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Com 60 expositores e flores a partir de R$ 10, Festival de Orquídeas começa nesta quinta em Cuiabá

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A partir desta quinta-feira (5), o Complexo Biocultural do Porto, em Cuiabá, se transforma em ponto de encontro para amantes da natureza e empreendedores do setor com o início do 23º Festival de Flores e Orquídeas. Com 60 expositores confirmados, cerca de 5 mil plantas disponíveis e preços a partir de R$ 10,00, o evento segue até domingo (8) com entrada gratuita e expectativa de forte movimentação econômica na capital.

Organizado pela Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Agricultura (SDTA), o festival chega à 23ª edição consolidado no calendário da capital. A expectativa é de que a movimentação direta ultrapasse R$ 500 mil durante os quatro dias, podendo superar R$ 1 milhão em volume total de negócios, considerando o impacto indireto no comércio de vasos, substratos, adubos e demais insumos.

Vitrine da produção regional

Entre orquídeas de cores e formatos variados, o público encontrará também cactos, suculentas, onze-horas, caladium, aglaonema e a exótica Euphorbia françoisii, conhecida pelos tons terrosos e desenho singular das folhas. O valor inicial de R$ 10, amplia o acesso para quem deseja iniciar ou ampliar a coleção de plantas em casa.

Um dos diferenciais destacados pela organização é a qualidade das espécies ofertadas. Segundo o coordenador Sérgio Gomes de Freitas, as plantas são aclimatadas, preparadas para o clima local. “Nosso evento é focado em plantas já adaptadas. Diferente de exemplares de estufa, que exigem ambiente refrigerado, as nossas orquídeas podem ser levadas para casa ou para o jardim com mais tranquilidade, mantendo a beleza e a saúde”, explica.

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Ele também ressalta a parceria com o poder público ao longo dos anos. “Desde que iniciei o cultivo e o comércio dessas plantas, a Prefeitura sempre nos deu apoio. Hoje estamos ainda mais preparados para orientar os clientes e oferecer produtos de qualidade.”

Espaço público como estratégia de desenvolvimento

Sob gestão da Secretaria Municipal de Educação, o Complexo Biocultural do Porto, que reúne o Aquário Municipal Justino Malheiros e o Museu do Rio Cuiabá “Hid Alfredo Scaff”, consolida-se como ambiente de cultura, educação e estímulo à economia criativa.

Para o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Agricultura, Fernando Medeiros, a ocupação qualificada de espaços públicos fortalece toda a cadeia produtiva. “Parcerias como essa estimulam o fluxo de pessoas, dão visibilidade ao potencial produtivo da região e movimentam a economia. O uso desses espaços em benefício do desenvolvimento sustentável é um compromisso da gestão municipal”, afirma.

Efeito que vai além da feira

A experiência de edições anteriores demonstra o chamado “efeito cascata”: consumidores que compram plantas no festival procuram, nos dias seguintes, viveiros e floriculturas de bairro para adquirir vasos e complementos. Em evento recente realizado em Várzea Grande, o volume total de negócios chegou a R$ 500 mil, somando vendas diretas e indiretas. Para Cuiabá, a projeção é ainda mais otimista.

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Com 60 expositores, incluindo produtores e grupos especializados, o festival amplia a diversidade e fortalece pequenos empreendedores, muitos dos quais têm no cultivo de plantas sua principal fonte de renda.

Mais do que uma feira de jardinagem, o 23º Festival de Flores e Orquídeas é um convite ao contato com a natureza, ao lazer em família e à valorização de quem transforma cultivo em sustento — e beleza em oportunidade.

Serviço
23º Festival de Flores e Orquídeas de Cuiabá
Local: Complexo Biocultural do Porto – bairro Porto
Data: 5 a 8 de março de 2026
Quinta a sábado: das 9h às 18h
Domingo: das 8h às 12h
Entrada gratuita

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Justiça reconhece avanços da Prefeitura e mantém contas sem bloqueio de R$ 15 milhões

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A atuação da Procuradoria Geral do Município garantiu uma decisão favorável à Prefeitura de Cuiabá e evitou o bloqueio de R$ 15 milhões das contas municipais, medida que seria prejudicial ao planejamento e à execução das políticas públicas da administração. Em decisão proferida nesta terça-feira (4), pelo juiz Emerson Luis Pereira Cajango, da Vara Especializada do Meio Ambiente de Cuiabá, a Justiça reconheceu que o Município apresentou elementos que demonstram os esforços empreendidos na política de proteção e bem-estar animal e que, antes de qualquer medida de constrição de recursos públicos, é necessária a produção de novas provas.

“O Município sempre atuou com responsabilidade e transparência, demonstrando nos autos que vem cumprindo seu dever constitucional de promover a política pública de bem-estar animal, investindo na estruturação dos serviços, na manutenção do atendimento veterinário e na melhoria contínua das unidades. A decisão da Justiça prestigia esses esforços da administração municipal e reafirma que medidas tão severas quanto o bloqueio de recursos públicos exigem provas técnicas consistentes e respeito ao devido processo legal”, afirmou o procurador-geral do Município, Luiz Antônio.

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Ao analisar o pedido do Ministério Público, o magistrado observou que a própria vistoria realizada pelo Juizado Especial Volante Ambiental (Juvam), em abril deste ano, registrou condições adequadas de limpeza, alimentação, manejo dos animais, disponibilidade de medicamentos e acompanhamento veterinário na unidade municipal.

A Procuradoria também apresentou documentos comprovando o funcionamento do Programa Reação Animal 24 Horas, a escala permanente de médicos veterinários, o atendimento prestado por clínicas credenciadas, as condições do abrigo municipal e a execução dos recursos do Fundo Municipal de Bem-Estar Animal (Funbea).

Embora o Ministério Público tenha reiterado o pedido de bloqueio dos recursos, alegando descumprimento do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), o juiz entendeu que ainda existem controvérsias sobre os fatos mais recentes e que não há elementos técnicos suficientes para justificar, neste momento, a indisponibilidade dos R$ 15 milhões.

Na decisão, o magistrado destacou que eventual bloqueio de recursos públicos deve observar os princípios da proporcionalidade e da menor onerosidade, ressaltando que o pedido do Ministério Público foi apresentado de forma genérica, sem um plano detalhado sobre a destinação imediata do valor pretendido.

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Por isso, o juiz determinou que a Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema) e a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) encaminhem, em até dez dias, os relatórios, laudos, registros fotográficos e demais documentos produzidos durante as diligências realizadas no fim de julho.

Já o Ministério Público terá prazo de 15 dias para apresentar um plano emergencial detalhando como os R$ 15 milhões seriam aplicados caso o bloqueio venha a ser autorizado futuramente, indicando prioridades, estimativas de custos e mecanismos de fiscalização da utilização dos recursos.

Ao final, o magistrado encaminhou o processo ao Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) Ambiental para tentativa de conciliação entre as partes, buscando uma solução consensual para o cumprimento das obrigações previstas no TAC.

Com isso, o pedido de bloqueio das contas da Prefeitura permanece indeferido neste momento e somente poderá ser reavaliado após a conclusão da instrução probatória e a análise dos novos elementos técnicos determinados pela Justiça.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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