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Gestantes já podem buscar a vacina contra bronquiolite nas UBSs e CIAs de Sinop

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A Prefeitura de Sinop, por meio da Secretaria de Saúde, começou nesta quarta-feira (17) a imunizar gestantes a partir de 28 semanas contra a bronquiolite. As doses estão disponíveis em todas as salas de vacina das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e Centros Integrados de Atendimento (CIAs) da cidade. O imunizante pode ser aplicado até a última semana de gestação. Os atendimentos são no formato livre demanda.

A imunização contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é a mais nova incorporada ao Plano Nacional de Imunização do Ministério da Saúde, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). Todo o país iniciou as primeiras aplicações neste mês de dezembro. O coordenador de Imunização de Sinop, João Breganó, explica que o intuito é reduzir o número de casos de bronquiolite e pneumonia em crianças com menos de 2 anos. 

“As crianças desde recém-nascidas até os dois anos de idade são as mais vulneráveis à doença e a taxa de mortalidade também é maior. Então, a imunização por meio da mãe, ainda no período gestacional, tem como intuito fazer com que as crianças, ao nascer, já sejam resistentes à forma mais grave da doença”, disse Breganó.

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Ele explica que, no momento em que o corpo da mãe recebe o imunizante e os anticorpos são produzidos, esses elementos atravessam a placenta e se incorporam ao sistema imunológico do bebê em desenvolvimento. “Nesse período, entre 24 e 36 semanas de gestação, o sistema imunológico do bebê está em fase de desenvolvimento, e quando os anticorpos atravessam a placenta, eles se incorporam ao sistema imunológico da criança, que já nasce imunizada”, comentou.

O secretário de saúde, Érico Stevan, informa que a vacina, quando em fase de pesquisa, mostrou alta capacidade de eficácia. “As pesquisas mostram que em 82% dos casos o imunizante foi capaz de evitar as formas graves da doença causada pelo VSR. Esse dado se mantém até o terceiro mês de idade. Para crianças de até seis meses de vida, a eficácia foi de 69%. A mesma vacina foi aprovada para idosos e a sua eficácia foi acima de 85%. Então é uma vacina bastante eficaz e confiável”, disse. 

O Ministério da Saúde adquiriu, ainda no mês de novembro, as primeiras doses da vacina e pretende imunizar cerca de 2 milhões de bebês nascidos vivos. Atualmente, o país já possui incorporado ao sistema o imunizante palivizumabe, destinado a bebês prematuros extremos, com até 28 semanas de gestação, e para crianças de até dois anos de vida que apresentem doença pulmonar crônica ou cardiopatia congênita grave. Com a chegada desse novo imunizante, a proteção deve ser ampliada para 300 mil crianças a mais do que o atual protocolo em atividade.

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Bronquiolite

A bronquiolite é uma inflamação dos bronquíolos – menores ramificações das vias aéreas nos pulmões – frequentemente causada pelo VSR. Este vírus é responsável por cerca de 80% dos casos da doença no país, especialmente em crianças menores de dois anos. A infecção pode levar a complicações graves, como pneumonia.

A vacinação é uma estratégia importante para prevenir infecções graves do trato respiratório inferior, especialmente em grupos de risco, como recém-nascidos e crianças pequenas. Com a introdução das vacinas, o Ministério da Saúde espera que o número de hospitalizações e complicações associadas à bronquiolite em crianças sejam reduzidos significativamente.

Fonte: Assessoria de Comunicação
Autor: Roneir Corrêa

Fonte: Prefeitura de Sinop – MT

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Programação do VIII SIMAMCA encerra hoje (13) em Sinop com debates sobre conservação ambiental e ciência cidadã

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A Prefeitura de Sinop, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e em parceria com instituições de ensino e pesquisa, acompanha, hoje (13), o encerramento da programação do VIII Simpósio da Amazônia Meridional em Ciências Ambientais (SIMAMCA).

Com o tema “Conexões Amazônicas: Ciência, Biodiversidade e Sustentabilidade”, o evento – considerado o maior da área em Mato Grosso – reuniu, ao longo da semana, pesquisadores, estudantes, gestores públicos e representantes de diversas instituições para discutir os desafios e as oportunidades relacionados ao desenvolvimento sustentável da Amazônia.

O encontro teve início na última quarta-feira (10), no Centro de Eventos Dante de Oliveira. Ao longo dos dias, foram promovidos debates sobre ciência, inovação, formação de recursos humanos, conservação ambiental, biodiversidade, mudanças climáticas, desenvolvimento regional, políticas públicas e integração entre instituições de pesquisa.

Para o coordenador do VIII SIMAMCA, Domingos Rodrigues, o evento tem papel estratégico. “Hoje o SIMAMCA é o maior evento de ciências ambientais do Estado de Mato Grosso. Cada ano ele tem uma temática diferente e, neste ano, trabalhamos as ‘Conexões Amazônicas’. Juntamos instituições que fazem pesquisa e formação de recursos humanos para fortalecer cada vez mais a região de Sinop com pesquisa de qualidade e expertise”, destacou.

Segundo ele, a posição estratégica de Sinop contribui para atrair pesquisadores e investimentos em ciência e tecnologia. “A região de Sinop, por essa pujança que tem, precisa cada vez mais unir a produção com a ciência e também com a tecnologia. O agronegócio é muito tecnológico e também depende das questões ambientais para manter sua produtividade”, acrescentou.

Cooperação científica

Entre os participantes da programação esteve o diretor do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), Henrique Pereira, que destacou a relevância do simpósio para a integração científica na região amazônica. “O SIMAMCA é um seminário que abrange toda a região da Amazônia Meridional para o tema de ciências ambientais. Há uma forte relação entre essa temática, a região e a missão do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia”, afirmou.

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Além da participação no evento, o dirigente também cumpriu agenda voltada ao fortalecimento da cooperação técnica e científica entre o INPA e a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

O pesquisador do INPA, William Magnusson, ressaltou a importância da integração entre programas de pós-graduação e grupos de pesquisa. “Hoje em dia você não faz ciência individual. As mudanças no conhecimento vêm do trabalho em conjunto com muitas pessoas e pesquisadores de áreas diferentes. É só quando as pessoas comuns têm essas informações em mãos que a ciência, ou a atuação da ciência, vai avançar”, pontuou.

Último dia da programação

A programação deste sábado (13) inicia com uma palestra sobre ciência cidadã na Amazônia, conduzida pela professora Dra. Antonia do Socorro Pena da Gama, da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA) e do Instituto SAPOPEMA. A apresentação abordará aprendizados, desafios e oportunidades para a participação da sociedade na produção do conhecimento científico.

Na sequência, o professor Dr. Fabio de Oliveira Roque, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), discutirá a inclusão interseccional como princípio para programas de pesquisa em biodiversidade.

Outro destaque da manhã será a mesa-redonda voltada às ações de conservação na Amazônia, reunindo representantes de organizações, universidades e órgãos ambientais. O debate abordará experiências relacionadas à Reserva Extrativista Guariba-Roosevelt, iniciativas de conservação e desenvolvimento sustentável promovidas pelo Imazon, os desafios das unidades de conservação da Amazônia Legal e as estratégias adotadas pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema-MT) para fortalecer áreas protegidas na Amazônia mato-grossense.

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Especialistas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) apresentarão discussões sobre financiamento da pesquisa científica, biodiversidade, serviços ecossistêmicos e políticas públicas voltadas à ciência e à inovação.

Durante a tarde, a programação seguirá com uma mesa-redonda dedicada à relação entre conservação ambiental e turismo sustentável. Pesquisadores e especialistas da Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT), da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Mato Grosso (Sebrae-MT) e do Escritório Nacional das Florestas (ONF) discutirão temas como observação de aves, utilização de borboletas e herpetofauna no ecoturismo, conservação de mamíferos amazônicos, biodiversidade e estratégias para fortalecer o turismo sustentável como ferramenta de desenvolvimento regional.

A última mesa-redonda do simpósio será dedicada aos povos originários, abordando a proteção dos territórios indígenas, os saberes tradicionais e a justiça socioambiental. O debate contará com representantes do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), da Federação dos Povos e Organizações Indígenas de Mato Grosso (FEPOIMT), da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI), além de lideranças dos povos Kuikuro e Rikbaktsa.

Fonte: Assessoria de Comunicação
Autor: Weslley Mtchaell

Fonte: Prefeitura de Sinop – MT

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