Várzea Grande

Secretária visita deputada estadual em busca de recursos para saúde de Várzea Grande

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A secretária municipal de Saúde de Várzea Grande, Deisi Bocalon, esteve no gabinete da deputada estadual Janaína Riva, na Assembleia Legislativa, para tratar da atual situação da saúde no município e solicitar apoio para captação de recursos.

Durante a reunião, Deisi apresentou um panorama das demandas locais, destacando serviços que ainda não estão habilitados junto aos governos federal e estadual. Na oportunidade, também solicitou o apoio da parlamentar para a ampliação e melhoria da estrutura da maternidade municipal.

Segundo Deisi, a atual maternidade é pequena e não comporta a demanda crescente da cidade. Hoje, cerca de 50% das gestantes precisam se deslocar até Cuiabá para realizar o parto. Desde o início da gestão, a pasta tem trabalhado para que Várzea Grande seja protagonista na oferta de serviços de saúde, garantindo atendimento de qualidade e evitando o envio de pacientes para outros municípios.

A secretária destacou ainda que os valores recebidos por meio do Piso da Atenção Básica (PAB) e do Média e Alta Complexidade (MAC) são insuficientes para cobrir as despesas da rede municipal. Por isso, solicitou à deputada um aporte especial no valor de R$ 7,5 milhões para a reforma de um prédio que já funcionou como unidade hospitalar na cidade. A estrutura contará com 60 leitos, 10 leitos de UTI neonatal, centro cirúrgico e demais serviços que preconizam uma maternidade, servindo como sede provisória da maternidade até a conclusão da nova unidade definitiva que já foi sancionada pela prefeita Flávia Moretti.

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“Várzea Grande tem capacidade e estrutura para cuidar das suas gestantes e oferecer um parto seguro e humanizado aqui mesmo, sem precisar transferir mães e bebês para outro município. Precisamos apenas do investimento certo para transformar essa realidade”, afirmou a secretária Deisi Bocalon.

A deputada Janaína Riva reconheceu a necessidade da demanda e se comprometeu a dialogar com os parlamentares da bancada da saúde. Ela afirmou que buscará apoio junto ao presidente da Assembleia, deputado Max Russi, e às lideranças da bancada, para que a proposta seja atendida com prioridade.

Janaína ressaltou que vê essa pauta como extremamente importante por estar diretamente relacionada à saúde da mulher, uma área pela qual vem lutando e defendendo ao longo de sua trajetória política. “Queremos que Várzea Grande tenha uma maternidade à altura das necessidades da população e vamos trabalhar para viabilizar essa conquista”, afirmou.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Várzea Grande

Capacitação em hanseníase amplia diagnóstico e identifica 42 novos casos em Várzea Grande

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O que poderia ser apenas mais uma consulta de rotina acabou contribuindo para uma avaliação mais detalhada do tratamento de uma paciente com hanseníase em Várzea Grande. Sueli Alves da Rosa já fazia acompanhamento contra a doença e procurou a unidade de saúde durante uma capacitação realizada pela rede municipal para saber se já poderia receber alta da medicação.

Durante a avaliação, os profissionais entenderam que ainda era necessário manter o tratamento e o acompanhamento. A decisão foi tomada a partir da análise do quadro clínico da paciente, que deverá retornar à unidade para uma nova avaliação dentro do período definido pela equipe médica.

A situação de Sueli é um exemplo de como a capacitação aproxima o conhecimento técnico da realidade dos pacientes. Ao longo da atividade, os profissionais puderam avaliar casos reais, discutir condutas e aprofundar a identificação de sinais da doença, alterações neurológicas, reações hansênicas, recidivas e a necessidade de acompanhamento.

Realizada nas Unidades de Saúde da Família (USFs) dos bairros Parque do Lago e Maringá, a capacitação resultou em 108 atendimentos e na identificação de 42 novos casos de hanseníase. Do total, 36 foram registrados em adultos e seis em crianças menores de 15 anos. Também foram identificadas 11 recidivas — retorno da doença — ou outros reingressos.

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O número de casos encontrados mostra a importância da avaliação dermatoneurológica e da busca ativa dentro da Atenção Primária. Entre os pacientes avaliados, também foram identificados casos com diferentes graus de incapacidade física (GIF): 15 pacientes com GIF 0, 23 com GIF 1 e 15 com GIF 2.

Os casos de crianças menores de 15 anos chamam atenção porque exigem uma investigação mais cuidadosa dos contatos e do histórico epidemiológico, além do acompanhamento pela equipe de saúde.

Conhecimento compartilhado entre municípios

Além dos profissionais de Várzea Grande, participaram da capacitação trabalhadores dos municípios de Chapada dos Guimarães, Nossa Senhora do Livramento, Santo Antônio do Leverger, Poconé e Nova Brasilândia, ampliando a troca de experiências entre as equipes que atuam no enfrentamento da hanseníase.

Ao todo, 23 profissionais de Várzea Grande participaram diretamente da capacitação: 10 enfermeiros, 12 médicos e um dentista. A atividade foi conduzida pela enfermeira especialista Adriana de Oliveira Matos, responsável técnica pela Linha de Cuidado da Hanseníase e pelas equipes do Ambulatório de Atenção Especializada e Regionalizado em Hanseníase (AAER), localizado no Centro de Especialidade em Saúde, conhecido como Postão.

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Mais do que atualizar conhecimentos, a proposta foi levar os profissionais para dentro da realidade do atendimento. A partir dos casos encontrados nas próprias unidades, foi possível discutir diagnóstico, tratamento, avaliação dos nervos periféricos, prevenção de incapacidades e acompanhamento dos pacientes.

A orientação dos profissionais é que os pacientes em tratamento mantenham o acompanhamento e retornem às consultas mesmo quando percebem melhora. A hanseníase pode provocar alterações nos nervos e incapacidades físicas, e a avaliação regular permite identificar essas mudanças e agir antes que os danos se agravem.

A experiência reforça o papel das unidades de saúde como porta de entrada para o diagnóstico e o acompanhamento da hanseníase e mostra que, muitas vezes, uma avaliação cuidadosa pode fazer a diferença na condução do tratamento.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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