AGRONEGÓCIO

Novo levantamento indica safra 16% maior: 345,2 milhões de toneladas

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O Brasil deve alcançar 345,2 milhões de toneladas na safra de grãos do ciclo 2024/2025, segundo o 11º levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgado na manhã desta quinta-feira (14.08). Se confirmado, o resultado representa um aumento de 16% em relação à safra passada e 7,5% acima do recorde anterior (2022/2023).

O avanço se deve principalmente ao aumento da produtividade média, estimada em 4.214 quilos por hectare, além da expansão da área cultivada, que somará 81,9 milhões de hectares, alta de 2,5% sobre o ciclo anterior. O levantamento aponta que soja, milho e algodão devem registrar colheitas históricas, com destaque para a soja, que deve alcançar 169,6 milhões de toneladas, alta de 14,9% em relação à safra anterior.

A produção de milho também segue em alta, com a primeira safra praticamente concluída e a segunda safra, que concentra o maior volume, com 83,7% da colheita realizada. O país deve colher 137 milhões de toneladas de milho, com produtividade superior às estimativas iniciais em muitas regiões.

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No caso do algodão, a previsão é de 3,93 milhões de toneladas de pluma, com cerca de 40% da área plantada já colhida. Houve pequena revisão para baixo em relação ao levantamento anterior, devido à redução de produtividade em estados como Minas Gerais e Bahia.

Segundo a Conab, a combinação de maior área plantada e produtividade elevada impulsiona este que pode ser o maior ciclo da história agrícola brasileira, fortalecendo a posição do país como referência global na produção de grãos.

Fonte: Pensar Agro

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Gergelim: o novo trunfo do produtor mato-grossense para garantir o lucro

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Mato Grosso, tradicionalmente reconhecido pela hegemonia na produção de soja e milho, diversificou sua matriz produtiva e consolidou o gergelim como uma cultura estratégica para o desenvolvimento econômico estadual. Com uma participação de 73% na produção nacional, o estado deixou de ser um produtor de nicho para se tornar o principal fornecedor do mercado brasileiro, com reflexos diretos na balança comercial.

Dados comparativos entre as safras 2018/19 e a projeção para 2025/26 revelam a velocidade da expansão: a produção estadual cresceu 465%, enquanto a área cultivada avançou 588%. Esse movimento é resultado da adaptação da oleaginosa à janela da safrinha, período em que o gergelim demonstra maior resiliência a condições climáticas adversas em comparação a outras culturas, garantindo estabilidade produtiva.

A escala alcançada por Mato Grosso permitiu a conquista de mercados externos exigentes. Entre 2020 e 2025, o volume de exportações de gergelim teve alta de 600%. A demanda é sustentada principalmente pela China e pela Índia, países que utilizam o grão tanto para o consumo in natura quanto para a extração de óleo e processamento industrial.

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Para o produtor rural, a adoção do gergelim atua como um mecanismo de proteção de receita. A cultura oferece uma alternativa de fluxo de caixa que reduz a dependência exclusiva das oscilações de preços internacionais da soja e do milho, permitindo a manutenção da rentabilidade mesmo em ciclos de retração das commodities principais.

O próximo estágio do setor, segundo analistas, é a elevação do valor agregado. Embora o estado domine o volume exportado, o desafio atual é a industrialização. A transformação do grão em derivados, como óleo e farelos, dentro de Mato Grosso, é vista como o passo necessário para maximizar a captura de margens na cadeia produtiva e encerrar a dependência da exportação da matéria-prima bruta.

Fonte: Pensar Agro

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