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Sinop sedia debate sobre implementação do Marco Legal do Saneamento Básico em MT

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Nos dias 9 e 10 de março, as atenções se voltarão para o município de Sinop. A cidade será, nesses dois dias, o centro dos debates sobre a implementação do marco legal do saneamento em Mato Grosso. As discussões abordarão a universalização do saneamento e o acesso a recursos federais, com foco no tema: “o que os municípios precisam fazer”. O encontro recebe o apoio da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e contará com a presença da presidente interina, Ana Carolina Argolo.

O evento acontecerá no auditório do Serviço Social da Indústria (Sesi), localizado na Rua dos Manacás, nº 45, Centro. Também estarão presentes representantes da equipe técnica da Superintendência de Regulação de Saneamento Básico e do Ministério das Cidades, da Caixa Econômica Federal, além de autoridades políticas estaduais e municipais. Márcia Hernandorena, diretora presidente da Agência Reguladora dos Serviços Públicos Delegados do Município de Sinop (Ager Sinop) explica que o evento contribuirá para esclarecer aos gestores municipais o caminho a seguir para conquistar recursos junto ao Governo Federal para o saneamento básico.

“Quando a gente fala do saneamento básico, a gente pega quatro eixos: drenagem urbana, resíduos sólidos, água e esgoto. Alguns municípios não precisam de recurso para água e esgoto, mas precisam para drenagem, por exemplo, como é o caso de Sinop. Então se esses serviços não estiverem regulados por uma agência regular junto à ANA, que tem atendido as normas de referência, não terão mais acesso a recurso público. O primeiro dia do evento vai ser o momento único e exclusivo desses entes federais que darão este recado aos gestores de uma forma mais técnica”, comentou ela.

A iniciativa tem o propósito de ampliar a compreensão sobre a universalização do saneamento básico no Brasil, com especial destaque para o contexto e os desafios do Estado de Mato Grosso, além de aprofundar o entendimento acerca das atribuições da ANA, das entidades reguladoras infranacionais, dos municípios e dos prestadores de serviços públicos e privados. Entre os assuntos a serem debatidos, o principal foco é esclarecer aos municípios as ações necessárias para terem acesso a recursos públicos e atenderem às diretrizes nacionais estabelecidas pelo marco legal do saneamento.

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A programação presencial contempla painéis sobre a contextualização do marco legal; o apoio técnico-financeiro da União e as condicionantes legais para acesso a recursos; a agenda regulatória e as normas de referência da ANA; a regulação como instrumento obrigatório para o cumprimento da Lei nº 14.026/2020; a titularidade e o planejamento dos serviços; além de debates sobre regionalização do saneamento, política estadual de resíduos sólidos, metas legais de universalização e segurança jurídica. Durante os eventos presenciais, serão abertas inscrições para o curso EAD sobre a implementação do marco legal no Estado de Mato Grosso.

Nos dias 12 e 13 de março, o evento ocorrerá em Cuiabá. O encontro será realizado no auditório da Associação Mato-Grossense dos Municípios (AMM), localizado na Avenida Historiador Rubens de Mendonça, nº 3.920, Residencial Paiaguás.

Inscrições

As inscrições gratuitas para os eventos presenciais em Sinop e Cuiabá podem ser realizadas por meio de formulário disponível no link: https://forms.gle/wczS8Z6iFHy3AMc56.

ANA e o marco legal do saneamento básico

Com o novo marco legal do saneamento básico (Lei nº 14.026/2020), a ANA recebeu a atribuição regulatória de editar normas de referência para a regulação dos serviços públicos de saneamento básico no Brasil, que incluem: abastecimento de água potável, esgotamento sanitário, limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos, além de drenagem e manejo de águas pluviais urbanas. Desde 2020, a ANA já publicou 15 normas de referência (NRs), sendo que 14 delas estão vigentes.

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A mudança busca uniformizar as normas do setor para atrair mais investimentos para o saneamento, melhorar a prestação dos serviços e alcançar a universalização até 2033.

Programação

Dia 9 de março

8h30 às 9h – Recepção e credenciamento
9h às 9h30 – Abertura oficial
9h30 às 10h30 – Contextualização do Marco Legal do Saneamento, apoio técnico-financeiro da União e condicionantes legais para acesso aos recursos
10h30 às 11h30 – Agenda Regulatória da ANA e normas de referência
11h30 às 12h10 – Debates
12h10 às 14h – Intervalo para almoço
14h às 14h30 – A regulação como instrumento obrigatório para o cumprimento da Lei nº 14.026/2020
14h30 às 15h – A titularidade dos serviços de saneamento, as responsabilidades do município e o planejamento dos serviços
15h às 15h45 – Debates
15h45 às 16h10 – Intervalo
16h10 às 17h30 – Atuação do TCE-MT, segurança jurídica e confiança institucional

Dia 10 de março

8h30 às 9h30 – Painel 6: Universalização do saneamento – metas legais, responsabilidades do titular e planejamento dos serviços
9h30 às 10h30 – Condicionantes regulatórias para a viabilidade do saneamento
10h30 às 11h30 – Regionalização do saneamento básico
11h30 às 13h30 – Intervalo para almoço
13h30 às 14h30 – Política estadual de resíduos sólidos
14h30 às 15h30 – Painel 10: Resíduos sólidos – NR 01
15h30 às 16h30 – Mesa de encerramento – compromisso dos titulares com a regulação e a universalização

Fonte: Assessoria de Comunicação
Autor: Roneir Corrêa, com assessoria da ANA

Fonte: Prefeitura de Sinop – MT

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Reforma tributária exige adaptação dos municípios e reforça importância da regularização fiscal

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A implantação da reforma tributária já começa a produzir reflexos diretos na rotina de estados, municípios e contribuintes. Em Sinop, o processo de adequação envolve desde a modernização dos cadastros municipais até o cruzamento de informações fiscais, medida que deve ampliar a capacidade de identificação de inconsistências e estimular a regularização espontânea de débitos.

Durante reunião com o presidente da CDL Sinop, Edmundo da Costa Marques Neto, a secretária municipal de Finanças e Orçamento, Ivete Mallmann, explicou que o município vem atendendo às exigências estabelecidas para a transição do novo sistema tributário. Entre elas estão a elaboração de um plano de trabalho acompanhado pelo Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), a padronização das informações fiscais e a atualização das bases de dados utilizadas pela administração tributária.

Segundo a secretária, Sinop já recebia diversas informações compartilhadas por órgãos estaduais e federais, mas nem sempre essas bases eram utilizadas de forma integrada. Com a reforma tributária, esse cenário muda. A legislação prevê uma administração tributária mais moderna, baseada no compartilhamento e no cruzamento de dados entre União, estados e municípios, permitindo identificar com maior precisão divergências cadastrais e fiscais.

“Muitas dessas informações o município já recebia, mas agora existe a necessidade de organizar esses dados e utilizá-los de forma integrada. Estamos vivendo um período de adaptação. A integração das informações será cada vez maior e isso muda a forma de atuação da administração tributária. O objetivo é permitir que o contribuinte regularize sua situação antes que sejam necessárias medidas mais rigorosas”, afirmou.

Ela explica que essa nova etapa não representa uma intensificação indiscriminada da fiscalização, mas uma mudança na forma de atuação do Poder Público. Informações provenientes de notas fiscais eletrônicas (NF-e), declarações tributárias, registros imobiliários, cartórios e outros bancos de dados passam a compor um ambiente de inteligência fiscal cada vez mais integrado, conforme previsto na implantação da reforma tributária.

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Nos próximos dias, o município deve encaminhar comunicados aos contribuintes que apresentarem pendências ou inconsistências identificadas nesse processo. A intenção é estimular a autorregularização antes da abertura de procedimentos fiscais mais complexos, oferecendo ao contribuinte a oportunidade de apresentar a documentação necessária e regularizar sua situação administrativamente.

Regulariza Sinop

Nesse contexto, Ivete ressalta a importância do programa Regulariza Sinop, que segue até dezembro e oferece condições facilitadas para a negociação de débitos municipais. “A intenção não é inviabilizar a atividade econômica, mas facilitar a regularização e permitir que empresas e contribuintes se adequem a essa nova realidade”, disse.

Segundo ela, o programa ganha ainda mais relevância durante a transição da reforma tributária, pois permite que pessoas físicas e jurídicas regularizem pendências antes que o ambiente de fiscalização se torne mais integrado e eficiente.

Para o setor empresarial, a principal recomendação é revisar a situação cadastral, fiscal e documental das empresas. A tendência é que operações relacionadas à prestação de serviços, emissão de documentos fiscais, registros imobiliários e demais informações tributárias estejam cada vez mais conectadas entre os entes públicos, reduzindo significativamente a possibilidade de inconsistências permanecerem sem identificação.

O presidente da CDL Sinop reforça que a reforma tributária representa uma mudança estrutural na relação entre os contribuintes e o Poder Público e que os empresários precisam encarar esse processo como definitivo. “A reforma tributária é uma realidade, está sendo implantada em todo o país e todos precisarão se adequar. Quanto antes o empresário buscar regularizar sua situação, menor será o impacto dessa transição. Nosso papel é orientar o setor produtivo para que ninguém seja surpreendido pelas mudanças”, afirmou Edmundo.

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Ele também destacou que a CDL acompanha de perto esse processo justamente para levar informações qualificadas aos empresários. “Queremos que o empresário compreenda que essa não é uma iniciativa isolada do município. Trata-se de uma transformação nacional na administração tributária. O melhor caminho é buscar informação, manter a documentação em dia e aproveitar programas como o Regulariza Sinop para resolver eventuais pendências antes que o novo modelo esteja plenamente consolidado”, completou.

Além das mudanças relacionadas à fiscalização, a reunião também abordou a implantação do Cadastro Imobiliário Brasileiro (CIB), que exigirá dos municípios bases cadastrais atualizadas, padronizadas e georreferenciadas dos imóveis urbanos, ampliando a integração das informações patrimoniais.

Outro tema discutido foi o período de transição da reforma tributária, que será gradual até a próxima década. Durante esse intervalo, estados e municípios deverão adaptar seus sistemas de arrecadação, fiscalização e gestão tributária, uma vez que a qualidade das informações prestadas e a eficiência administrativa terão papel importante na distribuição das receitas do novo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS).

Para Ivete Mallmann, esse é um momento de adaptação tanto para a Administração quanto para os contribuintes. “O objetivo é construir um ambiente de maior conformidade tributária, oferecendo condições para que empresas e cidadãos possam se regularizar e acompanhar as mudanças que já estão em andamento”, concluiu.

Fonte: Assessoria de Comunicação

Fonte: Prefeitura de Sinop – MT

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