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Permissionários do Mercado do Porto destacam melhorias e confiança na nova gestão

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O Mercado Antônio Moisés Nadaf, referenciado como Mercado do Porto, está passando por uma significativa revitalização e mudanças de gestão. As primeiras, ocorreram já no primeiro mês da gestão municipal, a qual resolveu a limpeza da área ambiental. Agora, já oficializado pelo prefeito Abilio Brunini, através do Decreto 10.878, um Conselho Gestor presidido pelo secretário Municipal de Turismo e Desenvolvimento Econômico, Fernando Medeiros, reforçará o processo de modernização e transparência da administração do espaço.

O objetivo é implementar melhorias no atendimento disponibilizado aos frequentadores e turistas que prestigiam produtos frescos e pratos típicos, tornando o local cada vez mais atrativo com a organização dos espaços ocupados pelos permissionários.

As iniciativas estão indo ao encontro do que os comerciantes tanto aguardavam. Atualmente são 176 permissionários oficialmente regularizados, alguns deles estão há mais de décadas ganhando o seu sustento e girando seus produtos.

Segundo Medeiros, a troca da gestão do Mercado do Porto é uma demonstração do desejo do prefeito Abilio Brunini em transformar o turismo na capital. “Assim como mercados municipais de outras capitais, que são extremamente importantes para o turismo e para o desenvolvimento econômico, nós vamos promover o Mercado do Porto, o Shopping Orla e outros equipamentos públicos como Parque das Águas, Parque Tia Nair, como pontos turísticos para promover e atrair novos visitantes locais e de fora para desenvolver a economia de forma sustentável”, revelou Medeiros.

“A vinda do Mercado para a nossa secretaria é exatamente para que a gente realize esse trabalho mais adequado junto ao turista e também a toda a população de Cuiabá, para melhorar o atendimento e proporcionar um ambiente mais agradável, mais turístico para a sociedade”, pontuou Medeiros.

Essa movimentação está gerando otimismo e confiança entre os permissionários que já vislumbravam uma revitalização em todos os aspectos para o local. Hidenildes Coelho Guimarães, está confiante. Comerciante no Mercado do Porto desde 1994, onde começou vendendo carne, acabou migrando para o setor de confecções, moda caipira, com a loja Modelão e está satisfeito. Para ele, a renovação no mercado do Porto era necessária.

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“Algumas coisas não ficaram legais com a reforma passada. E a nova gestão está colocando isso tudo no caminho e eu acho que no final vai ser de grande importância. Eu acredito muito, o Mercado do Porto é um lugar de todos nós. Quero convidar a população para visitar, conhecer o que a gente tem de novo”, revelou.

Evandro de Deus, da banca da Viviane, trabalha há cerca de 14 anos no local, mas são 25 anos no Mercado do Porto, onde atuou como desossador de carne. Atualmente vende farinhas, grãos, feijões e diz que a mudança foi perceptível já nos primeiros dias de gestão. “Depois desses anos todos aqui, o que aconteceu de janeiro para cá foi fenomenal, uma novidade maravilhosamente boa e eu espero que vai melhorar mais ainda porque ele, prefeito Abilio, tem mostrado para nós que vai melhorar tudo. Já começou bem em fazer umas coisas que tinha aqui de errado e ele melhorou, então a gente só tem de esperar coisas melhores”, frisou.

Dona Verônica é permissionária há 40 anos, tem uma banca de queijo, onde comercializa também doces e castanhas. Diz que tem perspectiva de melhoria. “Eu tenho perspectiva de melhoras. Porque, agora uma nova gestão, tudo tem uma dificuldade no início, mas a gente vai se adequar as novas exigências, a nova gestão que está vindo aí, quer o melhor para esse Mercado. Estávamos precisando dessas mudanças, dessa melhoria, de uma nova gestão que queira ter bons olhos para o Mercado porque queira ou não, isso aqui é o coração de Cuiabá”, destacou.

É nesse “Coração de Cuiabá”, que as pessoas acham as riquezas regionais com o furrundu, doce de caju, linguiça artesanal, carne seca e muito mais.

“A pessoa que vai viajar, quer levar uma coisa diferente para cuiabano que já saiu de Cuiabá, acha aqui. Tenho cliente no Brasil inteiro que vem buscar o pequi, o doce de caju. Que vem comer no espaço superior um biscoito de queijo, o caldo de mocotó. O mercado já deu uma nova aparência. Já está tirando essa sujeira, essa bagunça, tem nova gestão, nova direção e contamos com isso, queremos que o mercado melhore”, defende a Verônica.

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Daian Neves é um dos que viveu “amor a primeira vista”, com o Mercado do Porto. “Eu trabalhava em feiras do bairro. Mas, quando cheguei aqui no mercado, eu me apaixonei por esse lugar e eu falei, eu vou ter que trabalhar aqui, porque é um lugar muito, muito especial. Se conhece muita gente, faz amizade e tem um aprendizado muito grande aqui. Estou há 14 anos trabalhando aqui”.

Ele vende produtos do campo, mas de um modo que facilita a dona de casa. Vende mandioca e abóbora descascada, conserva de pequi, conserva de pimenta, banana-da-terra e mais algumas “coisinhas que a gente agrega”, diz ele. “Nós estamos fazendo um esforço muito grande para melhorar isso aqui e a Prefeitura de Cuiabá também está ajudando bastante. Somos muito gratos porque proporciona que os clientes tenham essa escolha, esse espaço. Mesmo não comprando, mas vêm fazer uma visita, dar um bom dia, conhecer e se encantar pela variedade de coisas distribuídas nesse cantinho da cidade”.

Outro que está apostando nas inovações é Josimar Silva, que lidera o açougue Rosito do Geraldo, há 18 anos, com a família. “Não só acredito, como tenho esperança de resultados positivos. Tanto é que já vêm acontecendo muitas mudanças como limpeza, organização, as coisas todas no lugar, estacionamento com mais vagas para os clientes”.

#PraCegoVer

A imagem mostra uma banca de hortifrutigrangeiros no Mercado do Porto, em Cuiabá, com diversas verduras de cor verde e outras amarelas, como espigas de milho. Uma senhora vestindo blusa rosa e um avental vermelho está borrifando água para manter a temperatura fresquinha dos produtos. Ela exibe uma fisionomia de alegria e prazer pelo trabalho que executa, está sorrindo.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Prefeitura aplica R$ 37,6 mil em multas e inicia limpeza em condomínio abandonado

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A Prefeitura de Cuiabá deu continuidade, nesta segunda-feira (8), à Operação Escudo Urbano, que interditou preventivamente um condomínio de casas abandonadas localizado na Rua Nossa Senhora de Santana, na região Centro-Sul da capital. A ação integrada envolveu a Secretaria Municipal de Ordem Pública (Sorp), a Defesa Civil, a Vigilância em Saúde Ambiental, a Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb), a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras e a Energisa Mato Grosso.

Durante a fiscalização, foram lavrados autos de infração que somam R$ 37,6 mil em razão das irregularidades encontradas no imóvel. As equipes também iniciaram os serviços de limpeza e remoção de resíduos acumulados no local. Os custos das intervenções serão cobrados dos proprietários do condomínio.

A Energisa Mato Grosso realizou a retirada de cabos e fiações em desuso, além do desligamento de pontos de energia existentes nas edificações, como medida de segurança e para eliminar riscos decorrentes do abandono do empreendimento.

A secretária municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, explicou que a ação foi motivada pelas condições críticas encontradas no condomínio e pelos riscos à saúde pública e à segurança da população. “Trata-se de um imóvel cuja estrutura está bastante comprometida. A Defesa Civil já havia elaborado um laudo anterior condenando a edificação e, agora, com o acesso ao condomínio, constatamos que a situação é ainda mais urgente. Encontramos focos e condições favoráveis à proliferação do mosquito Aedes aegypti, além da presença de morcegos, pombos e escorpiões. Estamos atuando no momento adequado para evitar que o local se transforme em um problema ainda maior para a saúde pública”, afirmou.

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A secretária reforçou que a responsabilidade pela conservação do imóvel é dos proprietários. “Estamos promovendo a limpeza e adotando medidas emergenciais para proteger a população. No entanto, trata-se de uma propriedade privada, e o dever de manutenção é dos proprietários, que serão responsabilizados pelos custos de toda essa operação. Também vamos encaminhar o caso à Procuradoria-Geral do Município para avaliação de medidas judiciais, porque ações pontuais não resolvem definitivamente o problema se não houver manutenção contínua”, acrescentou.

O diretor da Defesa Civil, capitão do CBMMT Marcelo Cerqueira, informou que o primeiro relatório técnico sobre o condomínio foi elaborado em dezembro de 2025. Na ocasião, as equipes não conseguiram acessar o interior do imóvel porque o local estava fechado. “Agora conseguimos entrar e verificamos uma situação preocupante. O condomínio possui 30 imóveis, e vários deles apresentam estruturas avariadas, além de grande acúmulo de lixo. A Limpurb já iniciou uma intervenção para melhorar as condições do ambiente, e vamos concluir o relatório técnico para subsidiar as providências necessárias por parte dos órgãos competentes”, explicou.

A Vigilância em Saúde Ambiental também participou da operação para identificar fatores que favorecem a presença de vetores de doenças e animais sinantrópicos. Segundo o biólogo Jesse Martins, a principal medida recomendada para o local é o manejo ambiental. “O controle químico não é indicado para esse tipo de situação. O mais eficaz é a eliminação dos abrigos e focos que favorecem a permanência desses animais. Encontramos vestígios de morcegos e também algumas larvas, que serão encaminhadas para análise laboratorial e identificação”, informou.

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Durante a vistoria, a Secretaria Municipal de Ordem Pública lavrou dois autos de infração com base na Lei Complementar nº 589/2025. O primeiro, no valor de R$ 10,4 mil, foi aplicado por lote não limpo, existência de criadouros de vetores e abandono do imóvel, com prazo de 30 dias para regularização. Já o segundo auto de infração, no valor de R$ 27,2 mil, foi emitido em razão da existência de criadouros de vetores, abandono do imóvel, risco estrutural grave e utilização do espaço de forma a gerar insegurança pública. Nesse caso, o prazo concedido para regularização é de 90 dias.

Ao longo de 2025, a Secretaria realizou três ações fiscais no local para notificar o responsável pelo imóvel a realizar a limpeza e a manutenção da área. Como as tentativas de contato não tiveram resultado, foi necessária a adoção da interdição preventiva, medida amparada pela Portaria nº 36/2026, publicada na Gazeta Municipal de sexta-feira (5). A norma regulamenta o processo administrativo cautelar de interdição total ou parcial de imóveis urbanos com risco iminente, previsto na Lei Complementar nº 589/2025.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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