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Embrapa lança novas cultivares com alta produtividade e resistência aprimorada

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A Embrapa anunciou o lançamento de duas novas cultivares de soja equipadas com a tecnologia Intacta2/Xtend® (I2X), que oferecem resistência a herbicidas e lagartas, além de um alto potencial produtivo. As variedades BRS 2361 I2X e BRS 2058 I2X foram desenvolvidas em parceria com a Fundação Meridional e estarão disponíveis para a safra 2024/2025.

As novas cultivares apresentam características que favorecem o manejo e a produtividade das lavouras. A BRS 2361 I2X, com ciclo de 120 dias, é recomendada para altitudes acima de 600 metros no Paraná e São Paulo, permitindo a semeadura antecipada e beneficiando o plantio do milho safrinha na janela ideal.

Já a BRS 2058 I2X, com ciclo de 125 dias, é indicada para áreas acima de 650 metros nos estados do Sul e em São Paulo, destacando-se pela resistência a doenças que afetam regiões de clima mais frio.

A tecnologia I2X combina três proteínas para o controle de lagartas, proporcionando maior proteção contra pragas que atacam a soja. Além disso, as cultivares são tolerantes aos herbicidas glifosato e dicamba, auxiliando no manejo de plantas daninhas resistentes. O uso adequado de áreas de refúgio estruturado e o cumprimento das recomendações técnicas são essenciais para garantir a eficiência da tecnologia e minimizar impactos a culturas vizinhas.

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Com a introdução dessas novas cultivares, a expectativa é atender à crescente demanda do mercado por sementes mais produtivas e resistentes, contribuindo para o aumento da eficiência e sustentabilidade da produção de soja no Brasil.

Fonte: Pensar Agro

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Pecuária brasileira ainda depende de vacinas importadas para evitar morte súbita

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O mercado de sanidade animal no Brasil vive um desafio silencioso, mas de impacto direto no bolso do pecuarista. Dados divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) mostram que, em julho, foram disponibilizadas 5,44 milhões de doses de vacinas contra clostridioses — grupo de doenças responsáveis pela “morte súbita” no gado. O que chama a atenção, porém, é a alta dependência de insumos vindos de fora: das doses ofertadas, 4,03 milhões (74,09%) são importadas, enquanto apenas 1,41 milhão (25,91%) possui fabricação nacional.

Para o produtor rural, o termo técnico “clostridiose” passa longe do vocabulário da lida, mas os sintomas são velhos conhecidos. No campo, essas doenças são temidas pela rapidez com que derrubam o rebanho, como a “manqueira” (ou mal do carvão), que causa inchaço muscular e morte em poucas horas, e o botulismo, associado à ingestão de toxinas em pastos ou rações contaminadas. Por serem fatais e não darem tempo para tratamento, a vacina é o único “seguro” eficiente para evitar o prejuízo total de um animal.

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O “ladrão silencioso” no pasto

Embora o governo não consolide um censo de mortalidade animal por causa específica, estudos de sanidade animal apontam que as doenças clostridiais figuram entre as maiores causas de morte evitável no rebanho brasileiro. Em surtos não controlados, a mortalidade pode atingir de 5% a 10% de um lote em poucos dias.

O prejuízo é um “ladrão silencioso”. O pecuarista raramente contabiliza a perda em estatísticas oficiais — o animal morre, é enterrado e o cálculo fica apenas na planilha da fazenda. Mas o rombo é severo: com um bovino de corte de qualidade valendo facilmente entre R$ 2,5 mil e R$ 4 mil, a morte de poucos animais em um surto elimina a margem de lucro de todo o lote. Soma-se a isso a perda do potencial genético, o investimento em nutrição e o custo operacional.

A alta dependência de importações, que hoje supre quase três quartos da necessidade do mercado, coloca o setor em posição de alerta. Qualquer entrave logístico ou burocrático na entrada desses insumos pode deixar o curral desprotegido no momento crítico da vacinação.

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Ciente dessa vulnerabilidade, o Ministério da Agricultura tem intensificado a atuação junto aos laboratórios de insumos veterinários. A estratégia da pasta é dupla: estimular a ampliação das linhas de produção dentro do Brasil para reduzir a dependência externa e, simultaneamente, agilizar os procedimentos de fiscalização e liberação das vacinas importadas para evitar desabastecimento nas revendas.

A meta de aumentar a produção nacional não é apenas uma questão de industrialização, mas de blindagem econômica. Com a pecuária brasileira sob constante pressão para elevar índices de produtividade e atender exigências globais de sanidade, a disponibilidade constante dessas vacinas é o que separa um ciclo produtivo rentável de um prejuízo incalculável pela perda súbita de matrizes e bezerros. Enquanto o setor tenta equilibrar essa balança, o mercado segue monitorando a oferta mensal, ciente de que, no campo, a prevenção é o único investimento que não admite atrasos.

Fonte: Pensar Agro

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