AGRONEGÓCIO

Ipanema prepara Festa do Queijo com peça de 3 toneladas

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Ipanema (365 km da capital, Belo Horizonte), em Minas Gerais, vai realizar, entre os dias 3 e 6 de junho, a 16ª edição da Festa do Queijo, evento que se consolidou como principal vitrine da produção local e aposta, novamente, na fabricação do maior queijo minas padrão do mundo, com mais de 3 toneladas.

Minas Gerais destina entre 35% e 40% dos cerca de 9 bilhões de litros de leite produzidos por ano à fabricação de queijos, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A cadeia movimenta cerca de R$ 20 bilhões de reais por ano e sustenta mais de 9 mil produtores de queijo artesanal no Estado, conforme a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG), consolidando o produto como principal alternativa de agregação de valor no campo.

A festa de Ipanema é uma forma de divulgar toda essa produção. Além do queijo gigante, a programação inclui a produção de outros alimentos em grande escala, como doce de leite artesanal, pão de queijo e queimadinha, que serão distribuídos ao público após a pesagem oficial. A estratégia combina promoção turística e incentivo ao consumo dos produtos locais.

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O evento também contará com shows musicais, apresentações culturais e feira de produtores, com comercialização de queijos frescos e curados, além de derivados lácteos. A venda direta ao consumidor é apontada como uma das principais fontes de renda para os produtores durante o período.

Realizada na área central do município, a festa costuma atrair milhares de visitantes e elevar a ocupação da rede hoteleira, com reflexos no comércio e nos serviços locais. O modelo adotado integra produção rural e turismo como forma de dinamizar a economia do município.

SERVIÇO
Evento: Festa do Queijo de Ipanema 2026
Data: de 3 a 6 de junho
Local: área central de Ipanema (MG), Vale do Rio Doce
Destaque: produção do maior queijo minas padrão do mundo, com mais de 3 toneladas

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Aprosoja-MT diz como evitar problemas legais após incêndios nas lavouras

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Com a chegada do período mais seco do ano, os incêndios em áreas rurais voltam a figurar entre as maiores ameaças ao agronegócio em Mato Grosso. Mais do que combater as chamas, o produtor precisa estar atento à segurança jurídica: em muitos casos, o agricultor que já foi vitimado pelo fogo acaba sofrendo questionamentos e investigações indevidas sobre a origem das ocorrências.

A recomendação central da Aprosoja-MT é a profissionalização da resposta imediata ao sinistro. A percepção de que o produtor seria o causador das queimadas é um equívoco que custa caro, alerta Nathan Belusso, vice-coordenador da Comissão de Sustentabilidade da entidade. “Na prática, o produtor está entre os maiores prejudicados, já que o fogo compromete a fertilidade do solo, reduz a produtividade e coloca em risco lavouras, máquinas, animais e pessoas”, afirma.

Para se resguardar, a orientação técnica é clara e não admite improvisos. Assim que o foco é controlado, o produtor deve registrar um Boletim de Ocorrência (BO) detalhando data, hora e circunstâncias do início do fogo. A formalização em cartório, por meio de uma ata notarial, é considerada um diferencial jurídico, pois documenta com fé pública a situação da propriedade imediatamente após a passagem das chamas.

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O delegado coordenador do Núcleo Vale do Guaporé, Yuri Nunes Cervo, que enfrentou um grande incêndio em sua própria fazenda em 2020, destaca que o registro detalhado é a única forma de provar que a propriedade foi alvo e não a fonte do desastre. “Além dos danos imediatos, o fogo destrói anos de investimentos em conservação do solo, afetando a matéria orgânica, a microbiota e a capacidade de retenção de umidade, fatores essenciais para a produtividade agrícola”, diz Cervo. Ele reforça que, durante o combate, todo registro — seja por fotos, vídeos ou depoimentos das equipes de brigada — deve ser centralizado para compor o dossiê de defesa.

A estratégia de defesa começa muito antes da primeira chama. O treinamento de brigadas próprias e o investimento em equipamentos de combate — como reservatórios, bombas costais e aceiros bem planejados — fazem parte da gestão de risco nas propriedades mato-grossenses. A integração rápida com o Corpo de Bombeiros e vizinhos de área também é um ponto de controle que, além de conter a propagação, demonstra a boa-fé e o empenho do produtor em proteger o ecossistema.

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A entidade reforça que, neste período de estiagem, a documentação é o braço direito do agricultor. Manter os protocolos das autoridades atualizados e o histórico da propriedade organizado não é apenas burocracia, mas a garantia de que o patrimônio e a reputação do produtor estarão protegidos contra eventuais acusações infundadas.

Fonte: Pensar Agro

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