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Ipês retirados do Tia Nair serão replantados no Parque da Família

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O Parque da Família foi escolhido para abrigar 64 mudas de ipês roxos, que representa uma iniciativa simbólica e comovente em lembrança e homenagem às mulheres vítimas de feminicídio em Mato Grosso. A definição do local foi acordada pela Prefeitura de Cuiabá, através da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Smurb) e o Ministério Público.

Na oportunidade, o secretário de Meio Ambiente, José Afonso Portocarrero e a coordenadora do Núcleo das Promotorias de Justiça Especializadas no Enfrentamento da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher da Capital, a promotora de Justiça Claire Vogel Dutra visitaram o espaço e definiram que as mudas serão plantados próximos ao lago, no dia 04 de junho.

Nos números de mudas que serão replantadas, 47 ipês correspondem as mulheres mortas em 2024 e, os outros 17, das vítimas de 2025, conforme a última atualização dos dados.

Parte deles, 54, ocupavam uma área na segunda etapa do Parque Tia Nair, mas por adentrar 70 cm de uma propriedade particular precisaram ser remanejados de lá para o Horto Florestal Tote Garcia, onde estão sob cuidados e aguardando o replantio. Com a definição do espaço, vão colorir num futuro bem próximo, o Parque da Família.

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Além do simbolismo de resistência, força e beleza, cada muda plantada carrega o nome de uma mulher vítima dessa violência brutal, como forma de dizer que essas vidas não serão esquecidas. E tornará o ambiente em um memorial vivo, com os ipês representando uma vida interrompida pela feminicídio.

Haverá no local a identificação da iniciativa em estrutura duradoura com a finalidade de perpetuar a homenagem. A escolha pelo Parque da Família veio ao encontro do desejo dos idealizadores da iniciativa.

“Apesar dos desencontros, conseguimos resolver com a Secretaria de Meio Ambiente de Cuiabá, para fazer o replantio aqui no Parque da Família, inclusive uma área maior, para abrigar mais ipês, infelizmente vamos ter mais 12 mudas, porque de fevereiro até o momento foram 12 vidas perdidas. E a ideia é lançar esse memorial, com a placa, uma nova cerimônia, para que eles possam ficar aqui nesse parque e as pessoas possam vir e visitar, ver e contemplar. Saio mais aliviada porque caminhamos para resolução, apesar que não tira o impacto de ter tirado as árvores, mas resolve por trazer para um local muito bom. Temos a possibilidade de resolver e até ampliar trazendo as outras vítimas que se foram nesse intervalo, do plantio ao replantio. A ideia é colocar já a placa para formalizar o memorial para deixar o lugar definitivo para que essas árvores possam florescer e mostrar para a sociedade essa questão das vítimas, a quantidade de vítimas que temos e que as famílias possam ter um local para contemplar e se lembrar um pouco dessas mulheres, com ares de beleza”, destacou a promotora de justiça.

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A promotora disse ainda, que será um marco quando os ipês estiverem florindo, que impactará os olhos dos espectadores e o visual do Parque.

Para o secretário Portocarrero, o Parque da Família é uma escolha representativa, espiritual e de contemplação para que as pessoas visitem e desfrutem de sombras e um lugar bonito. Fico feliz que tenhamos resolvido de uma forma harmônica e fazendo essa homenagem”, frisou.

Com o novo espaço, Cuiabá dá um passo importante na construção de políticas públicas de memória e enfrentamento à violência de gênero, utilizando a natureza como elo simbólico entre o luto e a luta.

#PraCegoVer

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Feira da Agricultura Familiar amplia produção e fortalece vendas na Praça Alencastro

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A Feira Gastronômica e da Agricultura Familiar voltou a reunir produtores, comerciantes e consumidores na manhã desta terça-feira (7), na Praça Alencastro, em Cuiabá. Realizada semanalmente às terças-feiras e aos sábados, das 7h às 17h, a iniciativa tem impulsionado a comercialização direta dos agricultores familiares, refletindo no aumento da produção no campo e na redução do desperdício de alimentos.

Segundo o coordenador da feira, Luís Alberto Rodrigues Leite, o crescimento das vendas nas últimas edições tem levado os produtores a ampliar gradativamente a oferta de alimentos, fortalecendo a renda das famílias e garantindo mais segurança para o planejamento da produção.

“O produtor começou produzindo aos poucos até consolidar a comercialização. Hoje já percebemos um aumento da produção no campo para atender à expectativa de vendas da feira. Isso reduz perdas e fortalece a agricultura familiar. Além disso, o artesanato e a gastronomia também vêm apresentando resultados muito positivos”, afirmou.

O secretário municipal de Agricultura, Vicente Falcão, ressaltou que a feira fortalece a cadeia produtiva ao aproximar agricultores, empreendedores da gastronomia e consumidores. Segundo ele, o calendário fixo de funcionamento estimula a produção, amplia as oportunidades de comercialização e garante à população acesso regular a alimentos produzidos pela agricultura familiar.

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Entre os produtos mais procurados nesta época do ano estão a mexerica ponkan e o mamão produzido na região do Aguaçu, na Grande Cuiabá. Na edição da semana passada, cerca de 30 caixas de mamão foram comercializadas praticamente por completo. Além das frutas da estação, os consumidores encontram banana, quiabo, jiló, maxixe, mel, temperos, chás, alimentos caseiros e diversos produtos da culinária regional.

A consultora de vendas Selene de Souza Araújo é uma das frequentadoras assíduas da feira. Ela afirma que visita o local todas as terças-feiras e destaca que a escolha vai além da compra de alimentos.

“A qualidade dos produtos, o preço e também a valorização do pequeno produtor são os motivos que me fazem voltar toda semana.”

O engenheiro agrônomo, professor universitário aposentado e ex-secretário de Agricultura da Empaer, Manuel Gonçalves dos Santos, acompanha a evolução das feiras livres em Cuiabá desde a implantação desse modelo de comercialização. Frequentador da feira da Praça Alencastro, ele avalia que a ampliação desses espaços fortaleceu a agricultura familiar e aproximou produtores e consumidores.

Segundo Manuel, no passado era necessário que órgãos públicos oferecessem transporte e apoio logístico para que os agricultores conseguissem comercializar a produção na cidade. Hoje, ele observa que as feiras se expandiram por diferentes regiões, criando novas oportunidades para os produtores e oferecendo alimentos frescos à população.

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A feira também representa uma oportunidade para novos empreendedores. Participando pela primeira vez do evento, Marlene Auxiliadora Brandão levou francisquito cuiabano, rosca caseira, paçoca de pilão, bolos e biscoitos. Ela relata que a receptividade dos consumidores superou as expectativas.

“Melhorou bastante. É a primeira vez que participo e estou gostando muito. Os produtos têm saído rapidamente e isso contribui para aumentar nossa renda. Só tenho a agradecer.”

Outro expositor, João Vicente Rodrigues, comercializa mel, limão, banana, temperos, chás, açafrão, jatobá, banha de porco caipira e produtos naturais. Para ele, a localização da feira no Centro facilita o acesso dos consumidores e amplia as oportunidades de venda.

“A prefeitura tem feito um bom trabalho porque aproxima o produtor do consumidor. Quem já vem trabalhar no Centro consegue comprar aqui mesmo antes de voltar para casa. Isso é bom para quem vende e também para quem compra.”

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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