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Câmara aprova cadastro nacional para registrar invasões de propriedades

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A Câmara dos Deputados aprovou nesta semana, na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC), o projeto de lei que cria o Cadastro Nacional de Invasões de Propriedades (CNIP). O objetivo da iniciativa é reunir informações sobre ocupações irregulares em imóveis públicos e privados, tornando mais ágil a responsabilização dos invasores.

De acordo com o autor do projeto e presidente da Comissão de Agricultura da Câmara, deputado Rodolfo Nogueira (PL-MS), “essas informações são cruciais para a identificação e ação legal subsequente”.

O CNIP será integrado ao Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp) e reunirá dados como endereço do imóvel, situação cartorária, nome dos proprietários ou posseiros, registro das ocorrências com identificação dos envolvidos e presença de menores, indígenas ou pessoas armadas. Regulamentações futuras poderão detalhar outros elementos e definir como serão feitos os registros e consultas.

A relatora do projeto na CCJC, deputada Bia Kicis, ressaltou que a medida deve facilitar investigações criminais e oferecer suporte mais eficiente às vítimas. “A proposta é essencial, pois a reunião e o tratamento dos dados ajudará no esclarecimento de crimes e na investigação criminal”, disse. Como a CCJC tem caráter terminativo, a matéria deve seguir para o Senado, salvo recurso que leve o projeto também ao Plenário da Câmara.

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Fonte: Pensar Agro

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Setor produtivo e bancos vão travar batalha de R$ 130 bilhões semana que vem no Senado

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A votação do projeto de lei que autoriza a renegociação de dívidas rurais, prevista para a próxima quarta-feira (10.06), tornou-se o ponto central das articulações do setor produtivo em Brasília. Enquanto entidades que representam o campo — como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e associações de produtores como a Aprosoja — intensificam o trabalho junto ao parlamento para assegurar a aprovação do texto com condições viáveis de pagamento, o sistema bancário iniciou uma ofensiva para limitar o alcance da medida.

O setor produtivo argumenta que a renegociação é uma necessidade estratégica para a manutenção da atividade agropecuária no País, diante de um cenário de custos elevados e margens apertadas. A proposta defendida pelos produtores busca um fôlego financeiro essencial para o setor, com prazos de pagamento mais longos e taxas de juros controladas, garantindo que o ciclo produtivo não seja interrompido por desequilíbrios financeiros conjunturais. A mobilização, organizada pelas redes sociais, reflete o peso do setor na economia nacional e o temor de que o crédito rural sofra uma contração ainda maior sem a reestruturação dos passivos.

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Do outro lado, as instituições financeiras, representadas pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e pela Confederação Nacional das Instituições Financeiras (Fin), buscam apresentar um substitutivo. O sistema bancário argumenta que a amplitude do projeto original, aprovado em comissão na semana passada, poderia gerar riscos à segurança jurídica e à previsibilidade do crédito. A proposta dos bancos para “calibrar” o projeto inclui travar o benefício a um teto de R$ 10 milhões por CPF, restringir o escopo a dívidas de 2024 em diante e reduzir drasticamente o período de suspensão de vencimentos.

A disputa técnica centra-se no impacto financeiro e na governança dos contratos. Enquanto os bancos alegam complexidade operacional e riscos de “estímulos indevidos à inadimplência” com os prazos de até 13 anos e juros de 7,5%, os representantes do campo defendem que as regras de enquadramento devem ser amplas o suficiente para atender quem realmente precisa, excluindo apenas situações sem relação direta com a atividade econômica financiada.

A articulação política no Senado segue intensa. O setor produtivo aguarda a definição da pauta para esta semana, ciente de que o texto final poderá sofrer ajustes para acomodar as pressões do sistema bancário, mas mantendo a defesa de que a funcionalidade do sistema de crédito rural não deve ser usada como pretexto para impedir o socorro necessário ao produtor que movimenta a economia brasileira.

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Fonte: Pensar Agro

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