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Plano Diretor de Sorriso passa por alterações

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Revisado, documento libera edifícios, cria zonas mistas e exige estudos para que Sorriso cresça de modo sustentável

A Lei Complementar n.º 445, publicada na edição de sexta-feira (25 de outubro) no Jornal Oficial Eletrônico dos Municípios do Estado de Mato Grosso, consolida a alteração do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) de Sorriso, exposto na Lei Complementar n.º 035, de 21 de dezembro de 2005.

Nesta última alteração, explica o secretário da Cidade, Ednilson Oliveira, foram suprimidos do documento todos os itens que hoje são contemplados em outras legislações, tornando, desta maneira, o Plano Diretor um documento mais sintético, objetivo e alinhado às necessidades do Município, que cresce a uma taxa de quase 20% ano.

As atualizações no Plano Diretor começaram a se consolidar ainda no ano passado, com a publicação, em outubro de 2023, das novas regras para o zoneamento urbano. Em dezembro, as novas regras para o Código de Obras.

“São mudanças que precisam acompanhar o dinamismo do nosso Município, portanto, não há como estabelecer um ‘limite temporal’ para o Plano Diretor, mas sim, manter o diálogo constante com o Legislativo, com representantes da sociedade civil organizada, em especial os profissionais e investidores ligados à construção civil e ao desenvolvimento urbano”, continuou o secretário, destacando que, junto à acelerada expansão urbana, é preciso estabelecer mecanismos para que Sorriso continue sendo uma cidade agradável e aconchegante para se viver.

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Só para se ter uma ideia, de janeiro até agora, já foram emitidos 1.449 alvarás de construção. No ano passado, foram 1.935. Se o número se mostra inferior ao ano passado (mesmo com ainda dois meses para 2024 apagar as luzes), Ednilson faz uma análise que se confirma em qualquer tour rápido pela cidade. Os edifícios estão, cada vez mais, despontando na paisagem urbana da Capital do Agro. “Em 2017, eram 9, hoje, 138, com 20 projetos em análise”.

A atualização do Plano Diretor inclui a liberação da construção de edifícios (independentemente do número de pavimentos) nas principais avenidas da cidade, a criação de zonas de utilização mista, e a implantação da Comissão de Análise de Atividade (CAA).

Justamente para permitir o casamento entre “uma potência que se expande” com “um lugar tão bom para se viver”, o Município passou a exigir dois estudos quando da implantação de grandes obras: o Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) e o Relatório de Impacto de Trânsito (RIT).

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“Estamos partilhando todo este avanço na legislação com a equipe de transição de governo, permitindo assim que, em 2025, a nova equipe, liderada pelo prefeito eleito Alei, possa iniciar uma nova gestão com o mínimo impacto à sociedade”, comentou o prefeito Ari Lafin.

Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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Servidores da Secretaria de Fazenda iniciam formação online sobre a Reforma Tributária

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Curso é composto por 15 encontros, divididos em seis blocos temáticos

Cursos, seminários, imersões e muito, muito estudo. Para que o Município de Sorriso esteja preparado para a Reforma Tributária (RT), a equipe da Secretaria de Fazenda (Semfaz) segue se preparando. Nesta quinta-feira ( 2 de julho), a deu início hoje a uma rodada de 15 encontros semanais, que foram divididos em seis blocos temáticos.

Conduzida por Gelson Severo, um dos consultores da ROIT, empresa que presta consultoria à Prefeitura, a primeira “aula de revisão” versou sobre os fundamentos constitucionais e legais da Reforma Tributária.

“Com certeza, serão mais oportunidades para podermos nivelar as informações sobre a Reforma Tributária, compreendermos melhor seus mecanismos e, assim, fazer uma transição segura”, destaca o titular da pasta, Tedy Puva, acrescentando que a expectativa com a RT é que Mato Grosso deve perder muitos recursos com a mudança no sistema de arrecadação, e Sorriso também está inserido neste cenário, dada a natureza do agronegócio.

Os encontros, online, serão realizados sempre às quintas-feiras e terão duração de meia hora, de forma a não impactar a rotina de trabalho dos servidores. “Entendemos que a partilha de informações é fundamental neste processo e não estamos medindo esforços para tirar todas as dúvidas da nossa equipe”, complementa o secretário.

Saiba Mais sobre a Reforma Tributária:

“A Reforma Tributária exige uma mudança de postura: não basta arrecadar, é preciso arrecadar com inteligência. O coeficiente que definirá os repasses ao Município nas próximas décadas é construído agora, com base nos dados entre 2019 e 2026. Isso transforma a gestão fiscal em uma estratégia de longo prazo”, destacou Gelson, quando realizou uma formação in company na Prefeitura.

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Tecnologia aplicada à gestão fiscal

A Prefeitura vem adotando ferramentas tecnológicas e cruzamento de dados para ampliar a eficiência da arrecadação e identificar inconsistências fiscais.

Entre as iniciativas, destacam-se:

Uso de inteligência de dados para identificar divergências entre declarações e operações reais;

Atualização cadastral com apoio de imagens de drone, proporcionando uma visão ampla do inventário imobiliário municipal;

Revisão de exercícios anteriores com foco em recuperação de receitas não arrecadadas

Estruturação de processos de fiscalização mais orientativos e preventivos.

ISS hoje, equilíbrio fiscal amanhã

Com a Reforma Tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e suas leis complementares regulamentadoras, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema baseado no consumo no destino. Essa nova dinâmica impões desafios extras ao Centro-Oeste, em especial aos municípios do Mato Grosso.

Nesse contexto:

O ISS e o ICMS serão substituídos pelo IBS

A arrecadação e a distribuição serão centralizadas pelo Comitê Gestor do IBS (CG-IBS)

Parte relevante dos repasses aos municípios dependerá da chamada receita de referência

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Essa receita será calculada com base na arrecadação de ISS e na cota-parte do ICMS entre 2019 e 2026 — período que se tornou decisivo para o futuro financeiro dos municípios.

“Cada inconsistência não corrigida, cada valor não arrecadado dentro desse intervalo, impacta diretamente a capacidade de investimento do Município por décadas. Estamos falando de um efeito que se estende até 2077”, reforça Gelson.

Sustentabilidade fiscal como política pública

A estratégia adotada por Sorriso vai além da arrecadação imediata. Trata-se da construção de uma política de sustentabilidade fiscal, baseada em três pilares:

Qualidade dos dados fiscais

Uso intensivo de tecnologia

Conformidade e regularização dos contribuintes

“Garantir arrecadação eficiente hoje é garantir serviços públicos amanhã. A sustentabilidade fiscal começa com organização, tecnologia e responsabilidade compartilhada”, destacou, à época, o secretário Tedy.

Transição da Reforma Tributária: o que muda

2026: fase de adaptação operacional

2027: início da cobrança da CBS em substituição so PIS/Cofins

2029 a 2032: transição do IBS, com substituição progressiva do ICMS e ISS

2033: IBS plenamente implementado

2029 a 2077: período de transição federativa, com distribuição híbrida (coeficiente + destino)

Ao longo dessa transição, o peso da arrecadação histórica será gradualmente reduzido, mas continuará relevante por décadas.

Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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