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Festas religiosas de bairros passam a integrar calendário oficial de Cuiabá

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Fabiana Prado | Assessoria vereadora Katiuscia Manteli

A fé que une vizinhos, fortalece laços e mantém vivas tradições agora tem reconhecimento oficial em Cuiabá. A Câmara Municipal aprovou, nesta terça-feira (3), dois projetos de lei que incluem no calendário oficial de eventos do município a Festa de Nossa Senhora das Dores, no bairro Jardim Florianópolis, e a Festa de Nossa Senhora Aparecida, no Jardim Vitória.
As propostas representam o reconhecimento de histórias construídas ao longo de décadas dentro das comunidades e reafirmam o papel social dessas celebrações nos bairros.
No Jardim Florianópolis, a devoção a Nossa Senhora das Dores remonta à fundação da comunidade, em 1991, quando foi celebrada a primeira missa. Desde então, a festa, realizada na semana do dia 15 de setembro, tornou-se um dos momentos mais aguardados pelos moradores. A programação inclui novena, celebrações religiosas, procissão e atividades sociais com comidas típicas e apresentações culturais.
Já no Jardim Vitória, a tradicional Festa de Nossa Senhora Aparecida é realizada desde 1993, na primeira quinzena de outubro, reunindo mais de 1.500 pessoas a cada edição. Missas, terços, carreatas e manifestações culturais transformam o pátio da igreja em espaço de encontro, solidariedade e fortalecimento da identidade local. A arrecadação contribui diretamente para melhorias estruturais da igreja e para a manutenção das atividades pastorais.
Ao defender os projetos, a vereadora destacou que as propostas nascem da própria comunidade. “É importante esclarecer para a sociedade que as pautas e os projetos levantados nesta Casa são construídos a partir das demandas da comunidade. Eles chegam até nós por meio dos cidadãos que nos procuram”, afirmou.
Ela explicou que, após a aprovação da nova Lei do Silêncio, diversas festas tradicionais precisaram se adequar às exigências legais, o que inclui estar no calendário oficial do município para garantir autorização de realização. “Nós sabemos a importância das comunidades, das igrejas católicas e evangélicas, de todos os segmentos religiosos. São através desses eventos que a comunidade levanta recursos para manutenção da igreja, das salas de catequese, dos encontros de casais”, pontuou.
A parlamentar ressaltou ainda que, muitas vezes, parte da sociedade não consegue dimensionar o alcance social dessas iniciativas. “Às vezes, o que não é importante para alguns é primordial e fundamental para outros. Essas festas mantêm as igrejas abertas, atendem crianças na catequese, fortalecem pastorais da saúde, da família e social. Precisamos aprovar essas leis para que essas comunidades continuem realizando seus eventos”, destacou.
Reforçando a importância dos projetos, a vereadora acrescentou que o reconhecimento oficial também garante segurança jurídica para as comunidades. “Hoje existe uma exigência legal para que eventos de médio e grande porte estejam no calendário oficial. Quando aprovamos essas leis, estamos assegurando que essas festas possam acontecer de forma organizada, respeitando a legislação e preservando uma tradição que já existe há décadas”, explicou.
Ao concluir, ela enfatizou o significado coletivo das propostas. “Esses projetos não são apenas sobre datas comemorativas, são sobre fé, identidade e pertencimento. Quando valorizamos as festas tradicionais dos bairros, estamos valorizando as pessoas que constroem a história da nossa cidade todos os dias”, finalizou.

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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Mutirão de regularização fundiária no Doutor Fábio Leite II é retomado nesta segunda-feira

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Habitação e Regularização Fundiária, retoma, nesta segunda-feira (4), até quarta-feira (6), o mutirão de cadastramento voltado aos moradores do bairro Doutor Fábio Leite II que desejam regularizar seus imóveis. O atendimento ocorre das 9h às 16h, na Rua dos Trabalhadores, quadra 77, casa 18.

A ação teve início na quarta-feira (29) e também foi realizada na quinta-feira (30), dando continuidade ao processo de regularização fundiária. O objetivo é garantir o acesso ao título definitivo de propriedade, assegurando mais segurança jurídica às famílias e contribuindo para a valorização dos imóveis.

De acordo com a coordenadora de Habitação, Graziele Rondon, a entrega e a atualização dos documentos são etapas fundamentais para o andamento do processo. “Estamos orientando os moradores sobre a atualização dos documentos. Quem já tem processo em andamento poderá complementar a documentação e, para quem ainda não iniciou, será aberto um novo processo pela equipe técnica de regularização. Em outro momento, a equipe social realizará visita domiciliar para comprovação dos documentos apresentados e também para verificar o uso do lote”, explicou.

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Entre os moradores que compareceram nos primeiros dias de atendimento está André Luiz, que vive há mais de 15 anos no bairro. Segundo André, a regularização representa mais segurança para a família. “Para nós, moradores, regularizar o terreno é uma garantia a mais. Moro aqui há mais de 15 anos e vi toda a evolução do bairro. Já temos asfalto, melhorias, mas precisamos do documento. Morar em um lugar sem documentação é não ter garantia de nada. Vim dar entrada no processo para ter essa segurança”, afirmou.

A moradora Karina Cristine, que reside há 26 anos no bairro Doutor Fábio Leite II, também participou do mutirão. “Já tenho mais de 26 anos morando aqui e, há dois anos, dei entrada no processo. Acredito que agora será a oportunidade de concluir. É um sonho ter o documento da casa, não só para mim, mas para muitas pessoas que moram aqui há tantos anos”, relatou.

Durante o mutirão, os moradores recebem orientações sobre a documentação necessária, podem entregar pendências e contam com o apoio da equipe social para dar andamento às etapas do processo de regularização fundiária.

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Confira abaixo os documentos necessários para dar início ao processo de regularização:

Para solteiros: certidão de nascimento, RG e CPF;
Para casados: certidão de casamento, RG e CPF de ambos;
Para divorciados: certidão de casamento com averbação do divórcio, RG e CPF apenas de quem está requerendo e partilha de bens ou formal de partilha (se houver);
Para viúvos: certidão de casamento e certidão de óbito do cônjuge falecido, RG e CPF de quem está requerendo e partilha de bens ou formal de partilha (se houver);
União estável: escritura pública de cartório ou homologação dessa condição feita em juízo, certidão de nascimento, RG e CPF de ambos.

Trazer também:

Contrato de compra e venda da casa ou outro documento do imóvel (é necessário constar quadra e lote, por exemplo: título de posse antigo, IPTU etc.);
Comprovante de endereço da casa a ser regularizada (água, luz, telefone etc.);
Comprovante de renda de todos os moradores da casa dos últimos três meses.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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