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Prefeitura de Cuiabá fortalece ações pela conscientização da Entrega Legal

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A secretária municipal de Saúde de Cuiabá, Dra Lúcia Helena Barboza Sampaio, participou nesta segunda-feira (09) da abertura oficial da Semana Estadual de Conscientização da Entrega Legal, que segue até o dia 14 de junho. O evento foi realizado no auditório das Promotorias da Infância e Juventude, anexo ao Complexo Pomeri, no bairro Planalto, e marcou o início de uma série de ações voltadas à divulgação desse direito ainda pouco compreendido pela sociedade.

Organizada pela Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso, por meio da Comissão Estadual Judiciária de Adoção (Ceja-MT) e das Varas Especializadas da Infância e Juventude, a campanha visa ampliar o conhecimento sobre a entrega legal, que é o direito da gestante de, caso não possa ou não queira cuidar do bebê, entregá-lo voluntariamente à Vara da Infância e Juventude, um procedimento previsto em lei, realizado com acompanhamento técnico e acolhimento psicológico.

A juíza Gleide Bispo Santos, da 1ª Vara Especializada da Infância e Juventude de Cuiabá, destacou a importância da atuação conjunta com o município. “Fizemos uma parceria com a Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá e vamos visitar todas as 147 unidades de atenção primária, secundária e terciária, conscientizando a rede pública de saúde sobre a importância da empatia, acolhimento e encaminhamento para a Vara da Infância e Juventude caso a gestante queira entregar seu filho para adoção”.

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Durante a semana, estão previstas palestras, visitas a unidades de saúde e distribuição de materiais informativos em todo o estado, visando atingir, principalmente, gestantes, profissionais da saúde e membros da rede de proteção à infância.

Em 2024, apenas em Cuiabá, foram registradas 20 entregas legais. No entanto, muitas gestantes desistem do processo por conta da carga emocional envolvida. Dados nacionais mostram que cerca de 50% das mulheres que manifestam interesse na entrega legal acabam retrocedendo.

Segundo a secretária municipal de Saúde, muitas mulheres em situação de vulnerabilidade são assediadas com promessas indevidas de vantagens financeiras ou convívio com a criança após o nascimento, práticas ilegais que a campanha busca combater. “A entrega legal é um ato de amor, realizado de forma absolutamente sigilosa e com respaldo legal, que garante à criança a oportunidade de ser acolhida por uma família que a deseja e está preparada para isso”, reforça Lúcia.

A rede municipal de saúde terá papel fundamental na campanha, sendo a porta de entrada para o acolhimento dessas mães. A atenção básica está sendo continuamente preparada e capacitada para identificar e acolher essas gestantes desde o primeiro contato com o serviço.

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Lúcia Helena também destacou esse compromisso. “Estamos fortalecendo e capacitando nossa rede de atenção básica porque é ela quem faz o primeiro contato com a gestante. Esse primeiro acolhimento precisa ser feito com sensibilidade, sem julgamentos ou preconceitos, respeitando o direito dessa mulher e garantindo um caminho seguro tanto para ela quanto para o bebê”.

Atualmente, 240 casais estão na fila de adoção em Mato Grosso e, graças ao programa, 20 crianças já foram adotadas por meio da entrega legal, um processo que assegura os direitos da mãe e da criança, com todo o cuidado e sigilo necessário.

A campanha reforça a importância de informar, acolher e respeitar as decisões das mulheres em situação de vulnerabilidade, garantindo que nenhum bebê seja exposto a situações de abandono ou entrega ilegal.

#PraCegoVer

A foto mostra a secretária de Saúde de Cuiabá, Lúcia Helena, acompanhada de outras profissionais envolvidas no projeto “Entrega Legal”. A imagem é colorida e todas estão posicionadas ao lado de um cartaz com informações alusivas à campanha.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Prefeito e secretário encaminham projeto à Câmara para permitir renovação de contratos da Educação

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, e o secretário municipal de Educação, Reginaldo Alves Teixeira, encaminharam à Câmara Municipal um projeto de lei que amplia o prazo para contratação temporária de profissionais da Rede Municipal de Ensino. A proposta busca permitir a renovação de contratos e reduzir a necessidade de realização recorrente de processos seletivos, garantindo maior continuidade aos serviços educacionais. O Projeto de Lei nº 383/2026 foi protocolado pelo Executivo em 24 de agosto.

O prefeito Abilio Brunini destacou que a proposta busca evitar a realização de processos seletivos todos os anos para atender a uma necessidade que permanece na Rede Municipal de Ensino. “Eu tenho o desejo de evitar que fique fazendo processo seletivo todos os anos. Nós vamos fazer um processo seletivo, vale contrato dois anos, a gente renova e depois faz um processo seletivo novo”, afirmou. Segundo ele, a medida permite dar maior estabilidade ao planejamento da Educação, sem deixar de cumprir a exigência de realização de concurso público.

A proposta altera a Lei Municipal nº 4.424, de 2003, que regulamenta as contratações temporárias por excepcional interesse público. Pelo texto, os contratos enquadrados na hipótese de contratação de professores substitutos e visitantes poderão ter duração de até 18 meses, com possibilidade de uma única prorrogação por igual período, alcançando o limite máximo de 36 meses. A mudança também prevê a aplicação da nova regra aos contratos temporários vigentes e aos processos seletivos simplificados ainda dentro do prazo de validade, desde que atendidos os requisitos legais.

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Durante conversa sobre a medida, o prefeito destacou que pretende evitar a realização de novos processos seletivos todos os anos quando a necessidade de profissionais permanece. “Eu tenho o desejo de evitar que fique fazendo processo seletivo todos os anos. Nós vamos fazer um processo seletivo, vale contrato dois anos, a gente renova e depois faz um processo seletivo novo”, afirmou Abilio, ao explicar que a mudança também será acompanhada dos estudos necessários para a realização de concurso público na Educação.

Segundo o secretário Reginaldo, a equipe técnica da Secretaria de Educação realizou estudos e buscou orientação jurídica para estruturar a proposta. A Secretaria havia encaminhado à Procuradoria-Geral do Município uma solicitação para analisar a alteração da legislação e a possibilidade de aplicar a nova sistemática aos contratos e processos seletivos em andamento.

O secretário municipal de Educação, Reginaldo Alves Teixeira, ressaltou que, paralelamente à proposta de alteração da legislação, já está em andamento o planejamento para a realização de concurso público na Educação. “Em paralelo, a gente está fazendo um estudo também para continuar aí com o concurso público, que é uma exigência aí já faz há bastante tempo, e a gente está fazendo esse estudo”, afirmou. Ele explicou que, enquanto o concurso é estruturado, a Secretaria trabalha para viabilizar a renovação dos contratos dos profissionais selecionados, caso a Câmara aprove a alteração legislativa.

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A justificativa administrativa aponta que a realização sucessiva de processos seletivos exige mobilização de equipes para elaboração de editais, inscrições, análise documental, recursos, homologação, convocação, contratação, cadastramento, atribuição e lotação. A repetição desses procedimentos também gera custos e pode provocar dificuldades na organização das unidades e no início dos períodos letivos.

Para os professores, a Secretaria destaca ainda o impacto pedagógico da continuidade dos profissionais. A permanência durante o período em que existir a necessidade temporária contribui para preservar o planejamento, acompanhar a aprendizagem dos estudantes e manter a integração entre docentes, equipes gestoras e comunidade escolar.

A proposta, no entanto, não garante a renovação automática dos contratos. O texto estabelece que a prorrogação dependerá da necessidade da Administração, da permanência da situação temporária de excepcional interesse público, da disponibilidade orçamentária e financeira e do cumprimento dos demais requisitos legais.

O projeto também deixa claro que a ampliação do prazo não transforma os contratos temporários em vínculos permanentes e não substitui o concurso público como forma de ingresso efetivo no serviço público. A Prefeitura informou que, paralelamente à tramitação da proposta, a Secretaria de Educação trabalha em estudos para avançar na realização de concurso público para a área.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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