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Estado lidera crescimento econômico nacional em 2026, aponta estudo

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O Tocantins deve registrar a maior taxa de crescimento econômico do Brasil em 2026, com expansão de 3,85% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo estudo especial elaborado pelo Departamento Econômico do Banco Santander. O levantamento, que consolida dados regionais do IBGE e projeta o cenário macroeconômico até 2027, coloca o estado em posição de destaque na Região Norte e no ranking nacional.

Para 2027, a projeção é de que o estado mantenha o ritmo de crescimento em 2,86%, desempenho que permanece acima da média nacional. O estudo aponta que o dinamismo da economia tocantinense é sustentado, fundamentalmente, pela agropecuária e pela aceleração do setor industrial.

Agropecuária e Indústria como motores

A agropecuária, principal motor da economia estadual, projeta um crescimento expressivo de 15,0% em 2025. Para os anos seguintes, o setor continuará à frente dos demais estados da Região Norte, com altas previstas de 5,3% em 2026 e 4,0% em 2027. Segundo os analistas do Santander, a expansão da fronteira agrícola e a consolidação da produção de soja são os fatores determinantes para o desempenho favorável.

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O setor industrial do Tocantins também apresenta projeções otimistas, com as maiores taxas da região Norte para o triênio: 5,0% em 2025, 5,3% em 2026 e 4,5% em 2027. O crescimento é impulsionado, principalmente, pela atividade extrativa e pela dinâmica ligada às commodities.

Serviços e riscos climáticos

O setor de serviços no estado acompanha o movimento regional, com expansão projetada de 2,9% em 2025 e 2026, com uma leve desaceleração prevista para 2027 (2,0%). O relatório destaca que todos os estados do Norte devem apresentar desempenho em serviços acima da média nacional nos próximos anos, refletindo a resiliência do mercado de trabalho.

Apesar das projeções positivas, os economistas do Santander, Henrique Danyi e Rodolfo Pavan, alertam para riscos estruturais. “Eventos climáticos permanecem entre os principais pontos de atenção para o cenário projetado, especialmente diante da possibilidade de ocorrência do fenômeno El Niño nos próximos anos, com alterações nos padrões de chuva e temperatura”, destaca Danyi.

O estado do Tocantins, que respondia por 8,7% do PIB do Norte em 2023, é parte fundamental do crescimento regional, que o Santander projeta em 3,4% para 2025, 3,0% em 2026 e 2,4% em 2027. Para Danyi, o desafio do país para os próximos anos será manter a consistência desse crescimento em um cenário de heterogeneidade regional e sensibilidade a choques externos.

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Resumo das projeções para o Tocantins

Setor 2025 (%) 2026 (%) 2027 (%)
PIB Geral 3,85 2,86
Agropecuária 15,0 5,3 4,0
Indústria 5,0 5,3 4,5
Serviços 2,9 2,9 2,0

Fonte: Pensar Agro

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Produção de suínos cresce 50% e abre espaço para novos investimentos

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A suinocultura de Mato Grosso do Sul cresceu aproximadamente 50% nos últimos três anos e já alcança cerca de 3,6 milhões de animais abatidos por ano. A expansão, que coloca o Estado entre os principais polos emergentes da atividade no País, estará no centro das discussões do VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul, marcado para 17 de setembro, em Dourados (a cerca de 240km da capital, Campo Grande).

O avanço ocorre em uma região que até poucos anos atrás tinha participação bem menor na produção nacional de carne suína. Mato Grosso do Sul passou a ocupar a quinta posição no ranking brasileiro de abates, atrás de Estados com tradição muito mais antiga na atividade, como Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.

Parte dessa expansão está associada à disponibilidade de milho e soja, principais componentes da alimentação dos animais e responsáveis pela maior parcela do custo de produção. A proximidade entre as granjas e as regiões produtoras de grãos reduz distâncias no abastecimento de ração e cria condições para a instalação de novas unidades produtivas e industriais.

Outro fator é o crescimento do número de matrizes. Em 2026, mais de 111,5 mil matrizes já estavam cadastradas no Programa Leitão Vida, política estadual de incentivo à produção. Até o início de junho, 272 estabelecimentos participavam do programa.

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No mesmo período, 1,63 milhão de suínos haviam sido abatidos dentro do programa e os incentivos concedidos aos produtores superavam R$ 45 milhões. A atividade também acumulou aproximadamente R$ 1,7 bilhão em cartas-consulta aprovadas pelo Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) nos últimos sete anos.

A política de incentivo passou ainda por mudanças. O novo protocolo do Leitão Vida ampliou as exigências relacionadas à biossegurança, bem-estar animal, rastreabilidade, sustentabilidade e utilização de tecnologias nas propriedades.

Dos 272 estabelecimentos participantes neste ano, 239 já haviam migrado para o novo sistema de conformidade. A intenção é atrelar parte dos incentivos não apenas ao volume produzido, mas também ao cumprimento de padrões técnicos, sanitários e ambientais.

Para o produtor, essa mudança ganha importância porque a expansão da atividade depende cada vez mais do acesso a mercados exigentes. Sanidade, rastreabilidade e biossegurança deixaram de ser apenas questões internas das granjas e passaram a influenciar diretamente a capacidade de frigoríficos e produtores alcançarem novos compradores.

Mato Grosso do Sul também ampliou sua estrutura industrial. Unidades instaladas no Estado vêm aumentando a capacidade de abate, movimento necessário para acompanhar o crescimento das granjas e evitar um desequilíbrio entre a oferta de animais e a capacidade de processamento.

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A expansão da suinocultura cria ainda uma demanda adicional para a agricultura estadual. Cada aumento no alojamento de animais significa maior consumo de milho e farelo de soja, estabelecendo uma relação direta entre o crescimento das granjas e o mercado regional de grãos.

Esse movimento pode ser especialmente importante para regiões com grande produção de milho segunda safra. A instalação de unidades de produção animal permite transformar parte do grão dentro do próprio Estado em proteína de maior valor agregado, reduzindo a necessidade de transportar toda a produção agrícola por longas distâncias até outros centros consumidores.

O crescimento, entretanto, exige investimentos elevados. Construção e modernização de granjas, climatização, tratamento de dejetos, biossegurança, armazenagem de ração e adequações ambientais aumentam a necessidade de capital e tornam a expansão dependente de planejamento financeiro e acesso ao crédito.

Consolidado como um dos principais encontros da suinocultura no Centro-Oeste, o Fórum ocorre justamente quando Mato Grosso do Sul tenta transformar o forte crescimento dos últimos anos em uma cadeia maior, mais tecnificada e com maior participação nos mercados nacional e internacional.

Serviço

VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul
Data: 17 de setembro de 2026
Horário: 7h às 18h
Local: Unigran – Dourados (MS)

Fonte: Pensar Agro

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