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Cerca de 200 cidades enfrentam níveis de umidade iguais ou inferiores aos do Saara

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A baixa umidade se deve à combinação de fatores como a falta de chuvas e o aumento das temperaturas
Rafael Neddermeyer/ Fotos Públicas

A baixa umidade se deve à combinação de fatores como a falta de chuvas e o aumento das temperaturas


O Brasil enfrenta uma seca severa e generalizada, com níveis críticos de umidade do ar em diversas regiões do país. De acordo com dados do Instituto Nacional de Meteorologia, quase 200 cidades registraram índices de umidade relativa do ar comparáveis aos do Deserto do Saara.

As regiões mais afetadas incluem Mato Grosso do Sul, São Paulo, Distrito Federal, Goiás e Minas Gerais, com algumas cidades apresentando umidade abaixo de 10%.

A baixa umidade se deve à combinação de fatores como a falta de chuvas e o aumento das temperaturas, o que tem gerado dificuldades respiratórias para a população.

Em algumas localidades, a umidade chegou a 5%, similar ao Deserto do Atacama, considerado um dos mais secos do mundo.

Outras cidades registraram índices próximos a 20%, o que é preocupante para a saúde. O Deserto do Saara, por exemplo, apresenta uma umidade máxima de 20%.

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As informações foram obtidas por estações de monitoramento do Inmet, que cobrem grande parte do território nacional, mas não todos os municípios.

A seca é agravada por um bloqueio atmosférico que tem impedido a formação de nuvens e a ocorrência de chuvas.

O estado do Rio Grande do Sul, até o momento, é uma exceção, sem registrar os mesmos níveis de aridez das demais regiões.


Cuidados

A população tem sido orientada a adotar medidas preventivas para lidar com os efeitos da baixa umidade.

Entre as recomendações estão a ingestão de água ao longo do dia, a utilização de umidificadores de ar, evitar a exposição ao sol entre 10h e 16h, e a prática de atividades físicas intensas nos horários mais quentes.

Também é sugerido o uso de soro fisiológico para umedecer as vias respiratórias e o uso de hidratantes para a pele.

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Fonte: Nacional

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AGRONEGÓCIO

Ex-ministro Neri Geller participa de debate na GloboNews sobre Licenciamento Ambiental

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Ex-ministro da Agricultura e ex-deputado federal Neri Geller
Ex-ministro da Agricultura e ex-deputado federal Neri Geller

Na noite deste sábado (09), a GloboNews promoveu um debate de alto nível sobre a Lei Geral do Licenciamento Ambiental, tema considerado estratégico para o futuro do agronegócio brasileiro. Entre os convidados, esteve o ex-ministro da Agricultura e ex-deputado federal Neri Geller, que foi relator do projeto de lei na Câmara dos Deputados.

O convite feito pela emissora ao ex-ministro reforça o reconhecimento nacional da sua liderança e conhecimento técnico na área, especialmente por ter conduzido a tramitação do PL em diálogo com a classe produtiva, a indústria e o setor ambiental.

Durante o programa, mediado pelo jornalista e ambientalista André Trigueiro, Neri Geller defendeu a importância da nova lei para destravar investimentos e reduzir a burocracia, garantindo prazos para manifestação de órgãos como IPHAN, ICMBio e Incra, sem abrir mão da responsabilidade ambiental.

“O Brasil precisa avançar no desenvolvimento socioeconômico com responsabilidade. É possível produzir e preservar, e o produtor rural é parte dessa solução”, destacou Geller.

A bancada contou ainda com a participação de Suely Araújo, ex-presidente do Ibama e atual coordenadora de políticas públicas do Observatório do Clima, que apresentou contrapontos à proposta.

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Para os produtores rurais de Mato Grosso, especialmente do interior do estado, o debate trouxe informações relevantes sobre os 63 vetos presidenciais à lei, que agora devem ser rediscutidos no Congresso Nacional. Segundo Geller, a derrubada de alguns desses vetos é fundamental para assegurar segurança jurídica e competitividade ao agro brasileiro.

O programa reforçou o papel de Mato Grosso e de seus representantes no cenário nacional, mostrando que a pauta ambiental e a produção agropecuária podem caminhar juntas, fortalecendo a imagem do estado como potência produtiva e sustentável.

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