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Saiba como funciona a inserção do implante contraceptivo nas USFs de Cuiabá

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), está ampliando o acesso ao implante contraceptivo na rede de Atenção Primária à Saúde (APS). Atualmente, 28 profissionais já estão capacitados para realizar o procedimento, sendo 25 médicos e 3 enfermeiros, garantindo mais autonomia reprodutiva e acesso ao planejamento familiar para as mulheres da capital.

A inserção do implante é considerada um procedimento invasivo simples, realizado de forma ambulatorial, diretamente nas Unidades de Saúde da Família (USFs), que atendem de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h, por profissionais devidamente capacitados, conforme indicação do fabricante e diretrizes do Ministério da Saúde.

Para realizar o procedimento, a paciente deve procurar a unidade de saúde de sua área de abrangência para verificar se o serviço já está sendo ofertado e a disponibilidade de agenda. O atendimento segue critérios estabelecidos em portarias ministeriais, com prioridade para mulheres em situação de vulnerabilidade, como vítimas de violência, mulheres em situação de rua, usuárias de entorpecentes, profissionais do sexo e adolescentes. No entanto, o implante está disponível para todas as mulheres em idade fértil, entre 14 e 49 anos, que manifestarem interesse, conforme disponibilidade do insumo.

O procedimento não é realizado de forma imediata. Caso a unidade conte com profissional capacitado, a paciente será inserida na agenda conforme a programação da unidade, que é dinâmica e varia de acordo com a capacidade técnica e a demanda local. As unidades que ainda não realizam o procedimento estão com suas equipes em processo de capacitação, para que o serviço seja incorporado o mais rápido possível em toda a rede municipal de saúde.

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Vale ressaltar que todas as quatro regionais de saúde do município, Norte, Sul, Leste e Oeste, além dos distritos rurais, já contam com Unidades de Saúde da Família aptas a realizar a inserção do implante contraceptivo. Isso assegura que todas as comunidades de Cuiabá, tanto da zona urbana quanto da zona rural, estejam assistidas pelo serviço, reforçando o compromisso da gestão municipal com a equidade, a descentralização da assistência e a ampliação do planejamento reprodutivo na rede pública de saúde.

No primeiro mês de capacitação, aproximadamente 33% das Unidades de Saúde da Família já estão aptas para realizar o procedimento. A Secretaria Municipal de Saúde mantém o processo contínuo de qualificação das equipes, com o objetivo de que todas as unidades da rede de Atenção Primária à Saúde passem a ofertar a inserção do implante contraceptivo, ampliando de forma gradativa e organizada o acesso ao método em Cuiabá.

Atualmente, o serviço está disponível nas seguintes Unidades de Saúde da Família (USFs):

  • Regional Oeste: Santa Isabel; Despraiado; Cidade Alta; Ribeirão da Ponte (enfermeira); Ribeirão do Lipa.

  • Regional Rural: Coxipó do Ouro/Barreiro Branco.

  • Regional Leste: Terra Nova/Canjica; Eldorado; Jardim Imperial.

  • Regional Norte: Clínica da Família; Ilza Terezinha Picolli.

  • Regional Sul: Jardim Industriário (médica e enfermeira); Parque Ohara; São Gonçalo; Nico Baracat 1; Nico Baracat 2; Parque Cuiabá 1; Parque Cuiabá 3; Pedra 90 1; Pedra 90 IV; Fortaleza; Coxipó 1; Passaredo.

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A Secretaria Adjunta de Atenção Primária à Saúde reforça que o processo de capacitação segue em andamento, com a meta de qualificar todos os profissionais médicos e enfermeiros da APS, garantindo que todas as Unidades de Saúde da Família realizem o procedimento e ampliem o acesso ao método contraceptivo em toda a capital.

Após a inserção, a paciente deve evitar atividade física intensa e peso excessivo com o braço onde o implante foi colocado, manter o curativo oclusivo por 24 horas e mantê-lo sempre seco. É recomendado o uso de compressa de água fria sobre o curativo, com cuidado para não molhar, para auxiliar na redução de possíveis inchaços ou hematomas.

Pode ocorrer leve edema ou manchas roxas no local, que tendem a desaparecer em alguns dias. Caso não haja regressão dos sintomas, a orientação é procurar a unidade de saúde. Cada organismo reage de forma diferente ao implante, sendo necessário um período de adaptação de até seis meses antes de uma nova avaliação sobre a adequação do método.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Prefeitura inicia Censo Real para mapear população em situação de rua e ampliar rede de acolhimento

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, iniciou a operação Censo Real, uma ação conjunta com o Governo de Mato Grosso para realizar um diagnóstico atualizado da população em situação de rua no município. O levantamento tem como objetivo identificar o perfil, as necessidades e a quantidade de pessoas nessa condição, subsidiando a ampliação das políticas públicas de acolhimento, assistência social, saúde e reinserção social. A ação começou na terça-feira (14).

A iniciativa reúne equipes da Prefeitura e do Governo do Estado, por meio das Secretarias de Segurança Pública (Sesp) e de Assistência Social e Cidadania (Setasc), além do Ministério Público e do Poder Judiciário. Nesta primeira etapa, quatro equipes atuaram simultaneamente na Praça do Porto, na Rodoviária, no Morro da Luz e na Praça Ipiranga. Na quarta-feira (15), os trabalhos seguem na Praça Cultural do CPA II e na região dos bairros Pedregal e Leblon.

De acordo com a secretária municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, Hélida Vilela, o município já realiza o acompanhamento da população em situação de rua, mas o Censo Real permitirá um levantamento ainda mais detalhado e atualizado. “Esse diagnóstico sempre foi feito, mas agora teremos um levantamento individualizado de todas as pessoas em situação de rua. Nosso cadastro é atualizado a cada seis meses, porém queremos intensificar esse acompanhamento, realizando-o de forma quadrimestral. Assim, teremos números mais precisos para desenvolver novas políticas públicas em conjunto com o Estado”, destacou Hélida.

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Atualmente, o município conta com uma rede de acolhimento com capacidade para 350 vagas, distribuídas entre as unidades da Associação Terapêutica de Apoio às Pessoas, do Abrigo do Porto, do Abrigo Guia e do Miraglia. Esta última unidade está em reforma. Segundo Hélida, o diagnóstico permitirá dimensionar a necessidade de ampliação dessa estrutura e fortalecer o atendimento às pessoas em situação de rua, especialmente àquelas que necessitam de tratamento para dependência química. Ela ressaltou ainda que diversos fatores contribuem para o aumento dessa população, como o uso abusivo de álcool e outras drogas, o rompimento dos vínculos familiares e a vulnerabilidade social. “A saída das ruas depende da vontade da própria pessoa. O nosso papel é oferecer acolhimento, acompanhamento social, psicológico e os encaminhamentos necessários para que ela tenha condições de reconstruir sua vida”, completou.

A secretária de Estado de Segurança Pública, coronel Susana Tamanho, destacou que a ação integra diversas áreas do poder público e busca enfrentar uma realidade que impacta tanto a assistência social quanto a segurança pública. “Hoje estamos realizando um diagnóstico para identificar quem são essas pessoas, quantas são e quais encaminhamentos serão necessários. Muitas delas vivem em situação de extrema vulnerabilidade e acabam também expostas à criminalidade, ao tráfico de drogas e à prática de delitos. Por isso, é fundamental que Estado e município atuem juntos”, afirmou.

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Também participaram da ação a secretária adjunta de Políticas para Mulheres da Setasc, Salete Morockoski, e o secretário adjunto de Cidadania e Inclusão Socioprodutiva da Setasc, Emerson Toledo Santana, que reforçaram o compromisso do Governo do Estado em apoiar financeiramente o município na implementação e no fortalecimento das políticas públicas voltadas à população em situação de rua.

Entre as pessoas abordadas pelas equipes está Pedro Andrade, de 40 anos, que vive há mais de uma década em situação de rua. Dependente de álcool e outras drogas, ele afirmou acreditar na possibilidade de reconstruir a própria vida, desde que tenha acesso a tratamento adequado. “Tem que ter uma casa de apoio de verdade, com tratamento, remédio e acompanhamento. Não basta apenas retirar a pessoa da rua. É preciso oferecer condições para que ela consiga vencer a dependência e recomeçar.”

Além das ações de acolhimento, distribuição de cobertores, alimentação e atendimento social, a Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão viabilizou, entre janeiro e junho deste ano, 170 passagens interestaduais e intermunicipais para pessoas em situação de vulnerabilidade que, após atendimento técnico e cumprimento dos critérios estabelecidos, puderam retornar ao convívio familiar.

Após a conclusão do levantamento, o Governo do Estado e a Prefeitura de Cuiabá devem firmar um convênio para apoiar financeiramente a ampliação da rede de acolhimento e a reforma das unidades existentes.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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