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BB lança linha de crédito de R$ 20 bilhões para renegociar dívidas rurais

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O Banco do Brasil lançou nesta terça-feira (21.10) uma nova linha de crédito destinada à renegociação de dívidas rurais, ampliando o acesso ao financiamento para produtores com compromissos superiores a R$ 3 milhões e que não foram contemplados por programas públicos recentes.

A iniciativa prevê a liberação de até R$ 20 bilhões em novos financiamentos, com opções de taxas pré-fixadas a partir de 16,6% ao ano e pós-fixadas a partir de CDI mais 2,9% ao ano. O público-alvo são produtores já habituados a operar com taxas de mercado, especialmente em municípios não atendidos por medidas provisórias anteriores.

Entre os diferenciais desta linha está a possibilidade de, no primeiro ano do contrato, pagar apenas os juros, evitando o acúmulo do saldo devedor principal. Na modalidade pós-fixada, o produtor pode se beneficiar de eventuais quedas da Selic dentro do prazo de até nove anos de operação, reduzindo o custo total do financiamento.

O Banco do Brasil informou que a avaliação das taxas finais considera fatores como o risco de crédito e as garantias oferecidas por cada cliente. Com esta medida, o objetivo institucional é ampliar o atendimento, fortalecer a sustentabilidade financeira do agro nacional e oferecer alternativas viáveis de regularização em um momento de desafios para o setor.

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Fonte: Pensar Agro

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Setor produtivo e bancos vão travar batalha de R$ 130 bilhões semana que vem no Senado

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A votação do projeto de lei que autoriza a renegociação de dívidas rurais, prevista para a próxima quarta-feira (10.06), tornou-se o ponto central das articulações do setor produtivo em Brasília. Enquanto entidades que representam o campo — como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e associações de produtores como a Aprosoja — intensificam o trabalho junto ao parlamento para assegurar a aprovação do texto com condições viáveis de pagamento, o sistema bancário iniciou uma ofensiva para limitar o alcance da medida.

O setor produtivo argumenta que a renegociação é uma necessidade estratégica para a manutenção da atividade agropecuária no País, diante de um cenário de custos elevados e margens apertadas. A proposta defendida pelos produtores busca um fôlego financeiro essencial para o setor, com prazos de pagamento mais longos e taxas de juros controladas, garantindo que o ciclo produtivo não seja interrompido por desequilíbrios financeiros conjunturais. A mobilização, organizada pelas redes sociais, reflete o peso do setor na economia nacional e o temor de que o crédito rural sofra uma contração ainda maior sem a reestruturação dos passivos.

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Do outro lado, as instituições financeiras, representadas pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e pela Confederação Nacional das Instituições Financeiras (Fin), buscam apresentar um substitutivo. O sistema bancário argumenta que a amplitude do projeto original, aprovado em comissão na semana passada, poderia gerar riscos à segurança jurídica e à previsibilidade do crédito. A proposta dos bancos para “calibrar” o projeto inclui travar o benefício a um teto de R$ 10 milhões por CPF, restringir o escopo a dívidas de 2024 em diante e reduzir drasticamente o período de suspensão de vencimentos.

A disputa técnica centra-se no impacto financeiro e na governança dos contratos. Enquanto os bancos alegam complexidade operacional e riscos de “estímulos indevidos à inadimplência” com os prazos de até 13 anos e juros de 7,5%, os representantes do campo defendem que as regras de enquadramento devem ser amplas o suficiente para atender quem realmente precisa, excluindo apenas situações sem relação direta com a atividade econômica financiada.

A articulação política no Senado segue intensa. O setor produtivo aguarda a definição da pauta para esta semana, ciente de que o texto final poderá sofrer ajustes para acomodar as pressões do sistema bancário, mas mantendo a defesa de que a funcionalidade do sistema de crédito rural não deve ser usada como pretexto para impedir o socorro necessário ao produtor que movimenta a economia brasileira.

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Fonte: Pensar Agro

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