AGRONEGÓCIO

Milho em consórcio com braquiária fortalece produção sustentável

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O Tocantins consolida seu espaço no mapa do agro brasileiro com números históricos. De acordo com levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a colheita de milho segunda safra em 2024/25 atingiu 2,25 milhões de toneladas, o maior volume já registrado no estado.

O resultado reflete tanto a expansão da área plantada, que passou de 373 mil para 415 mil hectares, quanto o avanço tecnológico adotado pelos produtores, como sementes mais produtivas, fertilização adequada e manejo ajustado às condições de clima. Em algumas regiões, as lavouras alcançaram produtividades de até 130 sacas por hectare.

Esse desempenho reforça o protagonismo do Tocantins, que já soma 9,67 milhões de toneladas de grãos no ciclo atual, confirmando-se como maior produtor da Região Norte e segundo do Nordeste. A força da produção não só abastece o mercado interno como também prepara o terreno para novos investimentos, como as usinas de etanol de milho, previstas para iniciar operação em 2025.

O recorde de produção veio acompanhado de outra novidade: a aprovação, pelo Ministério da Agricultura, do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para o consórcio de milho com braquiária. A prática, já difundida entre agricultores, passa a ter reconhecimento oficial, garantindo mais segurança para acesso a crédito e seguros agrícolas.

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O sistema consiste no cultivo simultâneo das duas culturas, de forma que, após a colheita do milho, a braquiária se desenvolve plenamente, formando pastagens de alta qualidade. Além de oferecer forragem para o gado, a braquiária cumpre funções ambientais importantes: protege o solo da erosão, controla plantas invasoras, melhora a fertilidade e aumenta a matéria orgânica com a palhada remanescente.

Essa integração, base da chamada ILPF (Integração Lavoura-Pecuária-Floresta), amplia a eficiência do uso da terra e eleva a rentabilidade da propriedade. Ao mesmo tempo, representa um passo firme na agenda de Agricultura de Baixo Carbono (ABC), reforçando a imagem do Tocantins como polo de inovação sustentável no campo.

Com o aval do Zarc, os produtores passam a contar com parâmetros técnicos que reduzem o risco de perdas em anos de clima adverso. Na prática, isso significa maior previsibilidade, acesso facilitado a financiamentos e seguros mais adequados ao perfil da região. Para o agro tocantinense, é a combinação entre números recordes e adoção de práticas modernas que fortalece a competitividade e prepara o setor para crescer de forma sustentável.

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A colheita histórica e a validação do consórcio milho-braquiária colocam o Tocantins na vanguarda do agro brasileiro: produtividade em alta, sustentabilidade reconhecida e um futuro de novas oportunidades no campo.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Reforma tributária aprovada em 2023 ainda cria incertezas sobre custo do frete

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O debate em torno da reforma tributária atingiu um ponto crítico para o setor logístico que atende o campo. De um lado, transportadoras projetam um aumento expressivo na carga de impostos com as novas regras; de outro, o governo federal sustenta que o novo sistema, baseado no Imposto sobre Valor Agregado (IVA), trará equilíbrio e simplificação. O que está em jogo é o custo final do frete que chega à porteira do produtor.

A questão é que apesar da Reforma Tributária tenha sido aprovada no final de 2023, ainda não está em vigor na sua totalidade. O Brasil vive atualmente a fase de regulamentação, onde o Congresso debate as leis complementares que vão definir, na prática, como o imposto será calculado e cobrado. É exatamente por isso que o setor logístico intensificou as discussões em Brasília agora: é nesta etapa final que as ‘regras do jogo’ — como alíquotas específicas e regimes de crédito — são definidas antes da implementação definitiva do novo sistema.

O ponto de tensão surgiu após a divulgação de um estudo da consultoria Rumo Brasil, que estima uma possível alta de 414,44% na carga tributária das empresas de transporte. O número, que vem sendo utilizado pelo setor em negociações em Brasília, baseia-se na preocupação com o fim de regimes de créditos tributários que as transportadoras utilizam hoje para abater custos operacionais. Segundo as empresas, sem esses créditos, o valor do imposto sobre a operação subiria drasticamente.

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O governo, por sua vez, contesta esse cenário de “explosão de custos”. A equipe econômica argumenta que o novo sistema tributário permite o aproveitamento de créditos sobre todos os insumos e serviços utilizados na operação logística, o que, em tese, eliminaria o efeito cascata do imposto atual. Para o Executivo, o aumento projetado por consultorias ignora a nova lógica de compensação, que visa tornar a carga mais transparente e uniforme.

O impacto na ponta

Para o agricultor e o pecuarista, a disputa técnica tem um impacto direto no bolso. A logística é um dos componentes principais na formação do preço das commodities: se o custo do frete sobe, o lucro do produtor é afetado. Isso ocorre de duas formas:

  1. Vendas FOB: Quando o produtor arca com o frete, qualquer aumento na tabela das transportadoras é uma redução imediata na margem de lucro da sua produção.

  2. Insumos: O frete também incide sobre o custo dos fertilizantes, sementes e rações que chegam à fazenda. Se a logística fica mais cara para o transportador, esse custo é repassado ao longo da cadeia.

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Ainda não há um consenso sobre como essas novas regras serão aplicadas na prática. Enquanto as transportadoras pressionam o Congresso por alíquotas diferenciadas ou regimes especiais para evitar o aumento do imposto, o governo tenta manter a estrutura central da reforma para garantir a prometida simplificação.

Para o produtor rural, o cenário atual é de espera e cautela. A definição de como ficará o custo tributário do frete será fundamental para o planejamento das próximas safras e para a manutenção da competitividade do produto brasileiro, que já enfrenta os desafios históricos de uma logística rodoviária de longas distâncias.

Fonte: Pensar Agro

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