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Poços de Caldas vai sediar o Congresso Brasileiro de Pesquisas Cafeeiras

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Poços de Caldas (440 km da capital, Belo Horizonte), em Minas Gerais, vai sediar entre os dias 28 e 31 de outubro a 49ª edição do Congresso Brasileiro de Pesquisas Cafeeiras (CBPC), reunindo técnicos, produtores, estudantes e pesquisadores para discutir inovações e tecnologias aplicadas à cafeicultura brasileira. O evento ocorrerá no Centro de Convenções do Cassino Palace e promete aproximar ciência e campo, trazendo soluções práticas para os desafios da produção.

O CBPC registrou 460 trabalhos científicos inscritos, o maior número da história do congresso, abrangendo áreas como pragas, doenças, sementes e mudas, práticas culturais, colheita e preparo do café, melhoramento genético, ecologia e fisiologia, além de estudos socioeconômicos. Dentre eles, 145 serão apresentados oralmente ao longo dos três dias, enquanto todos estarão publicados no livro de Anais do Congresso e disponíveis para consulta no site da Fundação Procafé.

Além das apresentações, o congresso terá três seminários técnicos sobre nematoides, estresse em plantas e cafeicultura de montanha. No dia 31, será realizado o Dia de Campo na Fazenda Sertãozinho, em Botelhos (MG), permitindo a aplicação prática das pesquisas e interação direta entre pesquisadores e produtores. O evento conta com apoio da Fundação Procafé, Embrapa-Café, Universidade Federal de Lavras (Ufla), Universidade de Uberaba (Uniube) e Secretaria de Agricultura de Minas Gerais.

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Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Pesquisadores alertam: EL Niño vem turbinado e vai afetar calendário agrícola no Brasil

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Pesquisadores e centros meteorológicos internacionais identificaram sinais de que o El Niño de 2026 pode entrar para o grupo dos mais intensos das últimas décadas e permanecer ativo até o início de 2027. O fenômeno, potencializado pelo aquecimento global, tende a alterar o calendário agrícola brasileiro, com risco de atraso no plantio da soja no Centro-Oeste e no Matopiba e excesso de chuvas no Sul, principal região produtora de trigo do País.

As projeções divulgadas entre maio e junho consolidaram a expectativa de um evento persistente. Em algumas áreas próximas à costa da América do Sul, o aquecimento da superfície do oceano chegou a ficar entre 2°C e 3°C acima da média, enquanto a região central do Pacífico registrava anomalias em torno de 0,7°C.

Diferentemente dos grandes eventos de 1982-83, 1997-98 e 2015-16, o El Niño de 2026 se desenvolve em um cenário de aquecimento mais generalizado dos oceanos. Com menos contraste entre águas quentes e frias, os pesquisadores passaram a utilizar novos indicadores para medir a intensidade do fenômeno. Por esse critério, o episódio atual já apresenta características semelhantes às observadas em alguns dos eventos mais severos do registro histórico.

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No Brasil, os efeitos costumam variar entre as regiões. No Sul, a combinação entre o El Niño e outros padrões atmosféricos pode favorecer volumes de chuva acima da média durante a primavera e o verão. Para culturas de inverno, como o trigo, a distribuição das precipitações ao longo do ciclo tende a ser mais importante que o volume acumulado, já que excesso de umidade durante a fase reprodutiva e na colheita pode afetar a qualidade dos grãos.

No Centro-Oeste e no Matopiba, o comportamento tradicional do fenômeno é diferente. As chuvas costumam se tornar mais irregulares no início da primavera, período que marca a abertura do plantio da soja. Eventuais atrasos na semeadura podem reduzir a janela ideal para o milho de segunda safra em 2027, responsável por cerca de 80% da produção brasileira do cereal.

O País entra nesse cenário após uma safra recorde. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta produção de 358,6 milhões de toneladas de grãos em 2025/26, além de uma colheita de 66,7 milhões de sacas de café e mais de 700 milhões de toneladas de cana-de-açúcar.

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Segundo os especialistas, os impactos do fenômeno tendem a ser mais regionais do que nacionais. Enquanto parte das áreas produtoras pode registrar condições favoráveis, regiões dependentes da regularidade das chuvas, como Centro-Oeste e Matopiba, e áreas mais suscetíveis ao excesso de precipitações, como o Sul, devem concentrar maior atenção ao comportamento do clima ao longo da safra 2026/27.

Fonte: Pensar Agro

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