AGRONEGÓCIO

Estado avança na aquicultura e mira espaço maior entre os líderes nacionais

Publicado em

O Tocantins quer transformar seu recente avanço na produção de pescado em posição de destaque nacional — e os números de 2024 mostram que o plano tem base concreta. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Estado registrou acréscimo de 31,63% na produção de pescado no ano passado, superando a marca de 15 mil toneladas.

O salto levou o Tocantins a ocupar a 17ª colocação no ranking nacional — e já há meta ambiciosa: entrar no top 5 dos maiores produtores do país até 2027. A piscicultura brasileira também vive momento de expansão: em 2024, o país alcançou 724,9 mil toneladas de peixes de cultivo, crescimento de 10,3% em relação a 2023.

A variedade nacional é ampla, mas o destaque segue com a Tilápia, que representou em 2024 cerca de 68,9% do volume total produzido. Se o Brasil produziu 724,9 mil toneladas, os cerca de 15 mil do Tocantins passam a representar aproximadamente 2% da produção nacional — indicador pequeno, mas com curva de crescimento acelerada e potencial de escalada.

Leia Também:  Brasil mira novos mercados com status sanitário livre da aftosa sem vacinação

O crescimento do Tocantins não decorre apenas de sorte climática ou sazonal. O Estado aposta na diversidade de espécies — com forte presença de peixes nativos como Tambaqui, tambacu e tambatinga, pintado e outras espécies amazônicas — e em estrutura institucional. Para 2024, o tambaqui foi responsável por cerca de 48,5% da produção estadual, seguido por tambacu/tambatinga (25,7%), pintado e semelhantes (12,4%), tilápia (4,3%) e demais espécies (9%).

Essa estratégia de diversificação permite ao Tocantins escapar da lógica de dependência de poucas espécies e criar uma base mais resiliente a variações de mercado e clima. Além disso, o Estado tem buscado fortalecer a governança da aquicultura: políticas públicas de incentivo, apoio técnico, governança e articulação entre governo, pesquisadores e produtores.

Apesar do avanço, o Tocantins ainda representa uma fração modesta da piscicultura nacional. A produção de 15 mil toneladas está longe das cifras dos estados líderes — como os que concentram a produção de tilápia, especialmente no Sul e Sudeste.

Para se aproximar do top 5, será necessário seguir investindo em estrutura produtiva, manejo, sanidade, logística e, principalmente, escala. A ambição inclui transformar o crescimento recente em trajetória sustentável.

Leia Também:  Expoingá destaca tecnologias e negócios que impulsionam o agro

A ascensão do Tocantins revela duas tendências: por um lado, a interiorização e o fortalecimento da aquicultura fora dos polos tradicionais; por outro, a importância de diversificar espécies e combinar produção com condições naturais favoráveis. Se conseguir executar o plano com consistência, o estado poderá se tornar referência em piscicultura — com ganhos econômicos, geração de emprego e fortalecimento da segurança alimentar regional.

Para produtores, investidores ou autoridades, o momento exige atenção: a “janela de oportunidade” está aberta, mas será preciso investimentos em estrutura, tecnologia e governança para que o Tocantins consolide seu espaço no mapa nacional do pescado.

Fonte: Pensar Agro

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Expoflora tem previsão de movimentar R$ 200 milhões até domingo

Published

on

A 43ª Expoflora entra nesta sexta-feira (25.09) em seu último fim de semana com expectativa de movimentar aproximadamente R$ 200 milhões na economia de Holambra (cerca de 130 km da capital, São Paulo). A maior exposição de flores e plantas ornamentais da América Latina termina no domingo (27), depois de 16 dias de programação distribuídos desde 28 de agosto.

A organização espera receber cerca de 280 mil visitantes nesta edição. O público equivale a mais de 18 vezes a população de Holambra, que tinha 15.094 habitantes no Censo de 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A estimativa econômica considera gastos dentro e fora do parque, incluindo ingressos, flores, alimentação, hospedagem, transporte, comércio e serviços. Portanto, os R$ 200 milhões não correspondem apenas às vendas realizadas pelos produtores no Shopping das Flores.

Em 2025, a expectativa anunciada antes e durante a Expoflora era movimentar até R$ 220 milhões e receber aproximadamente 300 mil pessoas. Os organizadores, porém, não divulgaram posteriormente um balanço consolidado que confirmasse o público efetivo e o valor realmente movimentado.

Por isso, não é possível afirmar que a edição passada tenha comercializado R$ 220 milhões. O número representava uma projeção de impacto sobre a economia regional, e não o faturamento contabilizado pelo evento ou a receita obtida exclusivamente com a venda de flores.

A previsão de 2026 é 9,1% inferior à anunciada no ano passado, enquanto o público esperado diminuiu 6,7%. Mesmo assim, a Expoflora continua entre os eventos de maior impacto econômico e turístico do interior paulista.

Leia Também:  Aprosoja Brasil critica decreto do governo sobre crimes ambientais e restrição ao crédito rural

A movimentação alcança hotéis de Campinas e do Circuito das Águas Paulista. A procura gerada pelo evento deve acrescentar cerca de R$ 6,2 milhões ao fluxo financeiro dos estabelecimentos associados ao Campinas e Região Convention & Visitors Bureau, que reúnem aproximadamente 13,5 mil leitos.

Em Serra Negra, a ocupação hoteleira durante a Expoflora aumenta cerca de 15% em relação à média anual. Excursões costumam combinar a visita a Holambra com passagens por Águas de Lindóia, Monte Sião e Pedreira, distribuindo os gastos dos turistas entre diferentes municípios.

A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes da Região Metropolitana de Campinas estima um consumo médio de R$ 150 por visitante a cada dia em refeições e bebidas. Nos períodos de maior movimento, o parque chega a receber aproximadamente 20 mil pessoas.

Dentro da Expoflora, as operações mobilizam cerca de sete mil postos de trabalho diretos e indiretos. As vagas estão distribuídas entre a organização, os expositores, os restaurantes, os comerciantes, os prestadores de serviços e os fornecedores envolvidos na montagem e no funcionamento da festa.

Para os produtores, a exposição funciona como uma vitrine para lançamentos, tendências de consumo, jardinagem e paisagismo. A edição apresenta flores e plantas cultivadas por mais de 450 produtores e reúne mais de quatro mil variedades e cerca de 300 linhagens.

Leia Também:  Megaleite espera superar R$ 300 milhões em negócios em Belo Horizonte

O Shopping das Flores ocupa 3,3 mil metros quadrados e oferece mais de 400 produtos. Além das vendas realizadas durante o evento, a exposição permite que novas variedades sejam apresentadas diretamente ao consumidor, com potencial para estimular encomendas posteriores em floriculturas, supermercados e centros de jardinagem.

A Exposição de Arranjos Florais utiliza mais de 200 mil hastes de flores de corte e plantas, além de aproximadamente 75 mil vasos. Entre os destaques deste ano estão banksias, minirrosas de jardim, girassóis dobrados, cravos spray e novas variedades de statice.

A edição de 2026 também recebeu um novo roseiral com cerca de 950 plantas, entre rosas spray e variedades perfumadas. O campo de girassóis foi ampliado com o plantio de 45 mil sementes, quantidade 50% superior à da temporada passada.

A programação do último fim de semana inclui a exposição de arranjos, a mostra de paisagismo, a Parada das Flores, a tradicional Chuva de Pétalas, apresentações de danças holandesas, shows, museu, fazendinha e gastronomia típica. Algumas atrações, como o passeio ao campo de girassóis e o parque de diversões, são cobradas separadamente.

A Expoflora funciona nesta sexta-feira, sábado e domingo, das 9h às 19h, no Parque da Expoflora, em Holambra.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA