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Conferência das Cidades em Cuiabá destaca meio ambiente e saneamento

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A Prefeitura de Cuiabá concluiu, nesta sexta-feira (18), o ciclo de debates da 7ª Conferência Municipal das Cidades. O evento foi realizado em conjunto pela Secretaria de Meio Ambiente e pela Secretaria Adjunta de Relações Institucionais, no auditório da CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas), para discutir políticas de desenvolvimento urbano. Em dois dias de evento, foram discutidas políticas públicas de regularização fundiária, saneamento básico, habitação, segurança pública e outros temas.

No último dia de evento, houve palestras com representantes do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPE-MT) e da UFMT (Universidade Federal de Mato Grosso) a respeito do planejamento das políticas públicas, sustentabilidade ambiental, emergências climáticas e transformação digital.

Representantes da Secretaria Municipal de Planejamento, da Secretaria de Estado de Infraestrutura, do Corecon (Conselho Regional de Economia), da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) também participaram dos debates sobre o planejamento de políticas públicas nos setores urbanos.

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Ao final, foi decidido que os temas mais relevantes serão encaminhados ao Fórum Estadual de Cidades, a ser realizado pelo Governo do Estado e, posteriormente, ao Fórum Nacional de Cidades, de responsabilidade do Governo Federal.

O secretário municipal de Meio Ambiente, José Afonso Portocarrero, considerou positivo o debate. “Foi uma oportunidade única, já nestes seis primeiros meses de mandato, termos um debate tão produtivo, com a participação de populares, da classe empresarial e política, discutindo políticas públicas para o futuro de Cuiabá. O monitoramento dos córregos, políticas sustentáveis e limpeza urbana são temas importantes e, com certeza, avançaremos em políticas públicas nos próximos anos”.

O secretário municipal de Planejamento, Nivaldo Carvalho, elogiou a participação da classe empresarial. “Tivemos uma participação muito boa a respeito das políticas públicas necessárias ao desenvolvimento de Cuiabá. A contribuição às políticas de saneamento básico foi muito satisfatória.”

O secretário adjunto de Relações Comunitárias, Amarildo Batista, conduziu a eleição dos delegados titulares e suplentes que irão participar do Fórum Estadual de Cidades. “O evento foi pautado em ouvir a sociedade para que a administração seja eficiente na execução dos serviços essenciais, como habitação, segurança pública, meio ambiente e regularização fundiária. A Conferência avançou muito, com debates amplos a respeito dos eixos temáticos, indicando ao poder público o que é necessário para que Cuiabá seja mais justa socialmente”.

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O representante da Associação Comunitária de Habitação do Estado de Mato Grosso, Emídio de Souza, participou do evento. Em sua avaliação, foi revelada uma disposição da Prefeitura de Cuiabá em avançar com políticas de moradia popular. “Há uma demanda reprimida, e o mais importante é que o diálogo foi aberto para que possamos encontrar saídas para o financiamento da moradia popular”.

#PraCegoVer

A foto ilustra um auditório com populares, empresários e autoridades sentados em cadeiras almofadadas, prestando atenção a uma palestra.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Boletim aponta que motociclistas representam 69% das mortes no trânsito em Cuiabá

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), divulgou o Boletim Epidemiológico 2024 do Programa Vida no Trânsito (PVT), elaborado pela Coordenadoria Técnica de Vigilância Epidemiológica e pela Vigilância de Doenças e Agravos Não Transmissíveis (VDANT). O documento traça o perfil dos acidentes fatais registrados no município e reúne informações que irão subsidiar políticas públicas e estratégias de prevenção.

O levantamento mostra que, em 2024, Cuiabá registrou 104 mortes em decorrência de acidentes de trânsito. Entre as vítimas, 85% eram homens e 69% eram motociclistas, grupo que permanece como o mais vulnerável nas vias da capital. Os pedestres representaram 15% das mortes, enquanto os ocupantes de automóveis corresponderam a 9% dos óbitos.

A pesquisa também identificou que 83% das vítimas tinham entre 20 e 59 anos, faixa etária considerada economicamente ativa, o que amplia os impactos sociais e econômicos causados pelos acidentes.

A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, destaca que os dados reforçam a importância do planejamento de ações integradas para reduzir os acidentes e salvar vidas.

“Cada vida perdida no trânsito representa uma dor para as famílias e um alerta para toda a sociedade. O boletim nos permite compreender onde estão os principais fatores de risco e direcionar ações mais eficazes de prevenção. Nosso compromisso é fortalecer o trabalho integrado entre saúde, mobilidade, segurança pública e educação para reduzir esses números e preservar vidas”, afirma.

Outro dado preocupante apontado pelo boletim é que aproximadamente 30% dos condutores envolvidos nos acidentes fatais não possuíam Carteira Nacional de Habilitação (CNH), reforçando a necessidade de ampliar as ações de fiscalização e conscientização.

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O Programa Vida no Trânsito é desenvolvido de forma integrada entre a Secretaria Municipal de Saúde e a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob), com apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Batalhão de Polícia Militar de Trânsito (BPTran), Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran), Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e Vigilância Epidemiológica.

A análise dos acidentes apontou o excesso de velocidade como o principal fator associado às mortes, presente em 30,8% dos casos e identificado como a causa principal em 12,5% das ocorrências investigadas.

Também foram identificados outros fatores relevantes, como consumo de álcool, problemas relacionados à infraestrutura viária, avanço do sinal vermelho e condições inadequadas de visibilidade.

Entre as condutas de risco mais frequentes estão dirigir sem habilitação, circular em locais proibidos, desrespeitar a sinalização e realizar mudanças de faixa sem a devida indicação.

Os dados revelam que 61,5% dos acidentes fatais ocorreram durante o período noturno e na madrugada. Os finais de semana também concentraram grande parte das ocorrências, especialmente aos sábados e domingos, quando há maior circulação de pessoas e aumento da combinação entre consumo de álcool e excesso de velocidade.

As vias com maior número de acidentes fatais em 2024 foram as avenidas Fernando Corrêa, Historiador Rubens de Mendonça (CPA), Miguel Sutil e Helder Cândia, além da BR-364 no perímetro urbano de Cuiabá.

Outro indicador que chama a atenção é que cerca de dois terços das vítimas morreram ainda no local do acidente, demonstrando a gravidade dos sinistros registrados.

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O coordenador técnico de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde, Bruno da Silva Santos, destaca que o boletim vai além da divulgação de estatísticas e se consolida como uma ferramenta para orientar decisões e fortalecer ações de prevenção.

“Mais do que apresentar números, o boletim permite compreender o perfil dos acidentes fatais e identificar os principais fatores de risco. Essas informações subsidiam o planejamento de ações integradas entre saúde, mobilidade urbana, segurança pública e demais instituições parceiras, contribuindo para intervenções mais efetivas e para a preservação de vidas”, afirma.

Como principal referência em atendimento de urgência e trauma na capital, o Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) acompanha diariamente as consequências dos acidentes de trânsito. A diretora-geral da unidade, Kelluby de Oliveira, ressalta que a prevenção é a forma mais eficaz de preservar vidas e evitar a sobrecarga da rede hospitalar.

“O Hospital Municipal de Cuiabá é referência no atendimento aos traumas e recebe diariamente vítimas de acidentes de trânsito, muitas delas em estado grave. Cada ocorrência mobiliza equipes multiprofissionais, leitos, centro cirúrgico e toda uma estrutura de alta complexidade. Quando um acidente é evitado, preservamos vidas e também fortalecemos a capacidade da rede pública de atender outras demandas. A conscientização e o respeito às leis de trânsito continuam sendo as principais ferramentas para mudar essa realidade”, destaca.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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