setor produtivo aguarda a definição da pauta para esta semana, ciente de que o texto final poderá sofrer ajustes para acomodar as pressões do sistema bancário, mas mantendo a defesa de que a funcionalidade do sistema de crédito rural não deve ser usada como pretexto para impedir o socorro necessário ao produtor que movimenta a economia brasileira.

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Fonte: Pensar Agro

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