AGRONEGÓCIO

Preços do suíno vivo e da carne sobem em agosto, informa o Cepea

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Os preços do suíno vivo e da carne têm registrado alta em praticamente todas as regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP), impulsionados pelo aumento da demanda em função do Dia dos Pais e do pagamento de salários da população. A valorização do mercado suinícola acompanha também a melhora da liquidez após um julho de vendas mais lentas.

A informação confirma o boom vivido pelo setor, conforme o Portal Pensar Agro informou ontem (13.08), ressaltando que as exportações brasileiras de carne bovina, suína e de frango alcançaram juntas cerca de R$ 4,12 bilhões (leia aqui) nas duas primeiras semanas de agosto, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Segundo pesquisadores do Cepea, a demanda mais intensa pela proteína suinícola, aliada à maior movimentação no comércio de carne, tem pressionado os preços. No mercado de carne, o consumo na segunda semana de agosto cresceu, favorecendo a negociação de produtos de origem suinícola. “À medida que oferecem preços um pouco superiores, pecuaristas aceitam negociar e a liquidez melhora”, explicam os analistas.

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Levantamentos do Cepea mostram que o mercado pecuário como um todo segue em tendência de alta. Animais para abate, reposição e carne no atacado apresentam valorização diária. As escalas de abate estão, em muitos casos, entre sete e oito dias, mantendo compradores com demanda ativa.

Na parcial de agosto, até o dia 12, o Indicador CEPEA/ESALQ acumulava alta de 5,3% no suíno vivo. Já a carcaça casada bovina comercializada no atacado da Grande São Paulo registrava valorização de 6,4% no mesmo período. Pesquisadores destacam que a combinação de sazonalidade, demanda aquecida e escalas curtas tem sustentado o mercado e favorecido os produtores.

O Cepea, referência em acompanhamento de preços e indicadores do setor agropecuário, mantém atualizações diárias sobre os mercados de carnes, grãos e insumos, servindo como parâmetro confiável para produtores, frigoríficos e traders.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Agro responde por mais de 65% das exportações do estado

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O agronegócio de Santa Catarina fechou 2025 com crescimento consistente, sustentado pela combinação de maior produção e preços mais firmes ao longo do ano. O Valor da Produção Agropecuária (VPA) alcançou R$ 74,9 bilhões, avanço de 15,1% em relação a 2024, segundo levantamento do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Cepa), da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri).

O resultado reflete alta de 6,3% nos preços médios recebidos pelos produtores e aumento de 9,5% no volume produzido. Na prática, o desempenho foi puxado por culturas e atividades com bom comportamento simultâneo de oferta e mercado, como milho, maçã, tabaco, soja, bovinos e suínos, favorecidos por condições climáticas mais regulares ao longo do ciclo.

No comércio exterior, o setor manteve peso predominante na economia catarinense. As exportações do agro somaram US$ 7,9 bilhões — o equivalente a cerca de R$ 41,5 bilhões, considerando câmbio próximo de R$ 5,25 —, com crescimento de 5,8% sobre o ano anterior. O segmento respondeu por mais de 65% das vendas externas do estado, consolidando sua relevância na geração de divisas.

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Apesar do avanço, o boletim técnico aponta que o desempenho poderia ter sido mais robusto não fosse a elevação de tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros a partir do segundo semestre, o que afetou parte dos embarques.

No campo, a melhora dos indicadores agregados não se traduziu de forma uniforme na renda do produtor. O estudo destaca que, no período pós-pandemia, a volatilidade de preços passou a ter impacto mais direto sobre a rentabilidade do que as variações climáticas. Entre 2021 e 2025, oscilações de mercado influenciaram de maneira mais intensa o resultado econômico de culturas como arroz, cebola e alho.

Esse movimento fica evidente no conceito de “ponto de nivelamento”, indicador que define o patamar mínimo de preço e produtividade necessário para cobrir os custos de produção. Segundo a análise, culturas como soja e alho operam com maior margem de segurança, enquanto arroz e cebola apresentam menor folga, tornando-se mais sensíveis a quedas de preço ou perdas de produtividade.

O levantamento também indica que, mesmo em um cenário de crescimento, a gestão de risco se torna cada vez mais central para a atividade. A combinação entre custos, preços e produtividade passa a determinar, com mais precisão, a sustentabilidade econômica das propriedades.

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Os dados consolidados de 2025 estão disponíveis no Observatório Agro Catarinense, plataforma que reúne indicadores da agropecuária estadual e acompanha a evolução do setor.

Fonte: Pensar Agro

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