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Maysa Leão alerta que PLOA 2026 não prioriza mulheres, crianças e infraestrutura

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Ana Cláudia Fortes – Assessoria vereadora Maysa Leão

A vereadora Maysa Leão (Republicanos) alertou durante a sessão dessa terça-feira (16), na Câmara Municipal de Cuiabá, que o projeto de lei orçamentário anual (LOA) apresentado pelo Executivo municipal, não priorizou áreas essenciais como políticas para mulheres, crianças e infraestrutura urbana.
A parlamentar repercutiu a baixa execução dos recursos destinados à Secretaria Municipal da Mulher, o que, segundo ela, compromete diretamente o atendimento às vítimas de violência. “É triste constatar que recursos não foram executados. Isso explica por que Cuiabá não consegue atender adequadamente meninas e crianças vítimas de abuso sexual e por que ainda dependemos de iniciativas filantrópicas e voluntárias”, afirmou.
Maysa destacou que a ausência de investimentos impede a implementação de políticas públicas fundamentais, como atendimento psicológico especializado e ações de prevenção previstas em lei. “Vivemos em uma cidade onde abusos acontecem todos os dias. Ainda assim, não temos ambulatório de referência para menores de 18 anos, nem estrutura suficiente para garantir acolhimento às vítimas”, ressaltou.
A vereadora também chamou atenção para a situação da Secretaria de Obras, diante da precariedade da infraestrutura da capital. “A cidade está literalmente no buraco, com córregos e nascentes abandonados. Não há verba suficiente hoje, e com menos recursos no próximo ano, não há como esperar soluções”, avaliou.
Para Maysa Leão, a proposta orçamentária apresentada não dialoga com as reais necessidades da população. “Essa é uma LOA completamente equivocada, revelando a falta de prioridade do Executivo com temas que estão no cerne dos problemas enfrentados por Cuiabá”, concluiu.

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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CUIABÁ

Justiça suspende despejo de famílias em Cuiabá após agravo da Prefeitura

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A Prefeitura de Cuiabá conseguiu uma liminar junto ao Poder Judiciário de Mato Grosso para suspender a desocupação de quase 500 unidades habitacionais no Residencial Villas das Minas e nos condomínios Lavras do Sutil I e II, em Cuiabá. A medida foi concedida pelo desembargador Rodrigo Roberto Curvo após recurso apresentado pela Prefeitura, por meio da Procuradoria-Geral do Município e reunião do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini na tarde desta sexta-feira (17)

O Agravo de Instrumento com pedido de efeito suspensivo foi protocolado na tarde de hoje e acompanhado do procurador-geral, Luiz Antônio Araújo Jr, e do procurador-geral adjunto, Rober Caio Ribeiro. No encontro o gestor municipal defendeu a suspensão imediata da ordem de desocupação para garantir o avanço da regularização fundiária.

Ao analisar o pedido, o magistrado reconheceu o risco social da retirada coletiva e deferiu parcialmente a liminar. “Defiro parcialmente o efeito suspensivo pleiteado, exclusivamente para suspender a eficácia da ordem de imissão na posse coletiva contida na decisão agravada”, destacou na decisão.

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Na prática, a medida impede, neste momento, a desocupação de cerca de 496 unidades habitacionais ocupadas há mais de duas décadas, evitando impacto direto sobre famílias em situação de vulnerabilidade.

O recurso apresentado pela Procuradoria também solicita a retomada do processo de Regularização Fundiária Urbana de Interesse Social (REURB-S), a suspensão de sanções impostas ao Município e o encaminhamento do caso à Comissão de Soluções Fundiárias, com base em diretrizes do Conselho Nacional de Justiça para garantir tratamento humanizado.

Apesar da decisão favorável quanto à suspensão do despejo, o desembargador optou por não analisar, neste momento, o mérito completo da ação, mantendo a paralisação da REURB até manifestação da relatora natural do caso.

Durante a agenda no Tribunal, o prefeito destacou que a prioridade da gestão é assegurar o direito à moradia. “Nós viemos ao Tribunal de Justiça apresentar o nosso recurso e reforçar que o nosso objetivo não é retirar ninguém. O que queremos é garantir a regularização dessas áreas, dar segurança jurídica para essas famílias e assegurar o direito à moradia”, afirmou.

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A decisão está alinhada a recomendações da Corregedoria-Geral da Justiça e a entendimentos do Supremo Tribunal Federal sobre conflitos fundiários coletivos, priorizando soluções que evitem despejos em massa sem análise social prévia.

Com a liminar, o Município ganha fôlego para buscar uma solução definitiva para a área, enquanto o processo segue para análise da desembargadora relatora.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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