Várzea Grande

Várzea Grande renova parceria com Comitê Paralímpico Brasileiro

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Continuidade do trabalho vai consolidar o Município como referência no Centro-Oeste e no Brasil e ainda ampliar acessos e modalidades às crianças e jovens interessados

A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti e o vice-prefeito, Tião da Zaeli, ambos do PL, assinaram na manhã de hoje (14), o Termo de Renovação da Parceria entre a Prefeitura e o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), durante a cerimônia de abertura do Festival Paralímpico 2025, realizada no Ginásio Fiotão.

Essa parceria com o CPB garante o fortalecimento das políticas públicas voltadas aos paratletas várzea-grandenses, como também, a realização de eventos da modalidade, a exemplo do Regional Centro-Oeste de Bocha no mês passado, pelo Município.

O festival paralímpico, realizado em Várzea Grande, é destinado a participantes de 7 a 20 anos, que tiveram a oportunidade de conhecer várias modalidades esportivas adaptadas, entre eles: basquetebol, tênis de mesa, badminton, judô, jiu-jitsu e voleibol.

Em seu discurso, a prefeita destacou a importância do Município, ser uma das referências do estado e da região Centro-Oeste na inclusão do esporte e incentivo às categorias paralímpicas. “Inclusão é um trabalho sensível e especial em nossa gestão, todos os diretores escolares, professores e técnicos esportivos, cada pai e mãe, pode ter certeza, que todo esse trabalho é para que nossas crianças e adolescentes, sejam incluídos com toda dignidade na nossa sociedade várzea-grandense e tenham todas as condições de se tornarem futuros campeões”, enfatizou.

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O secretário de Educação, Cultura Esporte e Lazer, Cleiton Marino Santana, garantiu que o trabalho que já está sendo desenvolvido pela pasta, será intensificado para que a cidade de Várzea Grande se torne uma potência na categoria paralímpica. “Todos aqui estamos empenhados para atender crianças, adolescentes no desenvolvimento do desporto paralímpico e queremos revelar mais talentos”, destacou Cleiton.

Para o coordenador do Centro de Referência Paralímpica de Várzea Grande e representante do Comitê Paralímpico Brasileiro, Altemir Trapp, o festival amplia o conhecimento para outras crianças e adolescentes, como também, para descoberta de novos talentos para modalidades paralímpicas. “Desde 2023, Várzea Grande vem ampliando o acesso à prática de esporte paralímpico. Estamos entusiasmados em contribuir com a difusão de várias modalidades esportivas adaptadas para nossa região”, concluiu.

O evento foi realizado neste sábado em 154 cidades brasileiras e reuniu mais de 19 mil inscritos. O festival contou com as presenças do deputado federal José Medeiros (PL), do representante da Secel-MT, Alex Lili, do subsecretário de Comunicação, Fabiano Fontoura, do superintendente de Esportes e Lazer, Héliton Gomes, do superintendente de Cultura, Leandro Manduca, da superintendente Pedagógica Majô Dias e outras autoridades.

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Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Setembro Amarelo leva acolhimento, escuta e informação sobre saúde mental à comunidade de VG

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Uma manhã de acolhimento, escuta e muita emoção marcou a ação do Setembro Amarelo realizada na Unidade de Saúde da Família do Jardim Santa Isabel, em Várzea Grande. Coordenada pela equipe da unidade, sob responsabilidade da enfermeira Cida Campos, a programação levou informações sobre saúde mental para perto da comunidade de forma leve, participativa e descontraída.

A atividade começou com um alongamento conduzido pelo professor de Educação Física Jonas, preparando os pacientes para uma manhã de interação. Em seguida, a equipe propôs a dinâmica “Explosão de Alívio: você não está sozinho”.

Em um painel, balões traziam palavras que representam sentimentos e situações vivenciadas por muitas pessoas, como medo, raiva, ansiedade e insegurança. Cada participante escolhia um balão relacionado ao sentimento que estava enfrentando naquele momento. Ao estourá-lo, encontrava uma mensagem de encorajamento, como forma de enfrentar e ressignificar aquela emoção.

Depois, a atividade continuava com uma corda, utilizada pelos participantes para extravasar os sentimentos. A proposta era colocar para fora aquilo que, muitas vezes, fica guardado.

A aposentada Maria Lúcia Zanon Ramos, de 64 anos, participou da dinâmica e lembrou de um momento em que precisou do acolhimento da equipe da unidade durante um tratamento para depressão. Segundo ela, após suspender a medicação por conta própria, chegou à unidade nervosa e chorosa e encontrou profissionais dispostos a ouvi-la e orientá-la.

“Quando fiz tratamento de câncer, também precisei muito de pessoas que me ouvissem. Eu precisava falar, desabafar. Então, quando a gente encontra um amigo, uma pessoa que dá atenção, isso é muito importante”, contou.

Na dinâmica, Maria Lúcia escolheu a mensagem “Bota para fora tudo que está dentro do meu coração”. Depois, usou a corda para representar esse momento de colocar para fora aquilo que sentia.

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“Eu sacudi aquela corda com toda a força para botar para fora tudo o que sinto dentro de mim”, relatou.

Atenção aos sinais começa dentro de casa

Durante a programação, o médico de família Anderson Leal também conversou com os pacientes sobre a importância de observar mudanças de comportamento, palavras e atitudes de familiares e pessoas próximas.

Ele reforçou que sinais de sofrimento emocional não devem ser ignorados e que buscar ajuda é fundamental. As unidades de saúde podem realizar o acolhimento, orientar e encaminhar os pacientes quando necessário, de acordo com cada situação.

Para a gerente da unidade, Maristela de Moraes, realizar ações como essa junto à comunidade faz parte do papel da saúde pública.

“É muito importante a unidade estar à frente de ações como essa, próxima da comunidade, principalmente para tratar de um assunto tão importante como o Setembro Amarelo. Nosso papel como saúde é acolher, orientar e encaminhar os pacientes que estão enfrentando problemas como depressão e ansiedade”, destacou.

Olhar atento pode ajudar a identificar sinais

A responsável técnica da unidade, enfermeira Cida Campos, ressalta que o cuidado com a saúde mental precisa acontecer durante todo o ano, e não somente em setembro.

“É muito importante que toda a equipe se mobilize, tanto pelos profissionais da saúde quanto pela população que precisa de ajuda. Temos que estar aqui de braços abertos para acolher, dar um abraço e uma palavra de conforto. O Setembro Amarelo reforça essa atenção, mas esse cuidado precisa existir o ano inteiro”, afirmou.

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Cida também chama a atenção para a necessidade de profissionais e familiares observarem mudanças no comportamento, principalmente entre adolescentes. Segundo ela, a unidade já recebeu casos de adolescentes em sofrimento emocional que apresentavam sinais de automutilação.

Em um dos casos, uma adolescente chegou acompanhada pela coordenadora da escola. Ela era retraída, falava pouco e costumava usar blusas de manga comprida mesmo em dias de calor. A escola não havia identificado inicialmente o motivo do comportamento, mas buscou a unidade para pedir orientação.

A equipe realizou o acolhimento e, diante dos sinais identificados, fez o encaminhamento adequado para acompanhamento especializado.

“É muito importante nós, profissionais da saúde, estarmos atentos. Muitas vezes, os adolescentes usam blusas de frio, capuz ou mangas compridas para esconder as marcas. Precisamos ter essa percepção no olhar e prestar atenção às mudanças de comportamento”, explicou Cida.

Quando necessário, os casos são encaminhados para os serviços da Rede de Atenção Psicossocial, como os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), além de acompanhamento com profissionais especializados e ações integradas ao Programa Saúde na Escola.

A ação no Jardim Santa Isabel mostrou que falar sobre saúde mental também pode ser uma oportunidade para criar vínculos, estimular a escuta e lembrar que ninguém precisa enfrentar sozinho sentimentos que parecem difíceis de suportar.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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