OPORTUNIDADE

MBRF oferece 100 vagas de emprego na unidade de Várzea Grande

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Oportunidades são para auxiliar operacional e incluem benefícios como plano de saúde, alimentação e programas de incentivo
Empresa busca ampliar quadro de colaboradores e reforça seu compromisso com a inclusão e o desenvolvimento profissional

A Marfrig, líder global na produção de hambúrgueres e uma das maiores empresas de carne bovina do mundo, está com 100 vagas de emprego abertas na unidade de Várzea Grande. As oportunidades contemplam diferentes áreas e níveis de experiência, reforçando o compromisso da companhia com a geração de empregos e o desenvolvimento social na região.

As vagas disponíveis são para os cargos de: Auxiliar Operacional, 20 vagas, Faqueiro 20, Magarefe 20, Eviscerador 2, Atordoador 1, Refilador 20, Desossador 20, Lombador 3, Estoquista 2, Coletor de Dados 2, Torneiro Mecânico 1, Eletricista Industrial 3, Mecânico Industrial 2, Supervisor de Bem-Estar Animal 1, Supervisor de Manutenção 1, Auxiliar de Rastreabilidade 3, Assistente de Controle de Qualidade 4, Almoxarife 2, Analista de PCM 2, Analista de Transporte 1, Analista de Faturamento 1, Bombeiro Civil 1, Porteiro 2, Operador de Túnel Contínuo 1 e Operador de ETA 1.

Segundo a gerente de Recursos Humanos da Marfrig Várzea Grande, Cláudia Rodrigues, o momento é de expansão e fortalecimento da operação local. “Estamos crescendo e queremos que esse crescimento seja compartilhado com a comunidade. As vagas abertas representam uma oportunidade para quem busca estabilidade, capacitação e desenvolvimento dentro de uma das maiores empresas do setor de alimentos do mundo”, destacou.

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A gestora também ressalta que a Marfrig valoriza a diversidade e a inclusão. “Consideramos todos os candidatos, sem distinção de gênero, raça, orientação sexual, religião, nacionalidade, idade ou deficiência. Nosso objetivo é formar times diversos, que reflitam a sociedade e contribuam para um ambiente de trabalho mais humano e produtivo”, acrescentou.

Os profissionais contratados terão acesso a uma ampla gama de benefícios, entre eles: Prêmio de assiduidade; Seguro de vida; Vale-transporte ou fretado; Programa interno de formação profissional; Vale-alimentação; Restaurante interno; Kit de Natal; Sorteio de kits de carne; Programa “Presença mais que premiada”; Descontos em produtos Marfrig; Plano de saúde e odontológico; Telemedicina; Convênio farmácia.

Os interessados devem participar do processo seletivo presencial, que acontece de segunda a sexta-feira, das 7h às 10h ou das 13h às 16h, no endereço Alameda Júlio Müller, nº 1650, Várzea Grande. É necessário levar documentos pessoais. Dúvidas podem ser esclarecidas pelo telefone (65) 99618-4016.

Sobre a MBRF

A MBRF nasce como uma das maiores empresas de alimentos do mundo, presente em 117 países com marcas icônicas como Sadia, Perdigão, Qualy, Banvit e Bassi e um portfólio verdadeiramente multiproteínas, com carne bovina, suína e de aves, produtos industrializados, pratos prontos e pet food. A empresa possui 130 mil colaboradores e produzem 8 milhões de toneladas de produtos anualmente, que chegam a mais de 424 mil clientes e a milhões de consumidores em todo mundo. Reconhecida por suas práticas sustentáveis, mantém iniciativas pioneiras para a preservação do meio ambiente e dos recursos naturais A MBRF carrega um legado de inovação e pioneirismo, acompanhando tendências e dos hábitos dos consumidores, oferecendo o mais amplo e completo portfolio integrado do mercado.

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AGRONEGÓCIO

Exportação recorde não impede queda do frango vivo no mercado interno

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O Brasil caminha para estabelecer um novo recorde nas exportações de carne de frango em 2026, mas o avanço das vendas externas ainda não foi suficiente para absorver o aumento da oferta. Com mais animais prontos para o abate, os preços do frango vivo recuaram em algumas das principais regiões produtoras, enquanto as cotações dos cortes permaneceram praticamente estáveis no atacado.

A pressão ocorre em uma cadeia que produziu 15,3 milhões de toneladas de carne de frango em 2025 e faturou cerca de R$ 50 bilhões somente com exportações, considerando a receita de R$ 9,8 bilhões convertida pelo câmbio de R$ 5,10. O Brasil ocupa a terceira posição entre os maiores produtores mundiais e lidera o comércio internacional da proteína.

No ano passado, o país exportou o volume recorde de 5,324 milhões de toneladas. Para 2026, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) projeta embarques de até 5,5 milhões de toneladas, além de uma produção próxima de 15,6 milhões de toneladas. A disponibilidade no mercado interno pode alcançar 10,1 milhões de toneladas.

O avanço da oferta já aparece nos abates. No primeiro trimestre deste ano, o peso das carcaças chegou a 3,73 milhões de toneladas, crescimento de 6,9% em relação ao mesmo período de 2025, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Paraná respondeu por 35% da produção, seguido por Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo.

A ampliação dos abates ajuda a explicar por que os preços não acompanham o desempenho das exportações. A demanda internacional segue aquecida, mas o mercado doméstico precisa absorver cerca de dois terços de toda a carne produzida no país. O consumo estimado para 2026 é de 47,3 quilos por habitante, um dos maiores do mundo, mas ainda insuficiente para provocar uma reação mais forte diante da oferta atual.

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Levantamento mostra que o frango vivo foi negociado a R$ 5,20 por quilo em São Paulo. No oeste do Paraná, a referência ficou em R$ 4,60. Goiás e Mato Grosso do Sul registraram queda de R$ 4,65 para R$ 4,55, enquanto Minas Gerais e Distrito Federal passaram de R$ 4,70 para R$ 4,60 por quilo.

No Sul, as referências ficaram em R$ 4,75 no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Os preços mais elevados continuam concentrados no Nordeste e no Norte, variando de R$ 6,80 no Ceará a R$ 7,20 no Pará. As diferenças refletem custos logísticos, disponibilidade regional de aves e características próprias de cada mercado.

No atacado paulista, o peito congelado permaneceu em R$ 8,50 por quilo, a coxa em R$ 6,90 e a asa em R$ 11. Os cortes resfriados foram negociados por R$ 8,60, R$ 7 e R$ 11,10, respectivamente. A estabilidade, porém, não representa recuperação, porque as indústrias encontram dificuldade para elevar os preços diante da quantidade de carne disponível.

O principal instrumento para ajustar o mercado é o controle dos alojamentos. O termo corresponde ao número de pintinhos de um dia colocados nas granjas para engorda. Como as aves chegam ao peso de abate em aproximadamente 40 a 45 dias, um alojamento elevado hoje se transforma em maior oferta de carne poucas semanas depois.

A redução dos lotes permite diminuir gradualmente a quantidade de animais disponíveis e recuperar o equilíbrio entre produção, consumo e exportações. O ajuste precisa ser planejado porque uma redução excessiva também pode provocar falta de produto e aumento repentino dos preços no futuro.

A pressão não alcança todos os avicultores da mesma maneira. No sistema de integração, predominante nas principais regiões produtoras, a indústria normalmente fornece pintinhos, ração, medicamentos e assistência técnica. O produtor entra com as instalações, mão de obra, energia e manejo, recebendo conforme o desempenho do lote e as condições estabelecidas em contrato.

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Por isso, a cotação do frango vivo não corresponde diretamente ao valor recebido por todos os integrados. Ainda assim, o excesso de oferta reduz a rentabilidade geral da cadeia e pode afetar o ritmo dos alojamentos, a remuneração dos contratos e a capacidade das empresas de repassar custos. O impacto é mais direto sobre produtores independentes, que compram os insumos e comercializam os animais por conta própria.

A disponibilidade de milho e farelo de soja ajuda a conter parte da pressão. Os dois produtos formam a base da ração e representam a maior parcela do custo de produção. Com oferta elevada de grãos, a alimentação das aves está menos onerosa do que em períodos de escassez, evitando uma deterioração maior das margens.

No comércio exterior, os embarques continuam funcionando como principal sustentação do setor. Nos primeiros 13 dias úteis de julho, o Brasil exportou 299,2 mil toneladas de carne de aves e miudezas, com receita equivalente a R$ 2,73 bilhões. A média diária cresceu 41% em relação a julho de 2025, embora o preço médio tenha recuado 1,3%.

O cenário indica que a avicultura brasileira permanece competitiva e deve ampliar sua presença internacional. No curto prazo, porém, o recorde das exportações terá de ser acompanhado por um controle mais preciso dos alojamentos. Sem esse ajuste, a expansão da produção continuará chegando ao mercado antes que a demanda consiga absorvê-la, mantendo os preços do frango vivo sob pressão.

Fonte: Pensar Agro

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