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Idealizada por Max Russi, Arena Celsão é inaugurada em Jaciara

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Na noite desta quinta-feira (5), o município de Jaciara viveu um momento histórico com a inauguração da Arena Celso Oliveira Lima, conhecida como Arena Celsão, o novo ginásio municipal de esportes e a terceira maior arena esportiva de Mato Grosso. O deputado estadual Max Russi, presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), participou da solenidade ao lado da prefeita Andréia Wagner (PSB), do vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e de outras autoridades estaduais e municipais.

A obra foi idealizada por Max Russi quando ainda era prefeito de Jaciara. À época, o parlamentar articulou recursos para viabilizar o projeto, mas não teve tempo de mandato para concluir a obra, que depois passou por diferentes gestões até ser concluída na atual administração municipal. O investimento total foi de aproximadamente R$ 9,5 milhões, com recursos federais e contrapartida do município.

Neste ano, a Arena Celsão já é palco da 42ª edição do Campeonato de Férias de Jaciara (CAMFEJ) 2026, que contou com a participação de atletas renomados como Falcão, Amaral e Adonias Freestyle.

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“Confesso que estou com o coração cheio de alegria. Começamos esse projeto em 2011 e não foi possível concluir naquele momento. Outros prefeitos passaram e agora a prefeita Andréia abraçou essa obra e decidiu finalizá-la. Jaciara merecia esse espaço. A prefeita tem feito um trabalho importante, com projetos arrojados. Hoje a cidade está bonita, cuidada e avançando”, destacou Russi.

O parlamentar ressaltou ainda que a arena abre novas possibilidades para o município.
“Vamos trazer grandes eventos esportivos para cá. Seleção, jogos de futsal, vôlei, basquete. Construímos uma quadra oficial, preparada para receber competições de nível nacional e atender toda a região do Vale do São Lourenço”, completou.

A prefeita Andréia Wagner destacou a parceria com o deputado e a importância da obra para o futuro da cidade. “A conclusão só foi possível graças à obtenção de recursos federais, também articulados pelo deputado Max. A partir de agora, Jaciara será palco de muitos eventos esportivos e culturais”, afirmou.

A Arena Celsão tem capacidade para cerca de 3 mil pessoas e conta com acessibilidade para pessoas com deficiência, quadra com medidas oficiais, cabine de imprensa climatizada, placar de quatro faces e tabelas de basquete padrão NBA, sistema de videomonitoramento, estrutura para transmissões ao vivo e piso modular, que garante mais segurança aos atletas e eleva o nível das competições.

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Mais investimentos – Durante o evento, também foram entregues uma escavadeira hidráulica e um veículo para o fortalecimento da agricultura familiar. A programação incluiu ainda a assinatura de autorizações para a recuperação da Avenida Antônio Ferreira Sobrinho, o asfaltamento de 10 quilômetros da MT-457 até o entroncamento com a MT-140 e de outros 3 quilômetros da rodovia até a Cachoeira da Mulata.

Também foram anunciadas a construção do Centro Municipal de Educação Infantil Tempo de Sonhar, no bairro Jardim Leblon, a aquisição de ônibus para a assistência social e a construção de um mirante turístico.

Fonte: ALMT – MT

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Após atuação da ALMT, STF reconhece cumprimento por MT à apresentação de propostas sobre divisa entre Mato Grosso e Pará

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A atuação da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) na discussão sobre a divisa entre Mato Grosso e Pará alcançou uma nova etapa no Supremo Tribunal Federal (STF). Em decisão proferida pelo ministro Flávio Dino, no último dia 11, na Ação Rescisória nº 2.964, o relator reconheceu como cumprida por Mato Grosso a etapa destinada à apresentação de propostas adicionais de acordo e determinou que o estado do Pará se manifeste sobre elas no prazo de 30 dias.

A decisão representa um avanço na estratégia institucional desenvolvida nos últimos meses pela ALMT. As propostas construídas pela Procuradoria-Geral da Assembleia foram incorporadas à estratégia de Mato Grosso para que a discussão não fique restrita à definição territorial e à regularização fundiária, mas alcance também os impactos concretos da mudança de divisa sobre a população.

Na Procuradoria-Geral da ALMT, a construção das teses e das manifestações apresentadas ao Supremo vem sendo conduzida pelos procuradores Ricardo Riva e Bruno Willames Cardoso Leite. Eles são responsáveis pela formulação da linha jurídica que colocou no centro da discussão a continuidade dos serviços públicos e a necessidade de uma transição organizada entre os dois Estados.

Desde o último mês junho, de acordo com Bruno Willames, a Procuradoria da Assembleia passou a defender perante o STF que a solução para o conflito territorial centenário não poderia se resumir à definição de quem é proprietário ou de qual estado determinada área pertence.

“Era necessário enfrentar também questões como saúde, educação, transporte escolar, estradas, segurança pública, sanidade animal, tributação, regularização ambiental, atividade produtiva, ressarcimento de despesas e continuidade dos serviços atualmente prestados por Mato Grosso e seus municípios”, afirmou o procurador.

De acordo com o procurador, a atuação tem respaldado a participação institucional da Assembleia Legislativa na discussão e aproximação com os municípios diretamente atingidos pelo conflito. “A estratégia da ALMT tem buscado levar ao processo não apenas argumentos jurídicos, mas informações produzidas pelas prefeituras, representantes das comunidades e setores econômicos que convivem diariamente com os efeitos da indefinição histórica da divisa”, afirmou.

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Na nova decisão, o relator Flávio Dino registrou detalhadamente a proposta apresentada por Mato Grosso, incluindo a criação de uma Mesa Técnica de Trabalho Mato Grosso e Pará, com participação dos municípios, e a construção de uma solução piloto para a região da Serra dos Apiacás, envolvendo inicialmente Apiacás, Paranaíta e Alta Floresta, em Mato Grosso, e Jacareacanga e Novo Progresso, no Pará.

O ministro considerou que a manifestação apresentada por Mato Grosso em 31 de agosto, materializando o cumprimento da obrigação do acordo celebrado anteriormente entre os dois estados. Com isso, Flávio Dino determinou que o Pará seja intimado para se manifestar, em 30 dias, sobre as propostas.

Após a manifestação paraense, segundo o procurador, Mato Grosso terá prazo de 10 dias úteis. Em seguida, o processo retornará ao gabinete do relator para novas providências, havendo ainda previsão de que as partes possam requerer nova audiência de conciliação para tratar dos pontos que permanecerem controvertidos.

A decisão também reconheceu o avanço dos trabalhos na área fundiária. O ministro registrou a apresentação por Mato Grosso de cadeias dominiais, parecer técnico sobre a metodologia cartográfica histórica, mapas, cartografias, arquivos em formato shapefile e títulos definitivos emitidos pelo Intermat, considerando cumpridas pelo Estado as etapas correspondentes do acordo.

“Agora, caberá também ao Pará, no prazo determinado pelo STF, apresentar o compilado de dados dos imóveis necessário para que sejam requisitadas aos cartórios as respectivas cadeias dominiais”, afirmou o procurador.

Para o procurador Ricardo Riva, um dos responsáveis pela estratégia jurídica da ALMT no caso, a participação da Assembleia busca assegurar que a transição territorial seja acompanhada por soluções administrativas capazes de funcionar na prática.

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“A regularização fundiária é indispensável, mas existe uma população inteira vivendo nessa região. Saúde, educação, estradas, segurança, produção e os demais serviços públicos precisam continuar funcionando durante e depois dessa transição. Foi essa preocupação que levou a Assembleia a ampliar a discussão perante o Supremo”, destacou Riva.

O procurador Bruno Willames Cardoso Leite ressalta que a nova fase permite transformar problemas identificados ao longo dos trabalhos em propostas concretas de cooperação entre os entes públicos.

“Desde o início defendemos que não seria suficiente resolver a terra e deixar as pessoas para depois. A definição territorial precisa vir acompanhada de uma transição segura, com responsabilidades claras e participação dos municípios que conhecem e atendem essa população diariamente. Agora o Pará terá oportunidade de se manifestar sobre essas propostas e apresentar também suas soluções”, afirmou o procurador.

A Assembleia Legislativa, de acordo com o procurador Bruno Willames, continuará reunindo informações dos municípios enquanto transcorre o prazo concedido pelo STF, a Procuradoria-Geral da ALMT continuará trabalhando na reunião de informações sobre a realidade da região, especialmente dados relativos aos serviços efetivamente prestados por Mato Grosso e pelos municípios às comunidades localizadas do lado paraense da divisa.

Documentos já obtidos demonstram, por exemplo, atendimentos realizados pela rede pública de saúde de Mato Grosso a moradores do Pará. Esse tipo de informação deverá auxiliar na construção de soluções para continuidade dos serviços e eventual divisão de responsabilidades entre os entes públicos.

A Assembleia também pretende continuar ouvindo prefeitos, gestores, produtores e moradores das áreas atingidas, fortalecendo a participação dos municípios na próxima etapa da conciliação.

Fonte: ALMT – MT

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