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Comissões discutem segurança pública e defesa dos direitos de crianças e adolescentes

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Thalita Queiroz/SECOM – Câmara Municipal de Cuiabá
As Comissões de Segurança Pública (CSP) e da Criança e do Adolescente (CCA) da Câmara Municipal de Cuiabá realizaram, na tarde desta quinta-feira (14), reunião conjunta para tratar de temas voltados à segurança pública e à proteção integral de crianças e adolescentes no município.
Participaram do encontro os vereadores Rafael Ranalli (PL), T. Coronel Dias (Cidadania) e Eduardo Magalhães (Republicanos), que debateram casos recentes, como o sequestro de uma família por facções criminosas, além de propostas voltadas ao enfrentamento da adultização infantil na internet.
O vereador T. Coronel Dias ressaltou a necessidade de ampliar o investimento no combate ao crime organizado, especialmente por parte do Governo do Estado.
“Recentemente, foram criadas quatro delegacias com essa finalidade. Antes, havia apenas uma unidade especializada no combate ao crime organizado. É uma medida coerente, mas, na minha opinião, deveríamos ter ao menos dez delegacias dedicadas a essa missão”, afirmou.
O vereador Rafael Ranalli, que também é policial federal, destacou que a impunidade é um dos principais fatores que fortalecem a atuação criminosa.
“A certeza da impunidade contribui para esse quadro de insegurança e fomenta o crime organizado”, alertou.
Em seguida, a Comissão da Criança e do Adolescente, presidida por Ranalli, abordou pautas relacionadas à proteção de menores, destacando casos recentes divulgados pela imprensa envolvendo adultização e crimes sexuais.
Na ocasião, os parlamentares discutiram propostas apresentadas ao Plenário, como o projeto que institui campanha permanente de conscientização sobre adultização e abuso infantil na internet, de autoria de Ranalli, e outras iniciativas que tratam do endurecimento das punições para crimes dessa natureza.

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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Justiça suspende despejo de famílias em Cuiabá após agravo da Prefeitura

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A Prefeitura de Cuiabá conseguiu uma liminar junto ao Poder Judiciário de Mato Grosso para suspender a desocupação de quase 500 unidades habitacionais no Residencial Villas das Minas e nos condomínios Lavras do Sutil I e II, em Cuiabá. A medida foi concedida pelo desembargador Rodrigo Roberto Curvo após recurso apresentado pela Prefeitura, por meio da Procuradoria-Geral do Município e reunião do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini na tarde desta sexta-feira (17)

O Agravo de Instrumento com pedido de efeito suspensivo foi protocolado na tarde de hoje e acompanhado do procurador-geral, Luiz Antônio Araújo Jr, e do procurador-geral adjunto, Rober Caio Ribeiro. No encontro o gestor municipal defendeu a suspensão imediata da ordem de desocupação para garantir o avanço da regularização fundiária.

Ao analisar o pedido, o magistrado reconheceu o risco social da retirada coletiva e deferiu parcialmente a liminar. “Defiro parcialmente o efeito suspensivo pleiteado, exclusivamente para suspender a eficácia da ordem de imissão na posse coletiva contida na decisão agravada”, destacou na decisão.

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Na prática, a medida impede, neste momento, a desocupação de cerca de 496 unidades habitacionais ocupadas há mais de duas décadas, evitando impacto direto sobre famílias em situação de vulnerabilidade.

O recurso apresentado pela Procuradoria também solicita a retomada do processo de Regularização Fundiária Urbana de Interesse Social (REURB-S), a suspensão de sanções impostas ao Município e o encaminhamento do caso à Comissão de Soluções Fundiárias, com base em diretrizes do Conselho Nacional de Justiça para garantir tratamento humanizado.

Apesar da decisão favorável quanto à suspensão do despejo, o desembargador optou por não analisar, neste momento, o mérito completo da ação, mantendo a paralisação da REURB até manifestação da relatora natural do caso.

Durante a agenda no Tribunal, o prefeito destacou que a prioridade da gestão é assegurar o direito à moradia. “Nós viemos ao Tribunal de Justiça apresentar o nosso recurso e reforçar que o nosso objetivo não é retirar ninguém. O que queremos é garantir a regularização dessas áreas, dar segurança jurídica para essas famílias e assegurar o direito à moradia”, afirmou.

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A decisão está alinhada a recomendações da Corregedoria-Geral da Justiça e a entendimentos do Supremo Tribunal Federal sobre conflitos fundiários coletivos, priorizando soluções que evitem despejos em massa sem análise social prévia.

Com a liminar, o Município ganha fôlego para buscar uma solução definitiva para a área, enquanto o processo segue para análise da desembargadora relatora.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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