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Vereadora Michelly Alencar defende implantação de projeto psicossocial nas escolas após vídeo de agressão viralizar

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Débora Inácio – Assessoria da vereadora Michelly Alencar

A vereadora Michelly Alencar utilizou a tribuna da Câmara Municipal de Cuiabá para manifestar sua indignação diante de um vídeo que circulou nas redes sociais, mostrando uma estudante sendo brutalmente agredida por outras adolescentes dentro de uma escola. Nas imagens, a vítima, ainda com o uniforme escolar, é alvo de socos, tapas, chutes e até golpes com um cabo de vassoura — cena que gerou revolta e preocupação na sociedade cuiabana.

“Como mãe, fico enojada, preocupada e desesperada, porque essa é a realidade que muitos adolescentes estão vivendo”, declarou Michelly, visivelmente emocionada.

A parlamentar informou que o caso ocorreu em uma escola de Alta Araguaia, mas ressaltou que episódios semelhantes já foram registrados em unidades escolares da capital. Diante disso, reforçou a necessidade de políticas públicas voltadas ao atendimento psicológico e social de crianças e adolescentes.

Michelly relembrou que já apresentou um projeto de lei que cria o Programa de Atendimento Psicossocial nas Escolas, prevendo a presença de psicólogos e assistentes sociais nas unidades escolares para acolhimento, orientação e acompanhamento de alunos em situação de vulnerabilidade emocional, comportamental ou social.

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“Essa adolescente agredida vai precisar de acompanhamento psicológico e psiquiátrico. E as agressoras também. Nós não podemos fechar os olhos para isso”, afirmou.

A vereadora cobrou do Governo do Estado e da Prefeitura de Cuiabá ações efetivas para fortalecer a saúde mental dos jovens e anunciou que vai retomar a tramitação de sua proposta no Legislativo municipal.

“Estamos lutando há muito tempo por isso, e vamos continuar lutando. Não podemos permitir que cenas tão cruéis como essa se repitam”, concluiu.

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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Prefeitura reforça rede de acompanhamento a adolescentes em medidas socioeducativas

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A integração entre os serviços da assistência social e o fortalecimento das ações voltadas aos adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas foram os principais temas debatidos durante a Reunião Ampliada “Adolescência: um Compromisso de Todos, Avanços e Desafios da PSC”, promovida pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão. O encontro ocorreu na quarta-feira (3), no auditório da pasta, reunindo profissionais que atuam diretamente na execução da Prestação de Serviços à Comunidade (PSC).

A atividade reuniu representantes dos dois Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS), dos 14 Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e demais profissionais da rede socioassistencial para discutir estratégias de atendimento, alinhar procedimentos e compartilhar experiências relacionadas ao acompanhamento de adolescentes encaminhados pela Justiça para o cumprimento de medidas em meio aberto.

A secretária municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, Hélida Vilela, destacou que o município mantém uma atuação articulada entre as políticas de assistência social, saúde e educação para garantir acompanhamento aos adolescentes e suas famílias.

“As medidas socioeducativas são acompanhadas pelas equipes técnicas dos CREAS, que desenvolvem um trabalho contínuo de orientação, apoio e fortalecimento de vínculos”, disse, ressaltando a busca por parcerias voltadas à qualificação profissional e à inserção no mercado de trabalho, incluindo ações do Programa Acessuas Trabalho, que oferece oficinas e orientações relacionadas ao mundo do trabalho.

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A palestrante e gerente do CREAS Norte, Vera Lúcia Martins Pereira, explicou que a reunião ampliada teve com

De acordo com ela, além dos 14 CRAS, o município conta atualmente com quatro Centros de Convivência da Pessoa Idosa (CCI), que atuam como unidades executoras da Prestação de Serviços à Comunidade. O alinhamento entre os profissionais busca garantir que os adolescentes cumpram as medidas determinadas pela Justiça de forma adequada e com acompanhamento técnico qualificado.o principal objetivo aproximar as equipes da Proteção Social Especial e da Proteção Social Básica, fortalecendo a atuação conjunta entre CREAS e CRAS.

Durante a apresentação, Vera detalhou o fluxo de atendimento realizado pela rede. Após a determinação judicial, o adolescente é encaminhado ao CREAS, onde uma equipe multidisciplinar composta por psicólogo, assistente social, pedagogo e orientador social elabora, juntamente com o jovem e sua família, o Plano Individual de Atendimento (PIA). Quando a medida aplicada é a Prestação de Serviços à Comunidade, o adolescente passa a desenvolver atividades supervisionadas em unidades do CRAS de seu território.

A psicóloga e gerente do CRAS Centro, Dariane Melo, ressaltou que o serviço de medidas socioeducativas conta com uma equipe técnica exclusiva responsável pelo atendimento dos adolescentes e de seus familiares. Ela explicou que, além do acompanhamento psicossocial, são realizados encaminhamentos para áreas como saúde, educação e qualificação profissional, em articulação com a rede de proteção e o Poder Judiciário.

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Para Dariane, momentos de capacitação são fundamentais para a qualificação do serviço. “A assistência social não trabalha sozinha, trabalha com todos, e estar ali junto faz parte do processo de trabalho”, afirmou, ao destacar a importância da troca de experiências entre os profissionais que atuam diretamente no atendimento.

A perspectiva prática do trabalho desenvolvido nos territórios também foi abordada pelos participantes. O orientador social Marcelo Lima Martins, do CRAS Doutor Fábio, destacou que o acolhimento é um dos pilares do atendimento aos adolescentes. Segundo ele, compreender as particularidades de cada jovem e respeitar seu tempo são fatores essenciais para transformar o período de cumprimento da medida em uma oportunidade de aprendizado e desenvolvimento.

Na mesma linha, o gerente do CRAS Pedregal, João Vítor Souza dos Santos, afirmou que o maior desafio das equipes é conquistar a confiança dos adolescentes durante o primeiro contato. Ele destacou que o trabalho desenvolvido pelos profissionais busca identificar potencialidades e estimular habilidades que contribuam para a ressocialização e a construção de novas perspectivas de vida.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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