Várzea Grande

Novo semáforo na João Ponce reforça segurança e moderniza o trânsito em Várzea Grande

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A Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria de Serviços Públicos e Mobilidade Urbana, informa que o novo semáforo instalado na Avenida João Ponce de Arruda, em frente à Drogasil, entra em funcionamento nesta terça-feira (04). A medida faz parte do plano de readequação e modernização do sistema viário do município, garantindo mais segurança para pedestres e motoristas que circulam por uma das vias de maior fluxo da cidade.

Nos primeiros dias de operação, agentes de trânsito estarão no local, de terça a sexta-feira, orientando pedestres e condutores sobre o novo sistema de travessia e ajudando na adaptação da população. A ação segue o mesmo modelo adotado recentemente na Avenida da FEB, onde a presença dos agentes foi fundamental para organizar o fluxo e reduzir conflitos no trânsito.

Desde maio, a Prefeitura vem realizando ajustes e modernizações na malha viária, incluindo a retirada gradual dos radares fixos de velocidade. Até o momento, 10 pontos de fiscalização eletrônica já foram desativados, em um processo que seguirá até atingir 36 equipamentos, entre trechos de ida e volta e vias transversais.

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A decisão é baseada em estudos técnicos da Coordenadoria de Mobilidade Urbana, que apontam redução significativa de infrações e acidentes nas áreas monitoradas — em alguns locais, como na Avenida Doutor Paraná, houve queda de 62,5% nas infrações entre 2023 e 2024.

Com as mudanças, a Prefeitura mantém 21 pontos de fiscalização eletrônica ativos, ao mesmo tempo em que reforça a sinalização em avenidas estratégicas como Filinto Müller, Alzira Santos, Miguel Sutil, Prefeito Murilo Domingos (31 de Março) e Couto Magalhães.

O secretário de Serviços Públicos e Mobilidade Urbana, Lucas Ductievicz destacou que as ações buscam um trânsito mais humano, seguro e educativo, com foco na prevenção e não apenas na punição. “A instalação de novos semáforos e a reorganização do tráfego fazem parte de um trabalho contínuo de modernização e cuidado com a vida no trânsito”, reforçou.

A Prefeitura seguirá monitorando os principais corredores viários e realizando novos ajustes conforme as demandas da população e os indicadores de segurança, consolidando Várzea Grande como uma cidade em movimento, que prioriza o bem-estar e a mobilidade de todos.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Várzea Grande

Setembro Amarelo leva acolhimento, escuta e informação sobre saúde mental à comunidade de VG

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Uma manhã de acolhimento, escuta e muita emoção marcou a ação do Setembro Amarelo realizada na Unidade de Saúde da Família do Jardim Santa Isabel, em Várzea Grande. Coordenada pela equipe da unidade, sob responsabilidade da enfermeira Cida Campos, a programação levou informações sobre saúde mental para perto da comunidade de forma leve, participativa e descontraída.

A atividade começou com um alongamento conduzido pelo professor de Educação Física Jonas, preparando os pacientes para uma manhã de interação. Em seguida, a equipe propôs a dinâmica “Explosão de Alívio: você não está sozinho”.

Em um painel, balões traziam palavras que representam sentimentos e situações vivenciadas por muitas pessoas, como medo, raiva, ansiedade e insegurança. Cada participante escolhia um balão relacionado ao sentimento que estava enfrentando naquele momento. Ao estourá-lo, encontrava uma mensagem de encorajamento, como forma de enfrentar e ressignificar aquela emoção.

Depois, a atividade continuava com uma corda, utilizada pelos participantes para extravasar os sentimentos. A proposta era colocar para fora aquilo que, muitas vezes, fica guardado.

A aposentada Maria Lúcia Zanon Ramos, de 64 anos, participou da dinâmica e lembrou de um momento em que precisou do acolhimento da equipe da unidade durante um tratamento para depressão. Segundo ela, após suspender a medicação por conta própria, chegou à unidade nervosa e chorosa e encontrou profissionais dispostos a ouvi-la e orientá-la.

“Quando fiz tratamento de câncer, também precisei muito de pessoas que me ouvissem. Eu precisava falar, desabafar. Então, quando a gente encontra um amigo, uma pessoa que dá atenção, isso é muito importante”, contou.

Na dinâmica, Maria Lúcia escolheu a mensagem “Bota para fora tudo que está dentro do meu coração”. Depois, usou a corda para representar esse momento de colocar para fora aquilo que sentia.

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“Eu sacudi aquela corda com toda a força para botar para fora tudo o que sinto dentro de mim”, relatou.

Atenção aos sinais começa dentro de casa

Durante a programação, o médico de família Anderson Leal também conversou com os pacientes sobre a importância de observar mudanças de comportamento, palavras e atitudes de familiares e pessoas próximas.

Ele reforçou que sinais de sofrimento emocional não devem ser ignorados e que buscar ajuda é fundamental. As unidades de saúde podem realizar o acolhimento, orientar e encaminhar os pacientes quando necessário, de acordo com cada situação.

Para a gerente da unidade, Maristela de Moraes, realizar ações como essa junto à comunidade faz parte do papel da saúde pública.

“É muito importante a unidade estar à frente de ações como essa, próxima da comunidade, principalmente para tratar de um assunto tão importante como o Setembro Amarelo. Nosso papel como saúde é acolher, orientar e encaminhar os pacientes que estão enfrentando problemas como depressão e ansiedade”, destacou.

Olhar atento pode ajudar a identificar sinais

A responsável técnica da unidade, enfermeira Cida Campos, ressalta que o cuidado com a saúde mental precisa acontecer durante todo o ano, e não somente em setembro.

“É muito importante que toda a equipe se mobilize, tanto pelos profissionais da saúde quanto pela população que precisa de ajuda. Temos que estar aqui de braços abertos para acolher, dar um abraço e uma palavra de conforto. O Setembro Amarelo reforça essa atenção, mas esse cuidado precisa existir o ano inteiro”, afirmou.

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Cida também chama a atenção para a necessidade de profissionais e familiares observarem mudanças no comportamento, principalmente entre adolescentes. Segundo ela, a unidade já recebeu casos de adolescentes em sofrimento emocional que apresentavam sinais de automutilação.

Em um dos casos, uma adolescente chegou acompanhada pela coordenadora da escola. Ela era retraída, falava pouco e costumava usar blusas de manga comprida mesmo em dias de calor. A escola não havia identificado inicialmente o motivo do comportamento, mas buscou a unidade para pedir orientação.

A equipe realizou o acolhimento e, diante dos sinais identificados, fez o encaminhamento adequado para acompanhamento especializado.

“É muito importante nós, profissionais da saúde, estarmos atentos. Muitas vezes, os adolescentes usam blusas de frio, capuz ou mangas compridas para esconder as marcas. Precisamos ter essa percepção no olhar e prestar atenção às mudanças de comportamento”, explicou Cida.

Quando necessário, os casos são encaminhados para os serviços da Rede de Atenção Psicossocial, como os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), além de acompanhamento com profissionais especializados e ações integradas ao Programa Saúde na Escola.

A ação no Jardim Santa Isabel mostrou que falar sobre saúde mental também pode ser uma oportunidade para criar vínculos, estimular a escuta e lembrar que ninguém precisa enfrentar sozinho sentimentos que parecem difíceis de suportar.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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