Várzea Grande

Hospital e Pronto-Socorro Municipal de VG celebra 37 anos salvando vidas e avançando para o futuro

Publicado em

O Hospital e Pronto-Socorro Municipal de Várzea Grande (HPSMVG) completa neste sábado, 13 de setembro, 37 anos de história. São quase quatro décadas como referência em urgência e emergência para a Baixada Cuiabana, sendo o único hospital que realiza cirurgias de alta complexidade para toda a região.

A celebração vem acompanhada de um novo capítulo: a unidade passa por um processo de reestruturação conduzido pela atual gestão da prefeita Flávia Moretti (PL), sob a coordenação da secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalom, e da subsecretária Érika Carvalho, que está a frente da unidade hospitalar.

“Quando assumimos, encontramos o hospital em condições caóticas: sem macas, sem suporte para soro, sem fios de sutura, com salas fechadas por infiltração e pacientes internados nos corredores. A saúde passou a ser prioridade, no mesmo patamar da água. Graças às parcerias e ao apoio do Governo do Estado, estamos conseguindo mudar essa realidade, com obras que estavam paradas e agora viram conquistas concretas”, afirmou a prefeita Flávia Moretti.

Para a subsecretária Érika Carvalho, o momento é de celebrar conquistas e reconhecer a força da equipe. “Hoje celebramos 37 anos de história do único hospital que realiza cirurgias de urgência e emergência em Várzea Grande e toda a Baixada Cuiabana. Mais do que comemorar, é momento de reconhecer o trabalho dos profissionais e celebrar as melhorias que estão acontecendo, como, reformas de telhados e banheiros, modernização elétrica, instalação de geradores e novas tecnologias. São 37 anos salvando vidas e avançando para o futuro”, comemora.

A secretária Deisi Bocalom, a frente da pasta da saúde a nove meses, reforça que o aniversário marca um ciclo de investimentos robustos. “Hoje podemos comemorar de verdade os 37 anos do nosso Pronto-Socorro. A reforma em andamento garantirá mais qualidade e dignidade no atendimento aos pacientes. E ainda teremos muitas novidades, com apoio importante do Governo do Estado, conquistado pela nossa prefeita Flávia Moretti e pelo vice Tião da Zaeli.”

Leia Também:  Procon de Várzea Grande intensifica fiscalização no comércio para o Dia das Mães

Histórias que emocionam

O aniversário também é um convite para homenagear quem construiu a trajetória do HPSMVG. Histórias de profissionais e pacientes que transformaram o hospital em um espaço de esperança e superação.

O condutor Juan Carlos de Barros, conhecido como Batiquinho, hoje colaborador da unidade, carrega uma ligação especial com o hospital. “Fui operado de vesícula pelo Dr. Juliano Canavarros em 2013. Já passei por vários órgãos públicos e hoje estou a três meses como colaborador no “PS” e me sinto feliz em fazer parte dessa família que me acolheu. É gratidão em dobro: como paciente e como servidor”, comemora.

A médica Dra. Adriana Podanowski, que ingressou em 2012, viveu momentos marcantes, como a pandemia da COVID-19, e hoje ajuda a construir o futuro da unidade. “O pronto-socorro me mostrou a grandeza de cuidar não só da saúde, mas também da vida emocional dos pacientes. Hoje, além de coordenar a Clínica Médica, estamos criando a primeira Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos de Várzea Grande. Nosso propósito é sempre o mesmo: oferecer cuidado humano, próximo e de qualidade.”

Para a servidora Maria Donizete da Silva, conhecida como Zeth, que atua há 33 anos no hospital, a palavra é gratidão. “Aqui se tornou minha segunda casa. Passei pelo RH, Diretoria e hoje sou secretária da Diretoria Clínica. Vivi histórias que nunca vou esquecer, como a de uma criança que ficou internada por quase um ano e criou comigo um vínculo tão forte que chorava quando eu ia embora. Isso mostra que nosso trabalho vai além da técnica: é amor, dedicação e humanidade.”

Leia Também:  Empresário destaca gestão de Flávia Moretti e aposta no Parque Tecnológico como motor de novos investimentos em Várzea Grande

Jovelina da Silva Larrea, chamada carinhosamente por Jô, soma 25 anos de atuação em diversas funções dentro do hospital e resume sua trajetória em uma palavra: amor.

“Foi aqui que criei meus filhos, que aprendi e cresci como pessoa e profissional. Já passei por quase todos os setores e hoje atuo no acolhimento social. Entro cedo, muitas vezes saio tarde, mas sempre com a certeza de que faço o que amo: cuidar das pessoas.”

Um elo para toda a região

Com 37 anos de serviços prestados, o HPSMVG se consolidou como referência não apenas para Várzea Grande, mas para todos os municípios da Baixada Cuiabana. A unidade é o maior elo do SUS entre as cidades que integram o CIMVRC (Consórcio Intermunicipal de Saúde da Região do Vale do Rio Cuiabá), reafirmando sua importância estratégica para a saúde pública de Mato Grosso.

Mais do que uma data comemorativa, os 37 anos do Hospital e Pronto-Socorro Municipal de Várzea Grande marcam o início de um novo tempo: de reformas, de humanização e de valorização dos profissionais que fazem a diferença.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

Advertisement

Várzea Grande

Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

Published

on

.

Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

Leia Também:  Servidores de Várzea Grande são capacitados para uso de drones em fiscalização e obras

Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

Leia Também:  Procon de Várzea Grande intensifica fiscalização no comércio para o Dia das Mães

MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA