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Governo declara emergência hídrica diante de estiagem prolongada

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O Governo do Paraná decretou situação de emergência hídrica em todo o estado nesta quinta-feira (22.05), como resposta preventiva aos efeitos da estiagem que persiste desde o fim de 2024. A decisão visa acelerar ações de enfrentamento aos impactos já visíveis no abastecimento de água e na produção agropecuária, especialmente nas regiões centro, sudoeste e oeste.

Com o decreto, o estado passa a mobilizar todos os órgãos públicos sob coordenação da Defesa Civil para executar medidas de resposta, recuperação e apoio às comunidades afetadas. A iniciativa também permite contratações emergenciais de serviços, obras e materiais sem a necessidade de licitação, por um período de até 180 dias.

No campo, os prejuízos já são sentidos. Lavouras de grãos sofrem com a irregularidade das chuvas e com a baixa umidade no solo. Em algumas regiões, produtores já registram perdas que afetam a viabilidade econômica da safra. Além disso, os sistemas de abastecimento de água enfrentam redução significativa nos níveis dos reservatórios, levando à adoção de medidas de uso racional por parte da população.

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A declaração estadual de emergência permite que prefeituras de municípios impactados solicitem formalmente a adesão à medida, o que pode facilitar o acesso a crédito, renegociação de dívidas e outras formas de apoio por meio de instituições financeiras e órgãos federais.

Apesar da previsão de chuvas nos próximos dias, especialistas alertam que os volumes esperados não serão suficientes para reverter o déficit hídrico acumulado. O cenário atual exige cautela e planejamento, sobretudo para os produtores que dependem diretamente das condições climáticas para garantir o andamento das atividades no campo.

Órgãos técnicos e entidades do setor agropecuário recomendam que os agricultores busquem orientação profissional e avaliem alternativas de manejo e proteção das lavouras. Ações emergenciais, embora importantes, não substituem o papel de uma gestão de risco hídrico contínua, que se torna cada vez mais necessária diante da frequência e intensidade dos eventos climáticos extremos.

A estiagem que afeta o Paraná é acompanhada de perto por sistemas de monitoramento ambiental. Dados recentes já apontam agravamento da seca em municípios do sudoeste e extremo oeste, onde a precipitação tem ficado sistematicamente abaixo da média histórica. A tendência, segundo especialistas, é de que os efeitos da escassez se prolonguem, mesmo com chuvas pontuais.

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Para o produtor rural, o momento exige atenção redobrada e mobilização junto aos canais institucionais. O apoio oferecido por meio do decreto pode ser decisivo para mitigar perdas, garantir o sustento no campo e preservar a continuidade das atividades produtivas.

Fonte: Pensar Agro

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Produtos bovinos brasileiros podem ganhar mais espaço no mercado japonês

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Estabelecimentos brasileiros registrados no Serviço de Inspeção Federal (SIF) que produzem produtos bovinos processados têm até as 18h desta segunda-feira (31.08) para manifestar interesse em participar da auditoria sanitária que o Japão realizará no Brasil e que poderá ampliar o acesso de produtos bovinos processados ao mercado japonês. A iniciativa ocorre em meio ao esforço brasileiro para aumentar a presença da pecuária nacional em um dos mercados de carne mais exigentes e valorizados do mundo.

A chamada foi aberta pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para identificar estabelecimentos interessados e preparados para receber a missão japonesa. O trabalho será conduzido pelas autoridades sanitárias do Japão e deverá avaliar as condições brasileiras de produção e processamento.

A lista inclui produtos como carne bovina desidratada, conhecida internacionalmente como beef jerky, envoltórios bovinos submetidos a tratamento térmico e o chamado Prime Beef, produto elaborado a partir de colágeno bovino e extrato de carne.

O objetivo da auditoria é revisar o Programa de Verificação de Exportação (EVP, na sigla em inglês), conjunto de procedimentos que estabelece as condições que os estabelecimentos brasileiros precisam cumprir para vender determinados produtos ao Japão.

Na prática, uma avaliação favorável poderá permitir a inclusão de novos produtos e estabelecimentos brasileiros no comércio com o país asiático.

O prazo desta segunda-feira não significa, portanto, abertura automática do mercado. Ele representa uma etapa preparatória para a auditoria e para a negociação sanitária necessária antes da autorização das exportações.

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A movimentação ganha importância porque o Japão é fortemente dependente da importação de alimentos. Cerca de 60% das calorias consumidas pela população japonesa têm origem externa, ao mesmo tempo em que o país mantém padrões sanitários rigorosos para entrada de produtos agropecuários.

Na carne bovina, aproximadamente 70% do consumo japonês é abastecido por importações. Austrália e Estados Unidos estão entre os principais fornecedores, enquanto o Brasil ainda busca ampliar sua participação nesse mercado.

A abertura para a carne bovina brasileira in natura é uma negociação separada e muito mais ampla, que se arrasta há mais de duas décadas. Brasil e Japão decidiram acelerar as discussões e estabeleceram a realização de inspeções técnicas como uma das etapas necessárias para avançar na avaliação de risco.

Por isso, embora a auditoria relacionada ao prazo de segunda-feira seja destinada a produtos processados, o movimento ocorre dentro de uma aproximação sanitária e comercial mais abrangente entre os dois países.

Para a pecuária brasileira, conquistar espaço no Japão teria importância que vai além do volume vendido. O país asiático é considerado um mercado de elevado valor agregado e possui exigências sanitárias capazes de funcionar como referência para outros compradores.

A diversificação também ganhou importância neste segundo semestre. As exportações brasileiras de carne bovina chegaram a 1,97 milhão de toneladas entre janeiro e julho, crescimento de 9,9% em relação ao mesmo período do ano passado, mas o setor enfrenta mudanças nas condições de acesso a alguns de seus principais destinos.

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Nesse cenário, ampliar o número de compradores reduz a dependência de poucos mercados e aumenta as alternativas comerciais dos frigoríficos. O efeito pode chegar ao pecuarista por meio de maior disputa pela matéria-prima e da valorização de animais que atendam às exigências dos destinos mais remuneradores.

A abertura de um mercado, entretanto, não termina com a autorização sanitária. Frigoríficos precisam cumprir requisitos específicos de produção, processamento, rastreabilidade e certificação para serem habilitados a exportar.

É justamente esse processo que começa agora para os produtos incluídos na chamada. Os estabelecimentos interessados devem encaminhar a documentação por meio do Serviço de Inspeção Federal (SIF) e do respectivo Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sipoa), para que a manifestação chegue ao Mapa dentro do prazo.

Manifestações apresentadas depois das 18h desta segunda-feira não serão consideradas.

A auditoria japonesa será o passo seguinte. Se o resultado permitir a revisão das regras atuais, o Brasil poderá acrescentar novos produtos bovinos à pauta de exportações para o Japão enquanto continua negociando o objetivo de maior peso econômico para a pecuária nacional: a abertura do mercado japonês à carne bovina brasileira in natura.

Fonte: Pensar Agro

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