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Embrapa cria tecnologia que usa satélites para ajudar produtor

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Uma nova metodologia desenvolvida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), desenvolvida pela unidade de Pecuária Sudeste, em São Carlos (315 km da capital São Paulo), está revolucionando o monitoramento das pastagens brasileiras.

O sistema combina imagens de satélite com dados climáticos — como radiação solar, temperatura, umidade e vento — para estimar a quantidade de forragem disponível para o gado, facilitando o manejo e a intensificação sustentável da pecuária.

O método foi testado durante dois anos em três sistemas produtivos diferentes: pasto extensivo, pasto rotacionado e integração lavoura-pecuária. Os resultados foram animadores, especialmente no sistema extensivo, onde a precisão chegou a quase 90%.

A tecnologia consegue diferenciar a matéria verde, que é o que o animal consome, da matéria seca, que possui menor valor nutritivo, ajudando o produtor a entender melhor a qualidade e a quantidade do capim no campo.

O desenvolvimento utiliza o modelo Safer, tradicionalmente empregado para medir a evapotranspiração, mas pouco usado em pastagens até agora. Combinando esse modelo a imagens do produto HLS — que reúne dados dos satélites Landsat-8 (Nasa) e Sentinel-2 (Agência Espacial Europeia) — a Embrapa conseguiu criar uma ferramenta inovadora para o setor.

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O monitoramento contínuo e em larga escala das pastagens abre caminho para um manejo mais eficiente, que pode ajudar a recuperar áreas degradadas e aumentar a produção sem ampliar a área de pasto.

Atualmente, o Brasil conta com mais de 110 milhões de hectares de pastagens manejadas, mas ainda existem cerca de 28 milhões de hectares degradados com potencial para recuperação.

Especialistas destacam que essa tecnologia poderá ser integrada a programas nacionais que incentivam a recuperação de pastagens degradadas, contribuindo para uma pecuária mais produtiva, sustentável e alinhada com as demandas ambientais.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Setor produtivo e bancos vão travar batalha de R$ 130 bilhões semana que vem no Senado

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A votação do projeto de lei que autoriza a renegociação de dívidas rurais, prevista para a próxima quarta-feira (10.06), tornou-se o ponto central das articulações do setor produtivo em Brasília. Enquanto entidades que representam o campo — como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e associações de produtores como a Aprosoja — intensificam o trabalho junto ao parlamento para assegurar a aprovação do texto com condições viáveis de pagamento, o sistema bancário iniciou uma ofensiva para limitar o alcance da medida.

O setor produtivo argumenta que a renegociação é uma necessidade estratégica para a manutenção da atividade agropecuária no País, diante de um cenário de custos elevados e margens apertadas. A proposta defendida pelos produtores busca um fôlego financeiro essencial para o setor, com prazos de pagamento mais longos e taxas de juros controladas, garantindo que o ciclo produtivo não seja interrompido por desequilíbrios financeiros conjunturais. A mobilização, organizada pelas redes sociais, reflete o peso do setor na economia nacional e o temor de que o crédito rural sofra uma contração ainda maior sem a reestruturação dos passivos.

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Do outro lado, as instituições financeiras, representadas pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e pela Confederação Nacional das Instituições Financeiras (Fin), buscam apresentar um substitutivo. O sistema bancário argumenta que a amplitude do projeto original, aprovado em comissão na semana passada, poderia gerar riscos à segurança jurídica e à previsibilidade do crédito. A proposta dos bancos para “calibrar” o projeto inclui travar o benefício a um teto de R$ 10 milhões por CPF, restringir o escopo a dívidas de 2024 em diante e reduzir drasticamente o período de suspensão de vencimentos.

A disputa técnica centra-se no impacto financeiro e na governança dos contratos. Enquanto os bancos alegam complexidade operacional e riscos de “estímulos indevidos à inadimplência” com os prazos de até 13 anos e juros de 7,5%, os representantes do campo defendem que as regras de enquadramento devem ser amplas o suficiente para atender quem realmente precisa, excluindo apenas situações sem relação direta com a atividade econômica financiada.

A articulação política no Senado segue intensa. O setor produtivo aguarda a definição da pauta para esta semana, ciente de que o texto final poderá sofrer ajustes para acomodar as pressões do sistema bancário, mas mantendo a defesa de que a funcionalidade do sistema de crédito rural não deve ser usada como pretexto para impedir o socorro necessário ao produtor que movimenta a economia brasileira.

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Fonte: Pensar Agro

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