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Cerca de 50 expositores devem participar da 4ª Feira da Agricultura Familiar

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Aproximadamente 50 expositores — entre eles produtores rurais, feirantes, artesãos e representantes da gastronomia — estarão reunidos na Praça Alencastro, na 4ª Feira da Agricultura Familiar Produtiva e Solidária. O evento, organizado pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura e Trabalho (SMAT), está previsto para começar às 15h e seguir até as 20h, nesta segunda-feira (14).

O evento visa incentivar a comercialização direta entre produtores e consumidores, promovendo a geração de renda, o empreendedorismo rural e a valorização dos produtos locais.

“É uma grande oportunidade para conhecer o potencial do que é produzido no nosso município e levar para casa alimentos frescos, como doces caseiros, queijos, temperos, frutas, verduras e muito mais — todos produzidos por pequenos agricultores e cooperativas da região. Todos estão convidados”, destacou o diretor de Agricultura e Abastecimento da SMAT, Renildo França.

Peças de artesanato e pratos da gastronomia regional também serão vendidos no local.

Considerando o sucesso das edições anteriores, os expositores estão na expectativa de novas realizações.

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“São produtores de diversas comunidades próximas de Cuiabá, como Três Pedras, Pai Joaquim, Mineira, Marcolana, Terra Vermelha e de outros municípios da região do Vale do Rio Cuiabá — entre eles Acorizal, Santo Antônio, Poconé, entre outros”, revelou o coordenador de feiras da SMAT, Luiz Alberto.

Entre eles, há os que comercializam com a Conab, por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). Portanto, servem de estímulo para que outros produtores, cooperativas e associações ingressem e ampliem seus negócios. Para isso, é necessário que se adequem às políticas públicas.

“Por lei, esses programas têm de comprar 30% da produção oriunda da agricultura familiar e, se não houver oferta do produto no nosso município, a compra será feita em outras cidades. Não podemos perder receitas — temos que fortalecer a nossa produção para atender à demanda”, explicou Renildo.

Para o secretário de Agricultura e Trabalho, Fellipe Corrêa, o evento “reforça o compromisso da Prefeitura de Cuiabá com o desenvolvimento sustentável, a economia solidária e o apoio aos trabalhadores do campo, garantindo mais visibilidade e oportunidades para quem produz com dedicação e responsabilidade — e precisa de oportunidade para vender sem atravessadores”.

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#PraCegoVer

A foto é de uma edição anterior da Feira da Agricultura Familiar realizada na Praça Alencastro, mesmo espaço onde acontecerá a 4ª edição. Há um espaço central e, em ambas as laterais, as tendas dos expositores. Ao fundo da imagem, está o prédio da Prefeitura de Cuiabá.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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CUIABÁ

Prefeitura aplica R$ 37,6 mil em multas e inicia limpeza em condomínio abandonado

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A Prefeitura de Cuiabá deu continuidade, nesta segunda-feira (8), à Operação Escudo Urbano, que interditou preventivamente um condomínio de casas abandonadas localizado na Rua Nossa Senhora de Santana, na região Centro-Sul da capital. A ação integrada envolveu a Secretaria Municipal de Ordem Pública (Sorp), a Defesa Civil, a Vigilância em Saúde Ambiental, a Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb), a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras e a Energisa Mato Grosso.

Durante a fiscalização, foram lavrados autos de infração que somam R$ 37,6 mil em razão das irregularidades encontradas no imóvel. As equipes também iniciaram os serviços de limpeza e remoção de resíduos acumulados no local. Os custos das intervenções serão cobrados dos proprietários do condomínio.

A Energisa Mato Grosso realizou a retirada de cabos e fiações em desuso, além do desligamento de pontos de energia existentes nas edificações, como medida de segurança e para eliminar riscos decorrentes do abandono do empreendimento.

A secretária municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, explicou que a ação foi motivada pelas condições críticas encontradas no condomínio e pelos riscos à saúde pública e à segurança da população. “Trata-se de um imóvel cuja estrutura está bastante comprometida. A Defesa Civil já havia elaborado um laudo anterior condenando a edificação e, agora, com o acesso ao condomínio, constatamos que a situação é ainda mais urgente. Encontramos focos e condições favoráveis à proliferação do mosquito Aedes aegypti, além da presença de morcegos, pombos e escorpiões. Estamos atuando no momento adequado para evitar que o local se transforme em um problema ainda maior para a saúde pública”, afirmou.

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A secretária reforçou que a responsabilidade pela conservação do imóvel é dos proprietários. “Estamos promovendo a limpeza e adotando medidas emergenciais para proteger a população. No entanto, trata-se de uma propriedade privada, e o dever de manutenção é dos proprietários, que serão responsabilizados pelos custos de toda essa operação. Também vamos encaminhar o caso à Procuradoria-Geral do Município para avaliação de medidas judiciais, porque ações pontuais não resolvem definitivamente o problema se não houver manutenção contínua”, acrescentou.

O diretor da Defesa Civil, capitão do CBMMT Marcelo Cerqueira, informou que o primeiro relatório técnico sobre o condomínio foi elaborado em dezembro de 2025. Na ocasião, as equipes não conseguiram acessar o interior do imóvel porque o local estava fechado. “Agora conseguimos entrar e verificamos uma situação preocupante. O condomínio possui 30 imóveis, e vários deles apresentam estruturas avariadas, além de grande acúmulo de lixo. A Limpurb já iniciou uma intervenção para melhorar as condições do ambiente, e vamos concluir o relatório técnico para subsidiar as providências necessárias por parte dos órgãos competentes”, explicou.

A Vigilância em Saúde Ambiental também participou da operação para identificar fatores que favorecem a presença de vetores de doenças e animais sinantrópicos. Segundo o biólogo Jesse Martins, a principal medida recomendada para o local é o manejo ambiental. “O controle químico não é indicado para esse tipo de situação. O mais eficaz é a eliminação dos abrigos e focos que favorecem a permanência desses animais. Encontramos vestígios de morcegos e também algumas larvas, que serão encaminhadas para análise laboratorial e identificação”, informou.

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Durante a vistoria, a Secretaria Municipal de Ordem Pública lavrou dois autos de infração com base na Lei Complementar nº 589/2025. O primeiro, no valor de R$ 10,4 mil, foi aplicado por lote não limpo, existência de criadouros de vetores e abandono do imóvel, com prazo de 30 dias para regularização. Já o segundo auto de infração, no valor de R$ 27,2 mil, foi emitido em razão da existência de criadouros de vetores, abandono do imóvel, risco estrutural grave e utilização do espaço de forma a gerar insegurança pública. Nesse caso, o prazo concedido para regularização é de 90 dias.

Ao longo de 2025, a Secretaria realizou três ações fiscais no local para notificar o responsável pelo imóvel a realizar a limpeza e a manutenção da área. Como as tentativas de contato não tiveram resultado, foi necessária a adoção da interdição preventiva, medida amparada pela Portaria nº 36/2026, publicada na Gazeta Municipal de sexta-feira (5). A norma regulamenta o processo administrativo cautelar de interdição total ou parcial de imóveis urbanos com risco iminente, previsto na Lei Complementar nº 589/2025.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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