A Prefeitura de Rondonópolis, por meio da Secretaria Municipal de Fazenda, apresentou em audiência pública realizada na manhã desta quarta-feira (24), o projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA) 2026. O orçamento municipal com a fixação da receita e programação das despesas para o exercício financeiro de 2026 foi debatido com a população no auditório do Paço Municipal. A audiência também pode ser acompanhada ao vivo pelos canais oficiais da Prefeitura pela internet.
A audiência pública contou com a presença de representantes da sociedade civil, secretariado municipal e população em geral.
A secretária Municipal de Fazenda, Rane Curto, destacou que a discussão do orçamento com a população em audiência pública é uma forma de promover a transparência fiscal da gestão pública, além de incentivar a participação popular na elaboração do orçamento municipal.
Para 2026, o projeto da LOA prevê orçamento estimado em pouco mais de R$ 2,8 bilhões, sendo que deste montante, aproximadamente R$ 2,2 bilhões (78,6%) são destinados à administração pública direta, enquanto 10,3% são destinados ao Serviço de Saneamento Ambiental de Rondonópolis (Sanear); 5,8% ao Instituto de Previdência dos Servidores Públicos Municipais de Rondonópolis (Impro); 2,4% compõem o repasse constitucional do duodécimo à Câmara Municipal de Vereadores; 1,9% é destinado à Autarquia Municipal do Transporte Coletivo (AMTC); e, 1% ao Instituto de Assistência à Saúde dos Servidores Públicos Municipais de Rondonópolis (Serv Saúde).
O projeto da LOA ainda define as despesas fixadas por unidades (secretarias) da administração direta, com o maior montante destinado para a Saúde (R$ 609 milhões); seguido da Educação, com R$ 601 milhões; da Infraestrutura (R$ 371,9 milhões); da Fazenda (R$ 202 milhões); da Administração, Gestão e Inovação (R$ 83 milhões); da Agricultura, Pecuária e Meio Ambiente, com R$ 58 milhões; da Cultura, Esporte e Lazer (R$ 54 milhões); da Assistência Social (R$ 39,4 milhões); da Mobilidade Urbana (R$ 38 milhões); Governo (R$ 34 milhões); Procuradoria Geral (R$ 33,9 milhões); Habitação e Urbanismo (R$ 32,7 milhões); Desenvolvimento Econômico (R$ 10,4 milhões); Pesquisa e Planejamento Urbano (R$ 2,9 milhões) e, Transparência e Controle Interno (R$ 2,8 milhões).
Na administração indireta o projeto define a despesa de R$ 288 milhões para o Sanear; R$ 162 milhões para o Impro; R$ 53,18 milhões para a AMTC; e, R$ 28,7 milhões para o Serv Saúde. Para Câmara Municipal, o repasse constitucional do duodécimo previsto é de R$ 68 milhões.
Agora, a Prefeitura encaminhará o projeto da LOA 2026 para a Câmara Municipal para que seja debatido pelos parlamentares e, posteriormente, votado em plenário.
O Município também já enviou para a Casa de Leis o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) 2026 e o projeto de lei do Plano Plurianual (PPA) 2026/2029.
Câmara sanciona lei que cria sistema com QR Code para agilizar manutenção da iluminação pública. A Câmara Municipal de Rondonópolis promulgou a Lei nº 14.898/2026, de autoria do vereador Dr. José Felipe (PL), que autoriza o Poder Executivo a instituir um sistema de identificação dos postes de iluminação pública por meio de placas com QR Code. A proposta tem como objetivo facilitar a comunicação entre a população e a Prefeitura para o registro de problemas, como lâmpadas queimadas, tornando o atendimento mais rápido e eficiente. De acordo com a nova legislação, cada poste poderá receber uma placa contendo um código de identificação exclusivo e um QR Code que direcionará o cidadão para o canal oficial de atendimento da administração municipal, preferencialmente por meio do WhatsApp ou de outra plataforma digital disponibilizada pelo Município. As placas também deverão conter orientações simples para utilização do sistema. A lei ainda prevê que o Executivo poderá implantar um sistema automatizado para registrar todas as solicitações encaminhadas pela população. O mecanismo deverá gerar protocolo de atendimento, identificar a localização do poste, registrar data e horário da comunicação, encaminhar a demanda para a equipe de manutenção e informar automaticamente ao cidadão quando o reparo for concluído. Pela proposta, caberá ao órgão municipal responsável pela iluminação pública instalar e manter as placas em boas condições de conservação, atualizar o banco de dados com os códigos dos postes, garantir a execução dos reparos e elaborar relatórios mensais sobre os serviços de manutenção preventiva e corretiva. A legislação também autoriza o Município a firmar parcerias com empresas públicas ou privadas, sem custos para os cofres públicos, para implantação e manutenção do sistema. A Lei nº 14.898 foi promulgada pelo presidente da Câmara, vereador Paulo Schuh, e pelo primeiro-secretário Ibrahim Zaher, após aprovação do Projeto de Lei nº 040/2026, de autoria do vereador Dr. José Felipe. A norma entrou em vigor na data de sua publicação no Diário Oficial Eletrônico do Município
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