AGRONEGÓCIO

Banco do Brasil destina R$ 230 bilhões para a safra 2025/26

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O Banco do Brasil anunciou nesta semana que vai disponibilizar R$ 230 bilhões em crédito para o agronegócio durante a safra 2025/2026. O valor é 2% superior ao desembolsado na safra anterior, que terminou no dia 30 de junho, e está inserido no total do Plano Safra 2025/26, lançado recentemente pelo governo federal, que alcança R$ 516,2 bilhões.

Do montante reservado pela instituição, R$ 160 bilhões serão destinados exclusivamente ao crédito rural, divididos entre pequenos e médios produtores (R$ 54 bilhões) e grandes produtores, cooperativas e agroindústrias (R$ 106 bilhões). Os recursos estão distribuídos em R$ 97 bilhões para operações de custeio, R$ 44 bilhões para investimentos e R$ 19 bilhões voltados à comercialização e industrialização.

Outros R$ 70 bilhões contemplam financiamentos por meio de títulos do agronegócio, como Cédulas de Produto Rural (CPRs) e instrumentos semelhantes, voltados à cadeia produtiva de forma ampla. Esses recursos, apesar de não serem considerados “controlados”, integram a política de crédito do Plano Safra como meios de ampliação do acesso a capital.

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Principal financiador do setor agropecuário brasileiro, o Banco do Brasil realizou 600 mil operações de crédito no ciclo 2024/25, totalizando R$ 225 bilhões aplicados em cerca de 200 atividades agropecuárias. A instituição mantém sua posição de liderança tanto na agricultura familiar quanto na empresarial.

Em nota, a presidenta do BB, Tatiana Medeiros, afirmou que o banco “preserva o compromisso com o desenvolvimento sustentável do campo” e destacou o crescimento nas liberações de recursos em todos os programas vinculados ao Plano Safra.

Segundo ela, o banco tem papel central na estratégia do governo federal para garantir crédito com alcance nacional, inclusive em áreas remotas, fomentando a produção, a geração de renda e o abastecimento alimentar.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Brasil projeta mercado de R$ 705 bilhões com integração entre agronegócio e floresta

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O estudo “O Protagonismo das Florestas Brasileiras na Agenda Climática Global” — que balizará a posição oficial do Brasil nas três Conferências das Partes (COPs) da ONU em 2026 — projeta um novo modelo de negócio para o campo: a integração entre lavoura e floresta como ativo financeiro, e não apenas como obrigação legal.

O levantamento, produzido por especialistas e centros de estudos climáticos, indica que o país pode ampliar sua cobertura florestal de 517 milhões para 525 milhões de hectares até 2035, transformando 8 milhões de hectares de áreas improdutivas em ativos econômicos capazes de movimentar R$ 705 bilhões até 2050.

Para o produtor, o valor não vem da preservação estática, mas da exploração de subprodutos. O mercado de restauração florestal (créditos de carbono, bioenergia e biomassa) ainda é incipiente, mas projeta uma escala agressiva. A oportunidade imediata reside em 2,6 milhões de hectares de pastagens degradadas — identificadas em 8 mil propriedades rurais — que podem ser convertidas em florestas comerciais ou de restauração. A conta é simples: a floresta plantada (eucalipto ou pinus) deixa de ser um custo de “Reserva Legal” e passa a ser uma commodity de energia.

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A conexão com o milho A relação entre floresta e etanol de milho, que parece distante, é puramente energética. O processo de destilação do milho exige volumes massivos de calor. Para reduzir o custo operacional e elevar a nota de sustentabilidade (o que garante acesso a financiamentos mais baratos), as usinas de etanol de milho substituíram combustíveis fósseis por biomassa florestal. Em 2025, o Brasil produziu cerca de 8,2 milhões de metros cúbicos de etanol de milho. A meta para 2035 é de 22,55 milhões. Cada litro extra de etanol de milho precisa de um volume correspondente de biomassa para ferver as caldeiras. É aí que entra o eucalipto do produtor: a usina compra a lenha/cavaco da floresta plantada na borda da propriedade para gerar o calor necessário à produção do etanol. A floresta vira, portanto, o combustível da fábrica de etanol.

Dados de mercado O Brasil fechou 2025 consolidando sua posição como potência agroindustrial e, no primeiro quadrimestre de 2026, os indicadores de produção mantêm o ritmo. A economia gerada pelos “serviços climáticos” das florestas — como o transporte de umidade (rios voadores) que sustenta a safra do Centro-Oeste e Sul — foi precificada pelo estudo em R$ 100 bilhões anuais em produtividade agrícola evitada. Em termos práticos, se o regime de chuvas fosse alterado pela perda de cobertura, o custo para o produtor manter a produtividade seria, no mínimo, esse valor em perdas e insumos de adaptação.

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O desafio agora, segundo os autores, é o financiamento. O produtor tem a terra e a exigência de restauração, mas falta o crédito de longo prazo para cobrir o custo de implantação da floresta comercial. A estratégia proposta às COPs é a criação de garantias governamentais que destravem o capital privado, permitindo que a árvore plantada na área de baixa aptidão agrícola sirva de lastro para crédito de investimento na própria lavoura. O objetivo não é ambientalismo abstrato, mas elevar a rentabilidade da propriedade rural ao transformar passivo ambiental em fonte de energia para a indústria de transformação.

Fonte: Pensar Agro

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