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Câmara de Cuiabá reforça compromisso no combate à violência feminina durante lançamento do programa TCE Pró-Mulher

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Vinícius Ferreira | SECOM Câmara Municipal de Cuiabá 
A Câmara Municipal de Cuiabá participou, na manhã desta quarta-feira (11), do lançamento do programa TCE Pró-Mulher, iniciativa do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) voltada ao fortalecimento das políticas públicas de combate à violência contra a mulher. O evento reuniu representantes de diversas instituições no auditório do órgão, na capital.
Durante o lançamento, a presidente da Câmara, Paula Calil (PL), destacou a importância da iniciativa do Tribunal de Contas, ressaltando que o programa amplia o papel institucional do órgão, que além de fiscalizar, também passa a orientar os municípios na construção de políticas públicas mais eficientes.
“A função de fiscalizar é fundamental, mas também é importante orientar os municípios para termos políticas públicas que realmente promovam e protejam os direitos das mulheres. Precisamos combater a violência e o feminicídio para construirmos uma sociedade mais justa”, afirmou.
A presidente também ressaltou o papel do Legislativo municipal nesse processo, citando a criação da Procuradoria Especial da Mulher na Câmara de Cuiabá, que funcionará como canal de acolhimento e escuta para vítimas de violência.
“Nós teremos um canal de ouvidoria e de acolhimento às mulheres que sofrem qualquer tipo de violência, seja ela patrimonial, moral, sexual ou física. É fundamental que todas as instituições estejam unidas nessa luta”, acrescentou a parlamentar.
A segunda vice-presidente da Casa, Michelly Alencar (União Brasil), reforçou que o fortalecimento das políticas públicas depende diretamente da destinação de recursos específicos nos orçamentos públicos.
“Sem orçamento não se faz política pública. É fundamental que Estado e municípios destinem recursos específicos para ações de enfrentamento à violência contra a mulher, para que possamos monitorar e avaliar se esses investimentos são suficientes”, destacou ela.
A auditora pública externa do TCE-MT, Simony Jin, explicou que o Tribunal tem acompanhado de perto a aplicação de recursos destinados a essa área e alertou para a necessidade de planejamento e execução efetiva das políticas.
Segundo ela, auditorias já identificaram que recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública destinados ao enfrentamento da violência contra a mulher não foram utilizados em sua totalidade, o que acende um alerta para a necessidade de maior controle e planejamento.
O procurador-geral do Ministério Público de Contas de Mato Grosso, William de Almeida Brito Júnior, afirmou que as políticas públicas voltadas às mulheres serão analisadas nas prestações de contas dos gestores públicos.
“O combate à violência contra a mulher não pode ficar apenas no discurso. O Tribunal de Contas e o Ministério Público de Contas vão acompanhar com lupa a aplicação de recursos públicos nessa área”, disse.
Também presente no evento, a juíza da 1ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher da Capital, Ana Grazela Vaz de Campos, ressaltou a importância de os municípios elaborarem planos de metas para garantir acesso a recursos federais destinados ao enfrentamento da violência doméstica.
Segundo ela, muitos municípios acabam perdendo verbas por falta de planejamento ou orientação técnica.
“Os municípios precisam elaborar um plano de metas decenal e atualizá-lo a cada dois anos. Sem planejamento e sem orçamento, não conseguimos avançar no combate à violência contra a mulher”, pontuou.
O programa TCE Pró-Mulher tem como objetivo orientar gestores públicos e fortalecer a atuação das instituições na prevenção e no enfrentamento da violência de gênero, promovendo integração entre órgãos de controle, poder público e sociedade civil. A iniciativa busca ampliar a efetividade das políticas públicas e reduzir os índices de violência contra as mulheres em Mato Grosso.

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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Justiça suspende despejo de famílias em Cuiabá após agravo da Prefeitura

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A Prefeitura de Cuiabá conseguiu uma liminar junto ao Poder Judiciário de Mato Grosso para suspender a desocupação de quase 500 unidades habitacionais no Residencial Villas das Minas e nos condomínios Lavras do Sutil I e II, em Cuiabá. A medida foi concedida pelo desembargador Rodrigo Roberto Curvo após recurso apresentado pela Prefeitura, por meio da Procuradoria-Geral do Município e reunião do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini na tarde desta sexta-feira (17)

O Agravo de Instrumento com pedido de efeito suspensivo foi protocolado na tarde de hoje e acompanhado do procurador-geral, Luiz Antônio Araújo Jr, e do procurador-geral adjunto, Rober Caio Ribeiro. No encontro o gestor municipal defendeu a suspensão imediata da ordem de desocupação para garantir o avanço da regularização fundiária.

Ao analisar o pedido, o magistrado reconheceu o risco social da retirada coletiva e deferiu parcialmente a liminar. “Defiro parcialmente o efeito suspensivo pleiteado, exclusivamente para suspender a eficácia da ordem de imissão na posse coletiva contida na decisão agravada”, destacou na decisão.

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Na prática, a medida impede, neste momento, a desocupação de cerca de 496 unidades habitacionais ocupadas há mais de duas décadas, evitando impacto direto sobre famílias em situação de vulnerabilidade.

O recurso apresentado pela Procuradoria também solicita a retomada do processo de Regularização Fundiária Urbana de Interesse Social (REURB-S), a suspensão de sanções impostas ao Município e o encaminhamento do caso à Comissão de Soluções Fundiárias, com base em diretrizes do Conselho Nacional de Justiça para garantir tratamento humanizado.

Apesar da decisão favorável quanto à suspensão do despejo, o desembargador optou por não analisar, neste momento, o mérito completo da ação, mantendo a paralisação da REURB até manifestação da relatora natural do caso.

Durante a agenda no Tribunal, o prefeito destacou que a prioridade da gestão é assegurar o direito à moradia. “Nós viemos ao Tribunal de Justiça apresentar o nosso recurso e reforçar que o nosso objetivo não é retirar ninguém. O que queremos é garantir a regularização dessas áreas, dar segurança jurídica para essas famílias e assegurar o direito à moradia”, afirmou.

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A decisão está alinhada a recomendações da Corregedoria-Geral da Justiça e a entendimentos do Supremo Tribunal Federal sobre conflitos fundiários coletivos, priorizando soluções que evitem despejos em massa sem análise social prévia.

Com a liminar, o Município ganha fôlego para buscar uma solução definitiva para a área, enquanto o processo segue para análise da desembargadora relatora.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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