BRASIL

Onda de calor deve elevar temperatura em 5ºC e cidades registram 40ºC nesta semana

Publicado em

Cariocas se refrescam na praia do Leme em meio a forte onda de calor
Tânia Rêgo/Agência Brasil – 24.08.2023

Cariocas se refrescam na praia do Leme em meio a forte onda de calor

O calor que tem afetado grande parte do Brasil deve se intensificar nesta semana. Um alerta meteorológico do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indica uma nova onda de calor que vai de Rondônia ao Rio Grande do Sul, com temperaturas podendo subir até 5ºC acima da média histórica nos próximos dias. A umidade está baixa em muitas regiões, e em algumas cidades, as temperaturas podem ultrapassar os 40ºC.

O alerta de onda de calor do Inmet abrange os estados de Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, além do sul de Minas Gerais e do Norte do Rio Grande do Sul. Espera-se que a temperatura se mantenha 5ºC acima da média durante dois a três dias a partir desta segunda-feira (9).

O Portal iG está no BlueSky, siga para acompanhar as notícias!

Leia Também:  Com nova peça, Tony Ramos e Denise Fraga chegam a Brasília

A MetSul Meteorologia explica que o Brasil está sendo impactado por uma massa de ar extremamente seca e quente, resultando em níveis de umidade muito baixos. Valores de umidade relativa do ar entre 10% e 20% têm sido comuns nos estados do Centro-Oeste e do Sudeste, com níveis chegando até abaixo de 10% em algumas áreas durante a tarde, semelhantes aos encontrados em desertos. A Organização Mundial da Saúde (OMS considera níveis de umidade abaixo de 20% como uma situação de emergência.

O final de semana foi marcado por temperaturas elevadas em várias regiões, com marcas superiores a 40ºC em algumas cidades. Cuiabá registrou 42,6ºC, Aquidauana (MS) 41ºC, e São Miguel do Araguaia (GO) 40,3ºC. Segundo a MetSul, a onda de calor deve intensificar-se e atingir seu pico de intensidade ao longo desta semana.

A estiagem prolongada e o solo cada vez mais seco estão criando um ciclo autoalimentado de calor e secura. A MetSul prevê que a massa de ar seco e quente sobre o Brasil se intensifique e se expanda ainda mais nos próximos dias.

Leia Também:  Congresso se ilumina de amarelo pelo Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio

Aumento das queimadas

A seca prolongada tem contribuído para um aumento das queimadas no país, afetando especialmente as cidades do Norte e do Sul. As queimadas na Amazônia também têm impacto nas regiões do Sul e Sudeste, com a fumaça se deslocando devido a um corredor de vento que atravessa o Brasil.

No último final de semana, foram registrados 7.028 focos de calor no país, segundo o Programa Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Julho e agosto deste ano tiveram recordes de queimadas em várias regiões, incluindo a Amazônia, que está enfrentando níveis de chuva abaixo do normal. Isso afeta as bacias hidrográficas e torna a vegetação mais suscetível ao fogo.

De acordo com dados da IQAir, no domingo (8), Porto Velho (RO), Rio Branco (AC) e São Paulo (SP) apresentaram as piores qualidades de ar do mundo.

Quer ficar por dentro das principais notícias do dia? Participe do nosso canal no WhatsApp e da nossa comunidade no Facebook.

Fonte: Nacional

Advertisement

BRASIL

Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

Published

on

O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

Leia Também:  Governo de MT paga mais de R$ 2,7 milhões em acordos de férias para professores temporários nesta sexta-feira (27)

Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

Leia Também:  Indicado para presidir o BC, Gabriel Galípolo será sabatinado nesta terça

O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA