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Quaresma impulsiona mercado de peixes e anima produtores

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O mercado brasileiro de tilápia tem mostrado sinais de recuperação nos preços, impulsionados pela demanda crescente durante a Quaresma, período que começou semana passada. A tradição de consumir peixes nesse período eleva a procura, beneficiando produtores em diversas regiões do país.

O Brasil produziu aproximadamente 485,2 mil toneladas de peixes em 2017, sendo a tilápia responsável por 58,4% desse total, com 283,2 mil toneladas. O Paraná destaca-se como o maior produtor nacional de tilápia, com 112 mil toneladas, representando 20,2% da produção nacional. A região Oeste do estado, especialmente os municípios próximos a Toledo e Cascavel, responde por 69% dessa produção, consolidando-se como a principal área produtora do país.

Apesar da tendência de recuperação nos preços, desafios persistem em algumas regiões. No Oeste do Paraná, por exemplo, o excesso de peixes de grande porte e questões sanitárias têm impactado produtores independentes, exigindo atenção e medidas para equilibrar a oferta e a demanda.

No cenário internacional, oportunidades podem surgir com possíveis mudanças nas tarifas de importação dos Estados Unidos sobre a tilápia chinesa. Caso se concretizem, essas alterações podem abrir espaço para o Brasil expandir suas exportações para o mercado norte-americano, ampliando a participação brasileira no comércio global de tilápia.

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Fonte: Pensar Agro

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Atenção para a declaração de rebanho obrigatória

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A atualização cadastral dos rebanhos, obrigatória para produtores rurais em todo o país, ganha força neste ano com a abertura das primeiras janelas de declaração em diferentes estados. Embora o calendário varie conforme a unidade da Federação, a exigência já se consolidou como um dos principais instrumentos de controle sanitário da pecuária brasileira.

Em Goiás, a primeira etapa de 2026 ocorre entre 1º e 31 de maio, conforme cronograma da Agência Goiana de Defesa Agropecuária. O procedimento é obrigatório e exige que o produtor informe a situação atualizada dos animais na propriedade, incluindo nascimentos, mortes e movimentações.

A exigência, no entanto, não é isolada. Estados como Rio Grande do Sul já realizam a declaração entre abril e junho, enquanto Paraná segue calendário semelhante. No Centro-Oeste, modelos semestrais também são adotados, com etapas distribuídas ao longo do ano, como ocorre em Mato Grosso do Sul. Já em Mato Grosso e Rondônia, a atualização costuma ocorrer no fim do ano, concentrada entre novembro e dezembro.

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Apesar das diferenças de prazo, a lógica é a mesma em todo o país: manter um banco de dados atualizado sobre o rebanho nacional, permitindo resposta rápida a eventuais surtos sanitários e maior controle da movimentação animal.

Na prática, o produtor deve declarar todas as espécies existentes na propriedade — de bovinos e suínos a aves, equinos, ovinos, caprinos, abelhas e animais aquáticos — garantindo que o cadastro reflita a realidade atual da produção.

A medida ganhou ainda mais importância com o avanço do Brasil no status sanitário internacional, especialmente após a retirada gradual da vacinação contra febre aftosa em diversas regiões. Com menor margem para erro, a rastreabilidade e o controle do rebanho passaram a ser considerados essenciais para a manutenção de mercados e abertura de novos destinos para a carne brasileira.

Além da sanidade, os dados também são utilizados para orientar políticas públicas e planejamento do setor. Informações atualizadas permitem dimensionar com precisão o tamanho do rebanho, direcionar campanhas de controle de doenças e apoiar decisões comerciais.

O descumprimento da obrigação pode gerar penalidades, incluindo multas e restrições operacionais. Na prática, o produtor fica impedido de emitir a Guia de Trânsito Animal (GTA), documento indispensável para transporte e comercialização, o que pode travar a atividade dentro da porteira.

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Com a digitalização dos sistemas, o processo tem migrado para plataformas online, o que amplia o acesso, mas também exige atenção redobrada do produtor quanto a prazos e regularidade cadastral.

Em um cenário de maior exigência sanitária e competitividade internacional, a declaração de rebanho deixou de ser apenas uma obrigação burocrática e passou a integrar a estratégia produtiva da pecuária brasileira — com impacto direto sobre a segurança do sistema e a capacidade de acesso a mercados.

Fonte: Pensar Agro

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