Várzea Grande

Prefeitura capacita servidores em Libras para ampliar acessibilidade e qualificar atendimento à população

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Servidores da Prefeitura de Várzea Grande participam, nesta quinta-feira (23), de um curso de capacitação em Língua Brasileira de Sinais (Libras). A formação reúne profissionais da Secretaria Municipal de Assistência Social, da Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (SMECEL), além de advogados, com o objetivo de tornar o atendimento ao público mais acessível e inclusivo.

Conforme a subsecretária de Assistência Social, Taynara Morais, a iniciativa reforça o compromisso da gestão da prefeita Flávia Moretti (PL) com a acessibilidade e a inclusão.

“O curso contribui para eliminar barreiras de comunicação, assegurando que os cidadãos com deficiência auditiva tenham acesso aos serviços públicos com mais facilidade. Com servidores capacitados em Libras, o atendimento torna-se mais acolhedor na ponta e fortalece o exercício da cidadania. A prefeita Flávia Moretti nos orientou a olhar com carinho e atenção para todas as pessoas com deficiência, e esta é mais uma ação inclusiva e inovadora da gestão”, destacou Taynara.

A gerente do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), Gleicy Kelly, afirma que a capacitação trará mais eficiência e qualidade aos atendimentos.

“Fico feliz em participar de uma capacitação como essa, pois sei que será muito importante para oferecer mais qualidade, acessibilidade e dignidade às pessoas surdas. Sempre tive curiosidade em conhecer mais a fundo a Libras e não deixei essa oportunidade passar novamente”, disse.

A professora e intérprete de Libras, Helen Patrícia da Silva Campos, explica que o curso possui carga horária de 40 horas e abordará comunicação interpessoal e os principais sinais utilizados no atendimento ao público.

“Essa capacitação é fundamental, não apenas para garantir acessibilidade no atendimento, mas também para promover o acolhimento da pessoa surda. Durante o curso, trabalharemos os principais sinais utilizados na recepção, na inclusão, no atendimento e na conversação. Cerca de 90% das aulas serão práticas, permitindo que os participantes desenvolvam efetivamente a comunicação em Libras”, explicou.

A servidora do Cadastro Único da Secretaria de Assistência Social, Anésia Auxiliadora, relata que a capacitação chega em um momento oportuno.

“Recentemente atendi uma pessoa surda. Mesmo sem conhecer Libras, consegui me comunicar por meio de gestos. Agora, com esse curso, poderei oferecer um atendimento muito melhor aos usuários surdos”, afirmou.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Várzea Grande

Setembro Amarelo leva acolhimento, escuta e informação sobre saúde mental à comunidade de VG

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Uma manhã de acolhimento, escuta e muita emoção marcou a ação do Setembro Amarelo realizada na Unidade de Saúde da Família do Jardim Santa Isabel, em Várzea Grande. Coordenada pela equipe da unidade, sob responsabilidade da enfermeira Cida Campos, a programação levou informações sobre saúde mental para perto da comunidade de forma leve, participativa e descontraída.

A atividade começou com um alongamento conduzido pelo professor de Educação Física Jonas, preparando os pacientes para uma manhã de interação. Em seguida, a equipe propôs a dinâmica “Explosão de Alívio: você não está sozinho”.

Em um painel, balões traziam palavras que representam sentimentos e situações vivenciadas por muitas pessoas, como medo, raiva, ansiedade e insegurança. Cada participante escolhia um balão relacionado ao sentimento que estava enfrentando naquele momento. Ao estourá-lo, encontrava uma mensagem de encorajamento, como forma de enfrentar e ressignificar aquela emoção.

Depois, a atividade continuava com uma corda, utilizada pelos participantes para extravasar os sentimentos. A proposta era colocar para fora aquilo que, muitas vezes, fica guardado.

A aposentada Maria Lúcia Zanon Ramos, de 64 anos, participou da dinâmica e lembrou de um momento em que precisou do acolhimento da equipe da unidade durante um tratamento para depressão. Segundo ela, após suspender a medicação por conta própria, chegou à unidade nervosa e chorosa e encontrou profissionais dispostos a ouvi-la e orientá-la.

“Quando fiz tratamento de câncer, também precisei muito de pessoas que me ouvissem. Eu precisava falar, desabafar. Então, quando a gente encontra um amigo, uma pessoa que dá atenção, isso é muito importante”, contou.

Na dinâmica, Maria Lúcia escolheu a mensagem “Bota para fora tudo que está dentro do meu coração”. Depois, usou a corda para representar esse momento de colocar para fora aquilo que sentia.

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“Eu sacudi aquela corda com toda a força para botar para fora tudo o que sinto dentro de mim”, relatou.

Atenção aos sinais começa dentro de casa

Durante a programação, o médico de família Anderson Leal também conversou com os pacientes sobre a importância de observar mudanças de comportamento, palavras e atitudes de familiares e pessoas próximas.

Ele reforçou que sinais de sofrimento emocional não devem ser ignorados e que buscar ajuda é fundamental. As unidades de saúde podem realizar o acolhimento, orientar e encaminhar os pacientes quando necessário, de acordo com cada situação.

Para a gerente da unidade, Maristela de Moraes, realizar ações como essa junto à comunidade faz parte do papel da saúde pública.

“É muito importante a unidade estar à frente de ações como essa, próxima da comunidade, principalmente para tratar de um assunto tão importante como o Setembro Amarelo. Nosso papel como saúde é acolher, orientar e encaminhar os pacientes que estão enfrentando problemas como depressão e ansiedade”, destacou.

Olhar atento pode ajudar a identificar sinais

A responsável técnica da unidade, enfermeira Cida Campos, ressalta que o cuidado com a saúde mental precisa acontecer durante todo o ano, e não somente em setembro.

“É muito importante que toda a equipe se mobilize, tanto pelos profissionais da saúde quanto pela população que precisa de ajuda. Temos que estar aqui de braços abertos para acolher, dar um abraço e uma palavra de conforto. O Setembro Amarelo reforça essa atenção, mas esse cuidado precisa existir o ano inteiro”, afirmou.

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Cida também chama a atenção para a necessidade de profissionais e familiares observarem mudanças no comportamento, principalmente entre adolescentes. Segundo ela, a unidade já recebeu casos de adolescentes em sofrimento emocional que apresentavam sinais de automutilação.

Em um dos casos, uma adolescente chegou acompanhada pela coordenadora da escola. Ela era retraída, falava pouco e costumava usar blusas de manga comprida mesmo em dias de calor. A escola não havia identificado inicialmente o motivo do comportamento, mas buscou a unidade para pedir orientação.

A equipe realizou o acolhimento e, diante dos sinais identificados, fez o encaminhamento adequado para acompanhamento especializado.

“É muito importante nós, profissionais da saúde, estarmos atentos. Muitas vezes, os adolescentes usam blusas de frio, capuz ou mangas compridas para esconder as marcas. Precisamos ter essa percepção no olhar e prestar atenção às mudanças de comportamento”, explicou Cida.

Quando necessário, os casos são encaminhados para os serviços da Rede de Atenção Psicossocial, como os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), além de acompanhamento com profissionais especializados e ações integradas ao Programa Saúde na Escola.

A ação no Jardim Santa Isabel mostrou que falar sobre saúde mental também pode ser uma oportunidade para criar vínculos, estimular a escuta e lembrar que ninguém precisa enfrentar sozinho sentimentos que parecem difíceis de suportar.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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