AGRONEGÓCIO

Seca se agrava em diversas regiões do Brasil e faz governo acionar seguro

Publicado em

O Brasil enfrenta uma das maiores crises de seca dos últimos anos, com impacto significativo em várias regiões. Em julho, nove estados, incluindo Acre, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais, registraram 100% de seus territórios sob condições de seca, segundo o Monitor de Secas.

O fenômeno se intensificou em 15 unidades da Federação entre junho e julho, com nove estados registrando seca em 100% do território: Acre, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rondônia e Tocantins. Além desses, outros estados, como Bahia, Amazonas, Pará, Paraná, Rio de Janeiro, Piauí e Sergipe, também enfrentaram condições severas de seca, especialmente em áreas rurais.

Diante desse cenário preocupante, o governo federal anunciou medidas para apoiar as famílias diretamente impactadas pela estiagem, especialmente nas regiões Norte e Nordeste. Entre as iniciativas, o ministro do Trabalho em exercício, Chico Macena, confirmou que será acionado o seguro-defeso. Esse benefício garante suporte financeiro para pescadores e trabalhadores rurais que dependem da pesca e da agricultura, mas que estão impossibilitados de exercer suas atividades devido à seca severa.

Leia Também:  Comissão aprova convocação do governo e do presidente da Empaer

Além do seguro-defeso, Macena também informou que o governo está desenvolvendo mecanismos para facilitar o acesso a crédito para os setores afetados pelas queimadas, que vêm agravando a situação em diversas áreas do país. “Nossa prioridade é proteger o emprego e dar suporte às famílias atingidas, com ações como a liberação de crédito, a exemplo do que foi feito no Rio Grande do Sul”, declarou o ministro.

As ações governamentais chegam em um momento crítico, já que, além do Norte e Nordeste, outras regiões como o Centro-Oeste e parte do Sudeste enfrentam dificuldades, com a seca afetando a produção agrícola e aumentando o risco de incêndios florestais. A resposta do governo busca, portanto, não apenas aliviar os danos sociais, mas também prevenir uma maior degradação ambiental e econômica.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Setor produtivo e bancos vão travar batalha de R$ 130 bilhões semana que vem no Senado

Published

on

A votação do projeto de lei que autoriza a renegociação de dívidas rurais, prevista para a próxima quarta-feira (10.06), tornou-se o ponto central das articulações do setor produtivo em Brasília. Enquanto entidades que representam o campo — como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e associações de produtores como a Aprosoja — intensificam o trabalho junto ao parlamento para assegurar a aprovação do texto com condições viáveis de pagamento, o sistema bancário iniciou uma ofensiva para limitar o alcance da medida.

O setor produtivo argumenta que a renegociação é uma necessidade estratégica para a manutenção da atividade agropecuária no País, diante de um cenário de custos elevados e margens apertadas. A proposta defendida pelos produtores busca um fôlego financeiro essencial para o setor, com prazos de pagamento mais longos e taxas de juros controladas, garantindo que o ciclo produtivo não seja interrompido por desequilíbrios financeiros conjunturais. A mobilização, organizada pelas redes sociais, reflete o peso do setor na economia nacional e o temor de que o crédito rural sofra uma contração ainda maior sem a reestruturação dos passivos.

Leia Também:  Congresso de Agronomia reúne lideranças e debate inovação para turbinar o agro

Do outro lado, as instituições financeiras, representadas pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e pela Confederação Nacional das Instituições Financeiras (Fin), buscam apresentar um substitutivo. O sistema bancário argumenta que a amplitude do projeto original, aprovado em comissão na semana passada, poderia gerar riscos à segurança jurídica e à previsibilidade do crédito. A proposta dos bancos para “calibrar” o projeto inclui travar o benefício a um teto de R$ 10 milhões por CPF, restringir o escopo a dívidas de 2024 em diante e reduzir drasticamente o período de suspensão de vencimentos.

A disputa técnica centra-se no impacto financeiro e na governança dos contratos. Enquanto os bancos alegam complexidade operacional e riscos de “estímulos indevidos à inadimplência” com os prazos de até 13 anos e juros de 7,5%, os representantes do campo defendem que as regras de enquadramento devem ser amplas o suficiente para atender quem realmente precisa, excluindo apenas situações sem relação direta com a atividade econômica financiada.

A articulação política no Senado segue intensa. O setor produtivo aguarda a definição da pauta para esta semana, ciente de que o texto final poderá sofrer ajustes para acomodar as pressões do sistema bancário, mas mantendo a defesa de que a funcionalidade do sistema de crédito rural não deve ser usada como pretexto para impedir o socorro necessário ao produtor que movimenta a economia brasileira.

Leia Também:  Projeto do Governo de MT que proíbe uso de celular em sala de aula é aprovado na AL

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA