AGRONEGÓCIO

Governo remanejou R$ 4,4 bi para prorrogar dívidas rurais de produtores do RS, MS, BA e SE

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Em resposta aos impactos das mudanças climáticas nas lavouras brasileiras, o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou, nesta quinta-feira (29.05), uma nova medida que pode aliviar o bolso do produtor rural.

A decisão é nacional e permite que bancos prorroguem parcelas de crédito rural com juros subsidiados pelo Tesouro Nacional, beneficiando principalmente agricultores que enfrentaram estiagem ou enchentes — como os do Rio Grande do Sul, mas também de Estados como Mato Grosso do Sul, Bahia e Sergipe.

O que muda – Quem tem dívidas de custeio com vencimento em 2025 poderá renegociar e pagar em até três anos. Já as prestações de investimentos podem ser jogadas para até um ano após o fim do contrato original.

A medida é válida para pequenos, médios e grandes produtores, inclusive aqueles que contratam crédito com juros equalizados — ou seja, com parte dos encargos pagos pelo governo. Até agora, isso só era possível com algumas restrições que complicavam a vida do agricultor e dos bancos. Agora, as instituições financeiras poderão prorrogar até 8% do valor total da carteira de crédito rural com recursos equalizados, sem precisar reclassificar as operações — um entrave técnico que dificultava os acordos.

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Não é automático – Importante destacar que a renegociação não é automática. O produtor precisa ir até o banco, comprovar a perda da produção e mostrar que não consegue cumprir os prazos originais do financiamento.

A medida tem um olhar especial para o Rio Grande do Sul, onde os produtores enfrentaram severas perdas causadas por secas e enchentes nos últimos anos. O Banrisul, banco estatal gaúcho, terá autorização para renegociar volumes ainda maiores: até 17% das dívidas de custeio, e até 23% nos casos de investimento, dependendo do perfil do produtor.

Segundo o Ministério da Agricultura, os agricultores gaúchos têm cerca de R$ 28 bilhões em dívidas rurais com vencimento este ano, sendo R$ 9 bilhões dessas com juros equalizados — ou seja, dentro do escopo da nova resolução.

Para dar suporte à medida, o governo federal remanejou R$ 4,4 bilhões no Orçamento da União, sendo R$ 136 milhões destinados especificamente para custear a prorrogação das dívidas dos produtores afetados pela seca. O valor total da medida, ao longo dos próximos anos, deve chegar a R$ 358 milhões.

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O Ministério da Fazenda afirma que o custo será compensado por uma redução no limite de crédito equalizado para a safra 2024/2025, sem afetar os recursos disponíveis já planejados para os produtores.

A nova resolução se junta às renegociações já previstas no Manual de Crédito Rural, que permite acordos para operações de custeio e investimento do Pronaf (voltado à agricultura familiar), e de investimento para o Pronamp (médios produtores) e demais agricultores. Agora, com a flexibilização, produtores têm mais caminhos para evitar o acúmulo de dívidas causadas por perdas que fogem ao controle humano.

Para o agricultor, o recado é claro: procure o seu banco, leve a documentação que comprove as perdas, e avalie se essa prorrogação pode ajudar a manter a produção viva e o crédito limpo.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Rural Show projeta novo salto em negócios e reforça avanço do agro

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A cidade de  Ji-Paraná (373 km da capital, Porto Velho), se prepara para a 13ª edição da Rondônia Rural Show Internacional, que será realizada entre 25 e 30 de maio. A expectativa é de ampliar novamente o volume de negócios e consolidar a feira como uma das principais vitrines do agronegócio na região Norte. Na edição de 2025, o evento movimentou cerca de R$ 3,5 bilhões em negócios, com mais de 270 mil visitantes e cerca de 650 expositores, segundo o governo estadual. Para 2026, a projeção do setor é de crescimento, puxado pela maior demanda por tecnologia, crédito e soluções produtivas no campo.

Realizada em um momento de expansão da fronteira agrícola no Norte, a feira tem ganhado peso não apenas regional, mas também nacional, ao reunir produtores, empresas, instituições financeiras e centros de pesquisa em um ambiente voltado à geração de negócios. A expectativa é de que a edição deste ano mantenha o ritmo de crescimento, impulsionada principalmente por investimentos em mecanização, irrigação e genética animal.

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O avanço da Rondônia Rural Show acompanha a própria evolução do agronegócio no Estado. Rondônia vem ampliando sua participação na produção nacional, com destaque para a pecuária de corte e leite, além do crescimento da soja e do milho. Esse movimento tem elevado a demanda por tecnologia e assistência técnica, abrindo espaço para eventos que conectam oferta e demanda dentro do setor.

A feira também se consolida como plataforma de acesso a crédito. Instituições financeiras costumam concentrar no evento o lançamento de linhas de financiamento e condições especiais para aquisição de máquinas, equipamentos e insumos. Em um cenário de maior seletividade no crédito rural, esse tipo de ambiente ganha relevância para o produtor que busca viabilizar investimentos.

Outro eixo do evento é a difusão tecnológica. Empresas e instituições apresentam soluções voltadas ao aumento de produtividade e à redução de custos, com foco em sistemas mais eficientes e adaptados às condições da região Norte. A presença de startups e empresas de inovação tem crescido, refletindo a digitalização do campo.

Além da agricultura e da pecuária, a feira abre espaço para cadeias emergentes e produtos de valor agregado, ampliando as oportunidades para pequenos e médios produtores. A diversidade de expositores e a programação técnica reforçam o caráter de capacitação e atualização profissional do evento.

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Serviço
Evento: 13ª Rondônia Rural Show Internacional
Data: 25 a 30 de maio de 2026
Local: Rodovia BR-364, km 333 (11 km de Ji-Paraná, sentido Presidente Médici)
Cidade: Ji-Paraná (RO)

Fonte: Pensar Agro

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