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Mercado do boi gordo inicia novembro de forma otimista

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O mercado físico do boi gordo começou novembro animado, com aumento nos preços e boas persepectivas, embora a alta tenha ocorrido de forma moderada nesta sexta-feira (01.11).

Segundo consultorias especializadas, o movimento reflete a manutenção das escalas de abate em níveis reduzidos, com a capacidade de abate no menor nível da temporada.

Esse cenário é influenciado pelo ritmo acelerado das exportações, que absorvem cerca de 40% da produção de carne bovina brasileira, ajudando a sustentar a valorização.

No Mato Grosso do Sul, o preço da arroba do boi gordo chegou a R$ 318,07, enquanto no Mato Grosso foi registrado a R$ 308,31. Já no estado de São Paulo, a média da arroba alcançou R$ 321,25, em Goiás R$ 316,43 e em Minas Gerais R$ 318,53.

No mercado atacadista, os preços continuam firmes, e as expectativas indicam que as cotações podem subir ainda mais no curto prazo.

A entrada dos salários na economia deve estimular a reposição de estoques entre atacado e varejo, elevando a demanda pela carne bovina. No entanto, o preço elevado da carne bovina diminui sua competitividade em relação a outras proteínas, como o frango.

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Os preços por corte também se mantêm valorizados: o quarto traseiro está cotado a R$ 23,40 por quilo, o quarto dianteiro a R$ 18,25 e a ponta de agulha a R$ 17,50 por quilo.

Fonte: Pensar Agro

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Alta de invasões impulsiona campanha “Invasão Zero” e pressiona por lei mais dura

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) intensificou a reação às invasões de propriedades rurais com a campanha “Invasão Zero”, que reúne um conjunto de propostas legislativas e medidas de pressão institucional para endurecer o combate às ocupações no campo.

A iniciativa ganha força em meio ao aumento recente dos casos. Levantamento da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) aponta 33 invasões registradas entre janeiro e meados de abril deste ano, sendo 14 apenas neste mês. Do total, 32 episódios foram atribuídos ou vinculados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

Para a bancada ruralista, o avanço das ocupações amplia a insegurança jurídica e afeta decisões de investimento no setor. A avaliação é de que o cenário pode comprometer a produção, sobretudo em regiões de fronteira agrícola, onde a expansão depende de maior previsibilidade institucional.

Como resposta, a FPA articula um pacote de projetos no Congresso. Entre eles está o Projeto de Lei 4.432/2023, que cria o Cadastro Nacional de Invasões de Propriedades (CNIP), com integração ao Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp). A proposta busca centralizar dados, facilitar a identificação de envolvidos e dar suporte às ações de segurança.

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Outro eixo da ofensiva é o endurecimento das penas. O Projeto de Lei 1.198/2023 propõe alterar o Código Penal para elevar a punição por esbulho possessório, hoje limitada a detenção de um a seis meses, para reclusão de quatro a oito anos, além de multa. Já o Projeto de Lei 6.612/2025 cria uma tipificação específica para invasões de propriedades rurais, com penas que podem chegar a dez anos, agravadas em casos de áreas produtivas ou ações coletivas.

No mesmo pacote, propostas buscam restringir o acesso de invasores a políticas públicas. Um dos textos em tramitação prevê a exclusão de ocupantes irregulares de programas de reforma agrária e o bloqueio temporário de crédito subsidiado, benefícios fiscais e contratos com o poder público.

A ofensiva legislativa ocorre em um contexto mais amplo de debate sobre a política fundiária. Dados do mostram que o Brasil tem cerca de 1,1 milhão de famílias assentadas, mas ainda enfrenta desafios estruturais na geração de renda e na integração produtiva dessas áreas. Para a FPA, a solução passa por tratar a reforma agrária como política técnica, com foco em infraestrutura, assistência e viabilidade econômica, e não por meio de ocupações.

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A campanha “Invasão Zero” deve orientar a atuação da bancada ao longo de 2026, com prioridade para projetos que ampliem a segurança jurídica no campo e estabeleçam regras mais rígidas para ocupações ilegais. O tema tende a ganhar espaço na agenda do Congresso, especialmente diante da pressão de produtores e entidades do setor.

Fonte: Pensar Agro

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