AGRONEGÓCIO

Mapa projeta crescimento sólido na produção para a próxima década

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) divulgou, nesta quarta-feira (30.10), o estudo “Projeções do Agronegócio, Brasil 2023/2024 a 2033/2034”, com apoio da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). As estimativas apontam um avanço expressivo na produção agrícola e na produção de proteína animal nos próximos dez anos, com destaque para culturas como soja, milho, trigo, arroz e café, além de um aumento robusto nas exportações de carnes.

  • Soja (25,1%);
  • Milho da safra de inverno (24,9%);
  • Trigo (18,4%);
  • Arroz (+20,3%); e
  • Feijão (+38,1%)

A produção de grãos deve alcançar 379 milhões de toneladas na próxima década, impulsionada pelo aumento na área plantada, que pode crescer 15,5% e atingir 92,2 milhões de hectares. Culturas como soja, milho de segunda safra e trigo são apontadas como os principais motores desse crescimento, em resposta tanto ao mercado interno quanto à demanda de exportação.

A soja segue como o principal produto entre os grãos, com previsão de chegar a 199,4 milhões de toneladas, um aumento de 52 milhões de toneladas em relação ao período atual. O milho, com crescimento projetado de 32,3%, deve alcançar 153,1 milhões de toneladas, especialmente devido ao aumento do plantio na safra de inverno. Esse grão também vem sendo cada vez mais direcionado à produção de etanol, o que deve sustentar a expansão.

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O trigo, por sua vez, está previsto para crescer 18,4% em área plantada, enquanto o arroz e o feijão também devem aumentar suas áreas em 20,3% e 38,1%, respectivamente. O objetivo é atender tanto ao consumo interno quanto às exportações, que se mostram promissoras para esses produtos.

Além dos grãos, o café é outro destaque na projeção. A produção do grão deve aumentar 31,9%, chegando a 72 milhões de sacas, o que permitirá não apenas atender ao mercado interno, mas também consolidar as exportações. A expansão do café reflete tanto o crescimento do consumo nacional, estimado em 27 milhões de sacas, quanto a forte demanda internacional, que deve absorver 45 milhões de sacas.

O setor de proteínas animais também apresenta projeções de crescimento significativo. A produção de carne de aves deve aumentar 28,4%, enquanto a suína terá alta de 27,5% e a bovina, de 10,2%. Esse aumento reflete tanto o crescimento do consumo interno quanto a expansão das exportações, impulsionada por novos acordos comerciais que o Brasil tem firmado com países importadores.

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As exportações de carne de aves devem crescer 29,7%, as de suínos, 22,5%, e as de bovinos, 27,1%. A ampliação dos mercados compradores e o fortalecimento dos laços com parceiros comerciais garantem ao Brasil uma posição de destaque como fornecedor global de proteína animal.

O estudo do Mapa é publicado anualmente e serve de referência tanto para a formulação de políticas públicas voltadas ao setor agropecuário quanto para o planejamento do setor privado. Com a projeção de dados para 28 produtos, incluindo algodão, cana-de-açúcar, frutas e carnes, o documento orienta o planejamento de plantio, consumo e exportação no longo prazo.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Setor produtivo e bancos vão travar batalha de R$ 130 bilhões semana que vem no Senado

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A votação do projeto de lei que autoriza a renegociação de dívidas rurais, prevista para a próxima quarta-feira (10.06), tornou-se o ponto central das articulações do setor produtivo em Brasília. Enquanto entidades que representam o campo — como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e associações de produtores como a Aprosoja — intensificam o trabalho junto ao parlamento para assegurar a aprovação do texto com condições viáveis de pagamento, o sistema bancário iniciou uma ofensiva para limitar o alcance da medida.

O setor produtivo argumenta que a renegociação é uma necessidade estratégica para a manutenção da atividade agropecuária no País, diante de um cenário de custos elevados e margens apertadas. A proposta defendida pelos produtores busca um fôlego financeiro essencial para o setor, com prazos de pagamento mais longos e taxas de juros controladas, garantindo que o ciclo produtivo não seja interrompido por desequilíbrios financeiros conjunturais. A mobilização, organizada pelas redes sociais, reflete o peso do setor na economia nacional e o temor de que o crédito rural sofra uma contração ainda maior sem a reestruturação dos passivos.

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Do outro lado, as instituições financeiras, representadas pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e pela Confederação Nacional das Instituições Financeiras (Fin), buscam apresentar um substitutivo. O sistema bancário argumenta que a amplitude do projeto original, aprovado em comissão na semana passada, poderia gerar riscos à segurança jurídica e à previsibilidade do crédito. A proposta dos bancos para “calibrar” o projeto inclui travar o benefício a um teto de R$ 10 milhões por CPF, restringir o escopo a dívidas de 2024 em diante e reduzir drasticamente o período de suspensão de vencimentos.

A disputa técnica centra-se no impacto financeiro e na governança dos contratos. Enquanto os bancos alegam complexidade operacional e riscos de “estímulos indevidos à inadimplência” com os prazos de até 13 anos e juros de 7,5%, os representantes do campo defendem que as regras de enquadramento devem ser amplas o suficiente para atender quem realmente precisa, excluindo apenas situações sem relação direta com a atividade econômica financiada.

A articulação política no Senado segue intensa. O setor produtivo aguarda a definição da pauta para esta semana, ciente de que o texto final poderá sofrer ajustes para acomodar as pressões do sistema bancário, mas mantendo a defesa de que a funcionalidade do sistema de crédito rural não deve ser usada como pretexto para impedir o socorro necessário ao produtor que movimenta a economia brasileira.

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Fonte: Pensar Agro

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