Várzea Grande

Festival de Flores e Plantas começa amanhã com expectativa de movimentar R$ 200 mil

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A abertura ocorre justamente no Dia dos Namorados, data estratégica para o comércio de flores, e deve atrair um grande público em busca de presentes simbólicos e até 70% mais baratos que os praticados no mercado

Com início marcado para amanhã, quarta-feira – 12 de junho, Dia dos Namorados – o 1º Festival de Flores e Plantas de Várzea Grande entra em sua fase final de preparativos e promete movimentar a economia local. A expectativa dos organizadores é de vender cerca de 3 mil unidades de flores e gerar um volume de negócios de aproximadamente R$ 200 mil durante os quatro dias de evento.

Promovido pela Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável (SEMMADRS) e Associação dos Feirantes e Produtores Rurais de Pequena Propriedade de Mato Grosso, o Festival será realizado na Praça do Ipase, ao lado da UPA-Ipase, na Avenida Presidente Arthur Bernardes, com visitação das 8h às 20h e, no domingo (16), das 8h às 12h.

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A abertura ocorre justamente no Dia dos Namorados, data estratégica para o comércio de flores, e deve atrair um grande público em busca de presentes simbólicos e até 70% mais baratos que os praticados no mercado. Serão oferecidos flores, buquês, orquídeas, cactos, suculentas e vasos ornamentais a preços a partir de R$ 5, com mudas de orquídeas a partir de R$ 20 e vasos a partir de R$ 10.

“Estamos falando de geração de renda, fortalecimento do pequeno produtor e valorização da nossa vocação agrícola. Várzea Grande é o maior polo de produção de plantas em viveiros de Mato Grosso, e o festival é mais uma vitrine desse potencial”, afirma o secretário municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável, Ricardo Amorim, completando que é também uma oportunidade para a população consumir produtos de qualidade a preços justos, direto do produtor.

O evento reúne cinco produtores rurais de viveiros de Várzea Grande e conta com um expositor convidado de Minas Gerais, cuja participação garante o volume e variedade de flores, já que o período de friagem pode afetar a floração local.

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De acordo com Sérgio Gomes de Freitas, produtor rural e um dos organizadores do Festival, a projeção econômica é baseada em uma demanda crescente por flores nesta época do ano. “Estamos preparados para atender um grande público e acreditamos que o evento vai surpreender, tanto pela beleza das plantas quanto pela qualidade dos produtos que serão comercializados”, destacou.

Além das flores, o Festival contará com um espaço gastronômico com produtos da Feira FAM (Feira da Família), também formada por agricultores familiares de Várzea Grande. A feira irá oferecer alimentos regionais e pratos típicos, ampliando ainda mais o impacto econômico da ação.

“O evento é gratuito e representa uma importante alavanca econômica para o Município, integrando meio ambiente, desenvolvimento rural e empreendedorismo familiar”, pontua Ricardo Amorim.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Várzea Grande

Capacitação em hanseníase amplia diagnóstico e identifica 42 novos casos em Várzea Grande

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O que poderia ser apenas mais uma consulta de rotina acabou contribuindo para uma avaliação mais detalhada do tratamento de uma paciente com hanseníase em Várzea Grande. Sueli Alves da Rosa já fazia acompanhamento contra a doença e procurou a unidade de saúde durante uma capacitação realizada pela rede municipal para saber se já poderia receber alta da medicação.

Durante a avaliação, os profissionais entenderam que ainda era necessário manter o tratamento e o acompanhamento. A decisão foi tomada a partir da análise do quadro clínico da paciente, que deverá retornar à unidade para uma nova avaliação dentro do período definido pela equipe médica.

A situação de Sueli é um exemplo de como a capacitação aproxima o conhecimento técnico da realidade dos pacientes. Ao longo da atividade, os profissionais puderam avaliar casos reais, discutir condutas e aprofundar a identificação de sinais da doença, alterações neurológicas, reações hansênicas, recidivas e a necessidade de acompanhamento.

Realizada nas Unidades de Saúde da Família (USFs) dos bairros Parque do Lago e Maringá, a capacitação resultou em 108 atendimentos e na identificação de 42 novos casos de hanseníase. Do total, 36 foram registrados em adultos e seis em crianças menores de 15 anos. Também foram identificadas 11 recidivas — retorno da doença — ou outros reingressos.

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O número de casos encontrados mostra a importância da avaliação dermatoneurológica e da busca ativa dentro da Atenção Primária. Entre os pacientes avaliados, também foram identificados casos com diferentes graus de incapacidade física (GIF): 15 pacientes com GIF 0, 23 com GIF 1 e 15 com GIF 2.

Os casos de crianças menores de 15 anos chamam atenção porque exigem uma investigação mais cuidadosa dos contatos e do histórico epidemiológico, além do acompanhamento pela equipe de saúde.

Conhecimento compartilhado entre municípios

Além dos profissionais de Várzea Grande, participaram da capacitação trabalhadores dos municípios de Chapada dos Guimarães, Nossa Senhora do Livramento, Santo Antônio do Leverger, Poconé e Nova Brasilândia, ampliando a troca de experiências entre as equipes que atuam no enfrentamento da hanseníase.

Ao todo, 23 profissionais de Várzea Grande participaram diretamente da capacitação: 10 enfermeiros, 12 médicos e um dentista. A atividade foi conduzida pela enfermeira especialista Adriana de Oliveira Matos, responsável técnica pela Linha de Cuidado da Hanseníase e pelas equipes do Ambulatório de Atenção Especializada e Regionalizado em Hanseníase (AAER), localizado no Centro de Especialidade em Saúde, conhecido como Postão.

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Mais do que atualizar conhecimentos, a proposta foi levar os profissionais para dentro da realidade do atendimento. A partir dos casos encontrados nas próprias unidades, foi possível discutir diagnóstico, tratamento, avaliação dos nervos periféricos, prevenção de incapacidades e acompanhamento dos pacientes.

A orientação dos profissionais é que os pacientes em tratamento mantenham o acompanhamento e retornem às consultas mesmo quando percebem melhora. A hanseníase pode provocar alterações nos nervos e incapacidades físicas, e a avaliação regular permite identificar essas mudanças e agir antes que os danos se agravem.

A experiência reforça o papel das unidades de saúde como porta de entrada para o diagnóstico e o acompanhamento da hanseníase e mostra que, muitas vezes, uma avaliação cuidadosa pode fazer a diferença na condução do tratamento.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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