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Baixinha cobra suporte da Prefeitura para pequenos produtores conquistarem selo de qualidade

Publicado em

15/04/2025
Baixinha cobra suporte da Prefeitura para pequenos produtores conquistarem selo de qualidade

Larissa Malheiros – assessoria Vereadora Baixinha Giraldelli&nbsp

Na tarde desta segunda-feira (14), a vereadora Baixinha Giraldelli (Solidariedade) presenciou uma ação da Vigilância Sanitária do município, que exigia o selo de qualidade dos produtos comercializados por pequenos produtores na feira móvel, realizada em frente à Prefeitura de Cuiabá.
Embora tenha reconhecido a importância da fiscalização, Baixinha destacou que a prefeitura precisa oferecer suporte técnico e financeiro, como linhas de crédito, para que os produtores tenham condições de atender às exigências legais.
“São pessoas humildes, que geralmente têm uma pequena estrutura para fazer seus produtos. Antes de cobrar, é necessário orientar essas pessoas, mostrar que são pequenos empresários e oferecer uma linha de crédito para que eles toquem seus negócios de forma regular, dentro da lei. Mas, é muito importante lembrar que, neste momento, são pessoas que não têm o poder público auxiliando, mas sim cobrando”, afirmou a vereadora.
Durante a inspeção, diversas bancas foram notificadas, incluindo as de mel, ovos e frango. A parlamentar ressaltou que os feirantes percorrem toda a cidade para garantir o sustento de suas famílias e que a falta de apoio público tem gerado indignação.
“São várias pessoas que andam Cuiabá inteira expondo seus produtos em feiras. Trata-se do ganha-pão de sua família, e ver esse impedimento para que exerçam seus trabalhos é revoltante, ainda mais quando sabemos que eles não têm o suporte real para poder ter um selo de qualidade”, defendeu.
Baixinha reforçou que o papel do poder público é apoiar e não apenas fiscalizar, especialmente em um cenário onde o pequeno produtor representa um elo importante da cadeia alimentar local.
“Quando falo para olharem para o pequeno produtor é para que isso não aconteça. Se regularizarmos todos eles, não teremos esses entraves que impeçam esses pequenos de trabalhar. Vale destacar que são pessoas que também garantem a comida na mesa do consumidor.”
A vereadora também criticou o que considera uma postura desigual nas fiscalizações, destacando que grandes estabelecimentos não enfrentam os mesmos constrangimentos enfrentados pelos feirantes.
“Parece que a Vigilância Sanitária só foca nos feirantes. Não vejo falar de fiscalização em supermercados, restaurantes, grandes comércios. Mas temos reclamação a semana inteira deles fechando bancas.”
Encerrando sua fala, Baixinha defendeu a feira como um espaço tradicional e de convivência social, e sugeriu uma ação conjunta entre a Vigilância Sanitária e a Secretaria Municipal de Agricultura para fortalecer o pequeno produtor.
“A feira sempre foi um ambiente de lazer para as famílias, e agora estão acabando com as feiras. Existem há anos e nunca deu um problema de doenças ou algo nesse sentido, porque quem vai confia e já conhece onde compra. Acho que a Vigilância deveria se unir à Secretaria de Agricultura e fazer mais pelos nossos pequenos produtores.”

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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Prefeitura reforça rede de acompanhamento a adolescentes em medidas socioeducativas

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A integração entre os serviços da assistência social e o fortalecimento das ações voltadas aos adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas foram os principais temas debatidos durante a Reunião Ampliada “Adolescência: um Compromisso de Todos, Avanços e Desafios da PSC”, promovida pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão. O encontro ocorreu na quarta-feira (3), no auditório da pasta, reunindo profissionais que atuam diretamente na execução da Prestação de Serviços à Comunidade (PSC).

A atividade reuniu representantes dos dois Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS), dos 14 Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e demais profissionais da rede socioassistencial para discutir estratégias de atendimento, alinhar procedimentos e compartilhar experiências relacionadas ao acompanhamento de adolescentes encaminhados pela Justiça para o cumprimento de medidas em meio aberto.

A secretária municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, Hélida Vilela, destacou que o município mantém uma atuação articulada entre as políticas de assistência social, saúde e educação para garantir acompanhamento aos adolescentes e suas famílias.

“As medidas socioeducativas são acompanhadas pelas equipes técnicas dos CREAS, que desenvolvem um trabalho contínuo de orientação, apoio e fortalecimento de vínculos”, disse, ressaltando a busca por parcerias voltadas à qualificação profissional e à inserção no mercado de trabalho, incluindo ações do Programa Acessuas Trabalho, que oferece oficinas e orientações relacionadas ao mundo do trabalho.

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A palestrante e gerente do CREAS Norte, Vera Lúcia Martins Pereira, explicou que a reunião ampliada teve com

De acordo com ela, além dos 14 CRAS, o município conta atualmente com quatro Centros de Convivência da Pessoa Idosa (CCI), que atuam como unidades executoras da Prestação de Serviços à Comunidade. O alinhamento entre os profissionais busca garantir que os adolescentes cumpram as medidas determinadas pela Justiça de forma adequada e com acompanhamento técnico qualificado.o principal objetivo aproximar as equipes da Proteção Social Especial e da Proteção Social Básica, fortalecendo a atuação conjunta entre CREAS e CRAS.

Durante a apresentação, Vera detalhou o fluxo de atendimento realizado pela rede. Após a determinação judicial, o adolescente é encaminhado ao CREAS, onde uma equipe multidisciplinar composta por psicólogo, assistente social, pedagogo e orientador social elabora, juntamente com o jovem e sua família, o Plano Individual de Atendimento (PIA). Quando a medida aplicada é a Prestação de Serviços à Comunidade, o adolescente passa a desenvolver atividades supervisionadas em unidades do CRAS de seu território.

A psicóloga e gerente do CRAS Centro, Dariane Melo, ressaltou que o serviço de medidas socioeducativas conta com uma equipe técnica exclusiva responsável pelo atendimento dos adolescentes e de seus familiares. Ela explicou que, além do acompanhamento psicossocial, são realizados encaminhamentos para áreas como saúde, educação e qualificação profissional, em articulação com a rede de proteção e o Poder Judiciário.

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Para Dariane, momentos de capacitação são fundamentais para a qualificação do serviço. “A assistência social não trabalha sozinha, trabalha com todos, e estar ali junto faz parte do processo de trabalho”, afirmou, ao destacar a importância da troca de experiências entre os profissionais que atuam diretamente no atendimento.

A perspectiva prática do trabalho desenvolvido nos territórios também foi abordada pelos participantes. O orientador social Marcelo Lima Martins, do CRAS Doutor Fábio, destacou que o acolhimento é um dos pilares do atendimento aos adolescentes. Segundo ele, compreender as particularidades de cada jovem e respeitar seu tempo são fatores essenciais para transformar o período de cumprimento da medida em uma oportunidade de aprendizado e desenvolvimento.

Na mesma linha, o gerente do CRAS Pedregal, João Vítor Souza dos Santos, afirmou que o maior desafio das equipes é conquistar a confiança dos adolescentes durante o primeiro contato. Ele destacou que o trabalho desenvolvido pelos profissionais busca identificar potencialidades e estimular habilidades que contribuam para a ressocialização e a construção de novas perspectivas de vida.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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